Residência Casablancka / Budi Pradono Architects

Residência Casablancka / Budi Pradono Architects

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Tabanan Regency, Indonésia
  • Arquiteto Responsável : Budi Pradono
  • Arquitetos Assistentes : Arief Mubaraq, Hendrawan Setyanegara, Eka Feri Rudianto, Anggita yudisty Zurman Nasution
  • Colaboradores Do Estúdio : El Yanno Suminar, Ayrine Claudya Salamena, Rifandi Nugroho
  • Maquete : Daryanto
  • Construtor : Yudi Adnyana I Nyoman
  • Engenheiro Estrutural : Riza & Associate
  • Engenheiro Mecânico : Imansyah Alwi
  • Coordenação Do Projeto : Rini Blanckaert
  • Controle De Orçamentos : Prayitno
  • Interiores : Rini Blanckaert
  • Mobiliário : Rini Blanckaert
  • Especialista Em Bambu : Bambang, Daryanto
  • Cidade : Tabanan Regency
  • País : Indonésia
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Residência Casablancka / Budi Pradono Architects - Imagem 11 de 39
© Fernando Gomulya

Descrição enviada pela equipe de projeto. A casa está localizada em Kelating, Tabanan, Bali, a apenas meia hora do Aeroporto Internacional Ngurah Rai. A residência foi nomeada pelo proprietário de Casablancka. O projeto foi condicionado ao local, um terreno acidentado com face para o rio e uma casa javanesa existente nas proximidades.

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© Fernando Gomulya

Estratégia do Masterplan

A estratégia principal foi aplicar o conceito da Arquitetura Balinesa. As divisões tripartidas do zoneamento do projeto foram baseados no conceito espacial Tri Mandala, que descreve às três partes dos reinos a partir da Mandala Nista - o reino mundano externo e inferior, menos sagrado, a Madya Mandala - o reino intermediário, e a Utama Mandala - o reino sagrado interno e superior mais importante. Neste último setor foi localizada a akasa,  espaço vazio ou área zen, que pode ser utilizada também como um local para jogar Pétanque, assim como o jogo na França. Este espaço torna-se um dispositivo de comunicação para as pessoas que se hospedam nesta residência, além de representar a união das duas culturas do cliente, entre o oeste e o leste, a França e a Indonésia.

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© Fernando Gomulya

O conceito balinês de Sanga Mandala consiste em vários pavilhões segregados e sua implantação é sempre definida de acordo com a hierarquia de virtudes e despreza, além das normas de divisão espacial e zoneamento. A Sanga Mandala é o conceito espacial relativo às direções, que dividem um espaço em nove partes, de acordo com às oito direções cardeais principais e centrais (zênite).

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Planta - Pavimento Térreo
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Planta - Primeiro Pavimento

O modelo de composição de volumes também depende do padrão da suástica, adotado seguindo a cultura balinesa. Na casa tradicional balinesa, normalmente o espaço é dividido em nove compartimentos e diversos pavilhões separados. Esta residência foi projetada com a interpretação deste conceito, aliada a um design contemporâneo.

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Conceito Construtivo

O conceito da casa foi a transformação de edifícios tradicionais balineses conhecidos como Taring. Estas construções são estruturas temporárias feitas de bambu, geralmente produzidas pela comunidade balinesa para ocasiões especiais, como casamentos, cremações, etc. O mais importante no conceito do Taring é a separação entre os pavimentos, paredes e estruturas da cobertura devem ser independentes. Na residência Casablancka foi implementada uma relação especial entre estes elementos.

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Axonométrica

Interpretação da Tropicalidade

Neste projeto procuramos aproximar os usuários da natureza. As paredes foram construídas de forma simples, de acordo com a necessidade de cada ambiente. As fachadas de tijolos, utilizaram o material disponível localmente, e foram organizadas paralelamente em zigue-zague, com a inserção de concreto internamente. Esta estratégia auxilia no conforte climático, tendo em vista o clima quente de Bali, e, ao mesmo tempo, oferece ao interior um tom natural, alaranjado. Uma vez que o edifício está localizado em um paraíso tropical, toda sua massa deve ser construída da forma mais aberta possível, de modo que todo o espaço seja definido apenas pelo piso flutuante, possibilitando também a entrada do vento.

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Bambu

A estrutura de bambu é independente, como uma estrutura de pilares e apoios para a cobertura, permitindo a entrada de luz natural no edifício a partir do vidro acima das paredes de tijolo.

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O acabamento do piso é composto por dois materiais. O primeiro é um concreto feito à mão por habitantes locais. E o segundo é um cimento colorido feito manualmente em Java, este material costumava fazer parte dos edifícios coloniais nos anos 30, principalmente nos edifícios holandeses.

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As paredes são uma afirmação e também uma redefinição da fronteira entre o interior e o exterior, possuindo diversas materialidades, desde paredes de tijolo até planos de vidro transparente. O projeto buscou um meio de conectar a sociedade contemporânea com a natureza.

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Corte AA

O telhado feito de bambu, segue a forma de uma montanha, com o intuito de trazer uma iluminação diferente para cada cômodo. O elemento representa a relação entre as pessoas e o céu.

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A malha das colunas feitas de concreto e aço fazem do material moderno, uma combinação entre o Oriente e o Ocidente, entre o bambu tradicional e os demais materiais industriais.

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Detalhe do corte BB

Conceito do Interior

O conceito do projeto de interiores é a transformação do diálogo entre Oriente e Ocidente. A maior parte dos móveis utiliza materiais reciclados do início dos anos 40, comuns durante a ocupação do período holandês na Indonésia, sendo aplicados com uma interpretação moderna, que utiliza cores suaves com tecido azul e branco em composição com mobiliário de madeira de demolição de Java.

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© Fernando Gomulya

Galeria do Projeto

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Sobre este escritório
Cita: "Residência Casablancka / Budi Pradono Architects" [Casablancka Residence / Budi Pradono Architects] 16 Dez 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/952964/residencia-casablancka-budi-pradono-architects> ISSN 0719-8906

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