Restaurante Vegano Green Sushi / Atelier LAB Arquitetura Sustentável

Restaurante Vegano Green Sushi / Atelier LAB Arquitetura Sustentável

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  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  170
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020
  • Fotógrafo Fotografias:  Cris Farhat
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Portobello, Diego Schmidt Marcenaria, Gail, Marcelo Affonseca Ferreira, Miti Garden Paisagismo
  • Arquiteta Responsável:Luciana A. Braga
  • Equipe De Projeto:Rafael Furlan, Maria Carolina Lima
  • Cliente:Green Sushi SP
  • Construtora:Tech Project
  • Cidade:São Paulo
  • País:Brasil
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© Cris Farhat
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Descrição enviada pela equipe de projeto. O ponto de partida deste projeto de um Restaurante de Sushi Vegano foi a busca dos clientes por um escritório de arquitetura que estivesse alinhado com seu objetivo central: a sustentabilidade. Alguns conceitos centrais nortearam a criação do projeto arquitetônico, que por sua vez, norteou a criação da identidade visual da marca. Além da sustentabilidade, a simplicidade, o toque oriental, os elementos provenientes da terra e um estilo industrial intimista direcionaram tais criações. Localizado em um dos pontos mais simbólicos da cidade de São Paulo, a Rua Oscar Freire, o restaurante de comida oriental vegana Green Sushi partiria de uma construção pré-existente, uma antiga galeria de arte, cuja transformação seria norteada por escolhas sustentáveis, funcionais, eficientes e que propiciassem bem-estar e saúde.

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Planta - Layout
Planta - Layout
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A sustentabilidade do projeto se apresenta ora em sua esfera técnica, ora em sua esfera humana. Isso porque além de adotar estratégias e ações decisivas de cunho ambientalmente responsável, como a escolha das materialidades com foco em uma economia de baixo carbono, o projeto também reflete como o espaço será utilizado pelo usuário de forma saudável, o que se evidencia no contato com áreas vegetadas e iluminação natural, trazendo à tona conceitos do design biofílico. Um bicicletário é proposto como incentivo a modos alternativos de deslocamento e dá início à reflexão sobre as gentilezas urbanas que tanto podem melhorar a vida nas cidades.

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No primeiro contato com a fachada, um imponente jardim vertical propõe a mudança entre o espaço de uma cidade ainda cinza, e a experiência verde sugerida pelo Restaurante. Percebe-se então o deck metálico, que se sobrepõe ao piso com proposta permeável, onde a água excedente da irrigação do jardim vertical é infiltrada para continuação do ciclo da água. Coberto por um pergolado envidraçado que permite a entrada da iluminação natural, o deck pontua a transição entre o espaço público e o privado. Janelas em malhas retangulares proporcionam um ar oriental, deixando passar uma luz natural filtrada em vãos originais, de modo a preservar a identidade histórica da fachada existente. Adentrando o projeto, o programa se manifesta de forma setorizada. No pavimento superior foram concentrados os usos relacionados à serviços, como a cozinha e a área de funcionários, e, na parte frontal, um salão mais privativo com foco em pequenos eventos. Já no pavimento térreo são distribuídas as atividades relacionadas ao atendimento ao cliente.

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Diagrama - Sustentabilidade
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Na releitura do espaço, com a demolição das paredes estruturais centralizadas no edifício, criou-se um impacto visual positivo e aumento do espaço percebido, marcando sua horizontalidade. Essa decisão propiciou o surgimento de um amplo salão, com melhor distribuição da luz natural disponível e maior flexibilidade de uso do ambiente. O salão abriga o balcão do sushibar, com a proposta de uma experiência mais próxima e humana, e os salões de jantar, definidos em 3 áreas com propostas distintas. Neste ponto destaca-se a estrutura metálica que surge como reforço às estruturas pré-existentes, ambas convivendo em um diálogo sutil, integradas por meio da pintura verde. A pintura descascada remete a constante transformação do velho no novo compondo cenários de experimentação.  No salão ao fundo, um segundo jardim vertical funciona como ponto de fuga na percepção do espaço.

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A adoção de cores e tons que remetem aos elementos naturais materializa a intenção de uma reconexão com a terra, seja pelos verdes das pinturas e áreas vegetadas, seja pelo uso do tom terracota, que se destaca na serralheria e transcende para os assentos de lonas recicladas de caminhão. A escolha dessas duas cores marca um jogo interessante de convergência e divergência. O verde escuro trazido como cor de fundo nas paredes e forros possibilita o realce da vegetação suspensa que integra o espaço e acolhe o usuário. Espécies vegetais com capacidade de filtrar poluentes do ar foram selecionadas com o intuito de melhorar a qualidade do ar interno, proporcionando uma experiência de bem-estar e saúde aos clientes e integrantes da equipe.

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O projeto foi concebido buscando soluções para a redução do carbono incorporado na construção. Escolhas como o amplo aproveitamento da estrutura pré-existente, a revitalização do madeiramento do telhado e assoalho de madeira, a concepção de todo mobiliário em compensado naval com madeira de reflorestamento e estofados de lona reciclada e o uso de tijolos de barro direcionaram o projeto neste caminho. O telhado pré-existente, comprometido com infiltrações e marcas de reformas anteriores, foi substituído por uma telha termoacústica, que por ser mais leve, possibilitou o aproveitamento da parte não comprometida do madeiramento. A proposta de iluminação teve em vista diversificar as possibilidades de uso do espaço para completar a experiência. Lâmpadas LED dimerizáveis em circuitos setorizados integram os diferentes elementos do espaço enquanto garantem a redução na demanda de energia da edificação.

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A impermeabilidade do solo existente deu lugar a melhores formas de gerir as águas pluviais no terreno. Calçadas em fulget drenante permitem a infiltração da água da chuva e reabastecimento do lençol freático enquanto reduzem o escoamento de água pluvial. Para aumentar a capacidade de retenção no terreno foram previstos reservatórios de água da chuva, de onde a água captada será aproveitada para os usos não potáveis do restaurante, como as descargas e irrigação dos jardins verticais. Tais estratégias contribuem para diminuir o risco de enchentes na cidade. Assim, essa série de escolhas e decisões projetuais se integram para dar lugar a uma experiência sinestésica materializada pelo espaço do Restaurante Green Sushi. A composição de detalhes confirma um espaço de apropriação, identidade e vivência, colaborando para uma cidade mais ativa e sobretudo, uma cidade de encontros mais sustentáveis e próximos da natureza.

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Localização do Projeto

Endereço:São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Restaurante Vegano Green Sushi / Atelier LAB Arquitetura Sustentável" 09 Dez 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/952961/restaurante-vegano-green-sushi-atelier-lab-arquitetura-sustentavel> ISSN 0719-8906

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