Casa Traversa / Marina Vella Arquitectura

Casa Traversa / Marina Vella Arquitectura

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Tanlajás, México
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  480
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: CHIQUIHUITE Artesanias, ORVEN, SOLIDOM
  • Projeto Arquitetônico:Marina Vella Arquitectura
  • Projeto Estrutural:colectivo Kima, Andrea Cesar y Ricardo Ortiz
  • Construção Bambu:colectivo Kima, Andrea Cesar y Ricardo Ortiz
  • Obra Civil:Silvia Olvera Azuara
  • Mestre De Obras:Vicencio Estuardo
  • Estrutura:Leonardo Rodríguez
  • Colaboradores:Mauricio Jumpa, Adam Zet, María José Gaitán, Melissa Vargas, Rafael Díaz Santana Sainz, Anuar Guijarro Martínez, Santos Roberto Mateo Silvestre, Gabriela Luna, Yahir Hernández
  • Cidade:Tanlajás
  • País:México
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© dc fotografia arquitectonica
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O lugar. A casa Traversa está localizada em uma grande fazenda de gado próxima à cidade de Tanlajas (lugar de Tam / Laja, pedra que forma camadas), que pertence à Huasteca Potosina, uma das quatro regiões do estado mexicano de San Luis Potosi. O clima da região é caracterizado por ser quente e úmido, com temperatura média anual superior a 18 °C e chuvas intensas no verão. O rio Coy atravessa o terreno, transbordando na alta temporada e formando nascentes e espelhos d'água.

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A área é habitada principalmente pela etnia Teneek, cuja habitação vernácula é considerada patrimônio cultural da Huasteca Potosina, por conta dos materiais utilizados, técnicas construtivas e pelos princípios de preservação ambiental.

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Planta
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Diretrizes. Concebida como uma linha na paisagem, que se integra e se confunde com o horizonte do ambiente natural, a casa Traversa segue três eixos principais. O primeiro é a exigência do programa, que a define como um lar temporário para abrigar os proprietários e amigos durante as suas estadias no local. Em segundo lugar, a proposta deve alcançar uma arquitetura contemporânea ao nível do espaço / uso e, simultaneamente, valorizar as técnicas e materiais construtivos utilizados nas construções vernaculares Teneek. Ao mesmo tempo, deve ser um volume consistente com a prática arquitetônica do estudo, onde os elementos construídos devem respeitar e estar integrados ao contexto, respondendo às características climáticas da região.

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Partido. Para responder aos requisitos, a implantação da casa Traversa toma como ponto de partida a localização das árvores de tamarindos existentes no terreno, bem como, os caminhos do sol e do vento. Seguindo esses eixos, o programa desdobra-se em quatro módulos que abrigam as áreas sociais e os quartos, articulando-se por um sistema de pátios e eixos de circulação. Devido à variedade de usuários, considera-se necessário que a organização espacial do programa permita a realização de múltiplas atividades simultaneamente, evitando registros visuais e cruzamentos sonoros entre usos e espaços. A utilização de linhas inclinadas para modelar os espaços cheios e vazios, tira proveito das vistas e da circulação do vento, enquadrando a paisagem e gerando espaços arejados e acolhedores. Uma parte importante para garantir a intenção do projeto, foi projetar uma cobertura que replique o efeito gerado pelas copas das árvores e, por sua vez, mimetize as linhas das montanhas.

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Materialização. Os materiais utilizados foram a pedra de Tanlajas, o bambu local, guadua vellutina, conhecido como Otate (considerada uma das espécies mais flexíveis e resistentes devido à proximidade entre seus anéis) e à terra do local. Para proteger a construção da umidade e manter os ambientes internos frescos, as fachadas externas foram construídas em pedra e as internas a partir de um sistema construtivo de enjarre (bahareque em bioconstrução). A cobertura foi separada das paredes, de forma a gerar uma ventilação cruzada natural entre os cômodos, evitando um sistema de ventilação mecânica.

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Diagrama
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Na construção da cobertura foram utilizados sistemas construtivos contemporâneos e vernaculares em paralelo, como a dobragem das vigas com a técnica de "sangria" e a utilização de andaimes e formas na estrutura. A esteira, ou bambu passado da antiga espécie hamii, foi aplicado no teto, já ripas de bambu foram colocadas para os frisos das paredes, enquanto a madeira Orejón foi utilizada para a carpintaria. Todos os materiais foram recolhidos na área de Huasteca.

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Sobre este escritório
Cita: "Casa Traversa / Marina Vella Arquitectura" [Casa Traversa / Marina Vella Arquitectura] 18 Mar 2021. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/958381/casa-traversa-marina-vella-arquitectura> ISSN 0719-8906

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