Tribunal de Tortosa / Camps Felip Arquitecturia

Tribunal de Tortosa / Camps Felip Arquitecturia
© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

© Pedro Pegenaute© Pedro Pegenaute© Pedro Pegenaute© Pedro Pegenaute+ 19

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  3
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: AutoDesk, COMLED, Erco, GEZE, HERMO
  • Cliente:Departament de Justícia de la Generalitat de Catalunya
  • Arquiteto Colaborador:Ramon Valls Ortiz
  • Engenharia:Manuel Arguijo y Asociados SL
  • Arquiteto Responsável:Olga Felip y Josep Camps
  • Cidade:Tortosa
  • País:Espanha
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© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

Descrição enviada pela equipe de projeto. Ao longo de sua história, a cidade de Tortosa foi construída a partir da superposição de fortificações, muros, igrejas e palácios. Seu centro histórico de ruas estreitas e geometria complexa, está posicionado na encosta da montanha. O novo edifício judicial de Tortosa responde com eficácia ao programa judicial específico e seus estritos requisitos funcionais e, por sua vez, à topografia e geometria do lugar, localizado em uma das esquinas da Plaza dels Estudis.

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

Os Tribunais de Tortosa localizam-se em uma das ruas que, a partir do rio Ebro, se abrem e configuram uma das principais vias do centro histórico e na qual se situam palácios góticos, a Sede da Catedral da Sé e os principais edifícios do seu passado renascentista. Todas essas construções têm em comum o uso de pedras da região, que configuram um ambiente cromático homogêneo, com o qual a nova arquitetura estabelece continuidade. Uma arquitetura que materializa e completa um fragmento da cidade e responde com atenção a todas as condições do lugar.

© Josep Maria de Llobet
© Josep Maria de Llobet

O projeto se inicia com uma estrutura regular e ordenada, através de um esquema de grade modulado a partir das dimensões padrão de uma unidade tipo de escritório do programa.

Plantas
Plantas

O programa distingue as áreas de acesso públicas, com fachadas contínuas mais abertas e permeáveis; e zonas de uso restrito ou privado, que são moduladas e associadas ao ritmo da fachada, de forma a permitir possíveis alterações futuras.

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

A estrita separação entre áreas públicas e privadas, bem como de detentos ou testemunhas, também se reflete nas rotas e núcleos de acesso. Passeios públicos e privados percorrem as fachadas longitudinais, já as zonas públicas e de espera estão na fachada norte com vistas para o castelo e a zona histórica. Público e privado são separados por um espaço central delimitado pela atenção ao público, que abriga os usos restritos de escritórios e obras.

© Josep Maria de Llobet
© Josep Maria de Llobet

A área de detentos foi agrupada e tem acesso direto ao elevador privativo, que conecta as celas à sala principal, preservando a privacidade entre presos e testemunhas. Um núcleo público com escadas e elevador foi ligado ao hall principal e tem contato com o exterior. Da mesma forma, os espaços privados possuem um núcleo de escada e elevador para uso restrito.

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

A volumetria do edifício responde aos alinhamentos do terreno seguindo os traços urbanísticos do centro histórico: ruas estreitas com pontos de vista próximos e reduzidos. Um pedestal de pedra de concreto esculpido no local configura o primeiro nível do térreo e também o primeiro contato com o espaço urbano e os desníveis topográficos. Em contraste com o pedestal, um segundo nível com três pavimentos é definido por um sistema industrializado de 3 módulos, com cerca de 1000 x 3500 mm de concreto pré-moldado, com os quais é possível sistematizar a edificação resolvendo as diferentes situações construtivas: os cantos, as aberturas em relevo e sistema de ripas.

Vistas Axonométricas
Vistas Axonométricas

Um jogo de luzes e sombras proporciona continuidade a toda a fachada. A estrutura interna é regular e ordenada, já o volume externo responde à irregularidade dos alinhamentos e topografia. Entre o interior e o exterior surge um espaço intersticial de dimensões variáveis que permite mediar estes dois mundos, proporcionando intimidade e permeabilidade aos espaços de trabalho e modulando a luz natural.

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

Diferentes gradientes de conforto térmico e proteção solar são identificados nos espaços internos. De acordo com a atividade e orientação, um bom controle de energia é facilitado, reduzindo a demanda e o consumo de energia. A eficiência é otimizada graças ao uso de iluminação natural e de elementos de baixo consumo. A fachada do novo edifício aproveita a paleta de cores quentes do ambiente para dar textura e forma às peças pré-fabricadas de concreto ondulado, que configuram o revestimento do edifício e traçam a forma irregular do local.

© Josep Maria de Llobet
© Josep Maria de Llobet

Diante deste contexto específico e de um programa funcional genérico e rigoroso, o novo Edifício do Poder Judiciário oferece um olhar atento, respeitoso e, ao mesmo tempo, contemporâneo. Uma arquitetura sólida e permeável que se mistura e se confunde com o ambiente, sem abrir mão do tempo.

Galeria do Projeto

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Localização do Projeto

Endereço:Tortosa, Tarragona, Espanha

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Tribunal de Tortosa / Camps Felip Arquitecturia" [Juzgados de Tortosa / Camps Felip Arquitecturia] 11 Fev 2021. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/956449/tribunal-de-tortosa-camps-felip-arquitecturia> ISSN 0719-8906

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