
O que pode o vazio? Para o arquiteto Carlos M. Teixeira, um campo de estudo, trabalho e fascínio sobre o qual se debruça há mais de duas décadas. Esse olhar sensível para as possibilidades do não construído originou o livro “Em Obras: História do Vazio em Belo Horizonte”, cuja segunda edição, revisada e ampliada, chega às lojas este mês. Na publicação, ele propõe uma nova abordagem sobre as cidades com foco não nas construções, mas nos espaços com o potencial para se pensar outras formas de relação das pessoas com a urbe, compreendendo o espaço público como campo de transformação social e ambiental.
Lançado originalmente em 1999, o livro trazia uma nova abordagem sobre as cidades. Ligado à fotografia contemporânea, o autor começou a observar o interesse dos fotógrafos-artistas em registrar e descrever as transformações das grandes cidades - e como, por meio da fotografia, era possível também evidenciar a beleza e a multiplicidade de caminhos existentes nos vazios (cada vez mais raros) das cidades.
