Exposição X Não é um País Pequeno / BUREAU

Exposição X Não é um País Pequeno / BUREAU

Exposição X Não é um País Pequeno / BUREAU - Fotografia de InterioresExposição X Não é um País Pequeno / BUREAU - Fotografia de InterioresExposição X Não é um País Pequeno / BUREAU - Fotografia de InterioresExposição X Não é um País Pequeno / BUREAU - Fotografia de Interiores, Escada+ 30

  • Equipe De Projeto : Daniel Zamarbide, Carine Pimenta, Galliane Zamarbide
  • Conceito : Daniel Zamarbide, Carine Pimenta, Jolan Haidinger
  • Supervisão De Construção : Carine Pimenta, Jolan Haidinger
  • Desenhos : Chiara Pezzetta, Loïs Weber, Katerina Gkimizoudi
  • Desenhos Para Publicação : Ignacio Martínez Pendás
  • Curadores : Aric Chen, Martina Muzi
  • Design Gráfico : Joana Pestana, Max Ryan
  • Projetos Complementares : Rupali Gupte, Prasad Shetty, Abdulrahman Hisham Gazzaz, Turki Hisham Gazzaz, He Jing, Liam Young, Paulo Moreira, José Sarmento Matos, Ronald Rael and Virginia San Fratello, Wolfgang Tillmans
  • Outros Participantes : Bard Studio, Bricklab, Ibiye Camp, Revital Cohen & Tuur van Balen, Chão - Oficina de Etnografia Urbana, José Sarmento Matos, Rael San Fratello, Wolfgang Tillmans
  • Cidade : Lisboa
  • País : Portugal
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Exposição X Não é um País Pequeno / BUREAU - Fotografia de Interiores
X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da exposição. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira

Descrição enviada pela equipe de projeto. O design da exposição segue as linhas de pensamento: Trabalho de campo: a ressurreição do mapa de Henrique Galvão de 1934, um quadro referencial transnacional complexo. Tradução: tema muito atual e mal utilizado das fronteiras, periferias, nações ditando convenções de um lado contra o que poderá acontecer do outro. Linhas: sugerida por um grid disforme, parcialmente invisível, que oferece narrativas potenciais de diversidade referencial, borrando as noções de norte-sul. Geografia: uma insinuação de grid espacial tridimensional deixa escapar qualquer pertencimento claro. Escolha: "se eu tivesse que escolher entre The Doors e Dostoyevsky, então - é claro - escolheria Dostoyevsky. Mas eu tenho que escolher?" (Susan Sontag em Jonathan Cott, The Complete Rolling Stone Interview, Yale University Press, 2013).

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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da exposição. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira
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Axo
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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da exposição. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira

O grid tem uma potência particular que se estende muito além de sua presença gráfica. Na arte, ele surgiu como um dispositivo ótico para explorações visuais em perspectiva, particularmente intensa na época de Paolo Uccello. Na cartografia, as coordenadas cartesianas têm ocupado amplamente o mundo dos mapas como um sistema referencial desde o século XVII.

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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da instalação: Paulo Moreira, Jamaika Model, 2021. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira
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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da exposição. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira
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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da exposição. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira

A particularidade do grid, como Rosalind Krauss expressou em seu artigo "Grids", publicado na revista October em 1980, é sua capacidade de mascarar e revelar, estabelecendo um jogo aparentemente ordenado de aparência e desaparecimento. O que se revela é o que pode aparecer sobre o grid, uma vez que é estabelecido. O que se mascara ou se oculta é uma condição pré-existente que sua própria disposição encobriu, como uma ação de apagamento sobre um contexto predominante.

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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da exposição. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira

A discussão sobre a validade do grid como sistema referencial é, assim, naturalmente complexa, ainda mais em uma exposição que trata das condições pós-globalismo que colocaram sua linha de pensamento pivotante em um mapa ("Portugal não é um pais pequeno", de Henrique Galvão 1934), abrindo as portas para a cartografia como uma ferramenta de colonização. Os mapas apresentavam visões específicas do mundo com seu grid cartesiano, e estas visões foram guiadas pela vontade marcial de conquistar partes do mundo apresentadas nestes mesmos mapas.

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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da instalação: Wolfgang Tillmans, Anti-Brexit Campaign, 2016 - Protect the European Union, 2017. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira

A exposição X Não é um País Pequeno aborda modestamente esta complexa e longa história, levando o grid a uma esfera tridimensional para abordar as questões contemporâneas do mapeamento do mundo e sua transformação em realidades data-based. E confessa um certo grau de confusão convoluta ao se referir ao mundo. Uma vez que o jogo de poder das classificações norte-sul ou leste-oeste tenha sido distorcido, como o atual estado geopolítico do mundo obviamente indica, que sistema de grid poderia ordenar ou reordenar fielmente a geolocalização de presenças físicas e virtuais? O grid de coordenadas cartesianas ainda é politicamente aceitável? Alguma vez ele foi? Indiretamente, a natureza infinita do grid abre também uma discussão sobre limites, fronteiras e agendas de dominação.

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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da exposição. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira

O particular espaço oval do MAAT oferece um cenário interessante para hospedar tal hipótese de presenças pós-globais. Para X Não é um País Pequeno, foi traçada uma divisão para que os visitantes as confrontem de alguma forma com uma escolha de itinerário. O design e as peças de arte abordam de forma bastante aberta este sentimento de des-pertencimento seguindo o entendimento convencional das identidades nacionais. No espaço de exposição, elas se espalham "livremente" de um lado ou do outro de uma linha física e fictícia: um muro de fronteira. Elas aparecem e desaparecem em relação umas às outras, à arquitetura do museu e ao design da exposição.

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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da instalação: Rael San Fratello, Teeter-Totter Wall, 2019 – 2021. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira

A variedade de mídias, físicas e virtuais também é organizada para fornecer indicações sobre a impossibilidade de classificação. É a escolha do visitante para reorganizar a lógica norte-sul-sudoeste-oeste e recompô-la em uma condição contemporânea, uma ficção histórica renovada.

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X Não é um País Pequeno - Desvendar a Era Pós-Global, vista da instalação: Liam Young, Planet City, 2020. maat – Museum of Art, Architecture and Technology (Lisbon), 2021. Image © Francisco Nogueira

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Endereço:Av. Brasília, 1300-598 Lisboa, Portugal

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Cita: "Exposição X Não é um País Pequeno / BUREAU" [X is Not a Small Country Exhibition / BUREAU] 18 Jun 2021. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/963552/exposicao-x-nao-e-um-pais-pequeno-daniel-zamarbide> ISSN 0719-8906

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