Casa Patropi / Angá Arquitetura

Casa Patropi / Angá Arquitetura

© Carolina Lacaz© Carolina Lacaz© Carolina Lacaz© Carolina Lacaz+ 36

Praia do Guaeca, Brasil
  • Arquitetos: Angá Arquitetura
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  240
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019
  • Fotógrafo Fotografias:  Carolina Lacaz
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Celucon, Fórmica, Goma Ateliê, Hidramais, Hidrel e Lustres Yamamura, Jatobá, Jeans Lavado, Marcenaria do Vandelson, Multi Pedras Ind. de Mármores e Granitos, Rochbeton, Suvinil, Suvinil e Verde Sálvia, Teplac, Vidraçaria Trindade
  • Equipe De Projeto:Carolina Gurgel, Gabriela Panico, Camila Caiuby
  • Cidade:Praia do Guaeca
  • País:Brasil
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© Carolina Lacaz
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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada na praia de Guaecá, no litoral de São Paulo, Brasil, a Casa Patropi teve seu projeto desde o início pensado para aluguel. Sem um cliente exatamente definido, o projeto pode ousar em algumas soluções de acabamentos, ao mesmo tempo que deveria atender a todos os gostos para ser fácil de ser alugada. Com um entorno repleto de natureza, desejávamos que a casa respeitasse a paisagem. Apesar de sua volumetria contemporânea e marcante, a escolha dos materiais e cores, azul e verde, construíram a casa de uma forma delicada. O azul e o verde percorrem a casa como um todo por meio de diversos materiais e formas, compondo com a decoração brasileira e tropical. Charmosa, prática, econômica e flexível. Esse foi o briefing passado pela cliente. Por se tratar de uma residência para aluguel pelo Airbnb, o projeto deveria ser chamativo no site, ao mesmo tempo que funcional e agradável.

© Carolina Lacaz
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Para isso, cada cantinho foi pensado para que as experiências e a temporada na praia fossem as melhores possíveis. Um dos maiores desafios para essa casa foi trazer personalidade ao projeto, sem ter um cliente definido: a casa deveria chamar a atenção nos sites de aluguel ao mesmo tempo que deveria atender a todos os gostos. Além disso, desejava-se que a natureza fosse protagonista e a casa não competisse com ela. A volumetria da casa foi composta por dois volumes sólidos, que são a área de serviço e a área íntima; e um miolo coberto, a área social. Nas fachadas, esses volumes aparecem como planos cegos: os quartos e área de serviço tiveram suas aberturas voltadas para as laterais, garantindo uma maior privacidade.

© Carolina Lacaz
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Enquanto isso, a área social enquadra o jardim na fachada dos fundos e a montanha na fachada da rua. Para a casa sumir na paisagem, todos os materiais e a decoração seguiram a linguagem nativa: tons de azul e verde representam o mar, as montanhas e toda a vegetação ao redor da casa. Essas cores se repetem ao longo da casa por meio de diversos tons e materiais. A cozinha, por exemplo, tem sua marcenaria azul marinho e as bancadas de pedra verde; no terraço, o verde está nas paredes e o azul, na pastilha da piscina. A área social, o miolo dos blocos responsável pela conexão dos demais usos, foi fechada com caixilhos. Ao serem abertos, criam um corredor de vento que proporciona conforto térmico dentro e fora da casa. Além disso, a abertura dos caixilhos enfatiza a integração da área social da casa: estar, jantar, churrasqueira, piscina e sala de tv.

© Carolina Lacaz
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Planta
Planta
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O terraço coberto teve seu dimensionamento pensado de forma generosa. Em dias chuvosos, a casa deveria ser tão agradável, interessante e espaçosa quanto em dias ensolarados. Para isso, criou-se um grande terraço que abriga churrasqueira, lounge e mesas para refeições. A piscina, em frente ao terraço, foi desenhada com borda alta para oferecer uma maior proteção a crianças e animais, e o deck, além de ser um espaço para tomar sol, abriga a casa de máquinas da piscina e a bomba de água. Ao total são 4 suítes: duas com cama de casal e duas com camas de solteiro que podem ser unidas por meio de um pillow-top. A sala de tv, ao ser fechada pelas portas de correr, pode ser usada também como dormitório. Nesse caso, o banheiro é compartilhado com o dormitório ao lado e, para não comprometer a privacidade, adicionamos uma segunda porta ao quarto, criando um hall de acesso ao wc.

© Carolina Lacaz
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O mobiliário dos quartos é simples e pensado para uma estadia curta: apoio para as malas, cabideiros para bolsas e chapéus, uma cômoda de madeira desenhada pelo escritório, mesas de apoio, camas e uma cabeceira colorida que se estende por toda a parede. Os banheiros também possuem tons neutros, piso de cimento queimado e bancada branca. Mas, para dar uma graça, as paredes do fundo da bancada foram pintadas cada uma de cor, compondo com a cabeceira dos quartos. Priorizou-se janelas para os quartos em detrimento às dos banheiros. Por isso, neles foram adotadas clarabóias ventiladas: além da iluminação natural, elas oferecem uma saída para o vapor do banho. Por fim, olhando do gramado central, a fachada da casa, como já explicado acima, se apresenta por uma fachada cega, composta por dois blocos e um túnel central. O plano cego foi revestido de ladrilho verde e o túnel, de azul, assim como estão atrás da casa a montanha e o céu. Uma casa que se camufla na paisagem.

© Carolina Lacaz
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Galeria do Projeto

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Sobre este escritório
Cita: "Casa Patropi / Angá Arquitetura" 03 Fev 2021. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/956221/casa-patropi-anga-arquitetura> ISSN 0719-8906

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