Museu do Elefante - Mundo dos Elefantes / Bangkok Project Studio

Museu do Elefante - Mundo dos Elefantes / Bangkok Project Studio

Para a construção do museu foram utilizados mais de 480.000 tijolos de barro, os quais foram fabricados artesanalmente no local segundo uma técnica que foi sendo passada de geração em geração. Imagem © Spaceshift StudioAs paredes de tijolos de várias alturas sobrepõem-se umas às outras conforme se caminha para o interior. Cada lado de uma sala é cercado por pátios de diferentes tamanhos e formas. Imagem © Spaceshift StudioO Museu do Elefante não é um lugar onde se encontram apenas objetos históricos, mas uma estrutura que retrata a vida do povo Kui e os mais de 200 elefantes que vivem atualmente na aldeia—uma iniciativa que busca promover os direitos dos animais e a cultura do povo Kui. Imagem © Spaceshift StudioOs elefantes desfrutam de um status muito especial na Tailândia. Eles são parte fundamental das cerimônias reais além de terem sido utilizados recorrentemente como animais de guerra ao longo da vasta história do país. Além de muito respeitado e admirado pelo seu povo, os elefantes são tratados como um membro da própria família mais do que um animal de estimação ou de lida. Imagem © Spaceshift Studio+ 17

  • Arquiteto Responsável:Boonserm Premthada
  • Equipe De Projeto:Boonserm Premthada, Nathan Mehl
  • Engenharia:Preecha Suvaparpkul
  • Clientes:Surin Provincial Administration Organisation
  • Engenharia E Construção:Rattanachart Construction Company Limited
  • Consultores:Surin Provincial Administration Organisation
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Para a construção do museu foram utilizados mais de 480.000 tijolos de barro, os quais foram fabricados artesanalmente no local segundo uma técnica que foi sendo passada de geração em geração. Imagem © Spaceshift Studio
Para a construção do museu foram utilizados mais de 480.000 tijolos de barro, os quais foram fabricados artesanalmente no local segundo uma técnica que foi sendo passada de geração em geração. Imagem © Spaceshift Studio

Descrição enviada pela equipe de projeto. Os elefantes desfrutam de um status muito especial na Tailândia. Eles são parte fundamental das cerimônias reais além de terem sido utilizados recorrentemente como animais de guerra ao longo da vasta história do país. Além de muito respeitado e admirado pelo seu povo, os elefantes são tratados como um membro da própria família mais do que um animal de estimação. Este vínculo é talvez mais evidente em algumas localidades que em outras, como na aldeia do povo Kui, na província de Surin, no nordeste do país. 

Ao longo deste percurso vão sendo revelados uma série de pátios de diferentes escalas e proporções, os quais dão forma aos quatro espaços expositivos do museu. Alguns contam com pequenos espelhos d'água, outros apenas o chão batido sobre a onipresente terra vermelha da paisagem de Surin. Imagem © Spaceshift Studio
Ao longo deste percurso vão sendo revelados uma série de pátios de diferentes escalas e proporções, os quais dão forma aos quatro espaços expositivos do museu. Alguns contam com pequenos espelhos d'água, outros apenas o chão batido sobre a onipresente terra vermelha da paisagem de Surin. Imagem © Spaceshift Studio
Planta - O museu está dividido em quatro seções. O espaço central é cercado por uma série de espaços labirínticos, que por sua vez são circundados por uma camada de serviços de apoio: uma biblioteca, uma sala de seminários e um café. Enquanto isso, outra galeria de exposições é ladeada por pequenas piscinas que evocam o sustento vital antes privado da aldeia
Planta - O museu está dividido em quatro seções. O espaço central é cercado por uma série de espaços labirínticos, que por sua vez são circundados por uma camada de serviços de apoio: uma biblioteca, uma sala de seminários e um café. Enquanto isso, outra galeria de exposições é ladeada por pequenas piscinas que evocam o sustento vital antes privado da aldeia
As paredes de tijolos de várias alturas sobrepõem-se umas às outras conforme se caminha para o interior. Cada lado de uma sala é cercado por pátios de diferentes tamanhos e formas. Imagem © Spaceshift Studio
As paredes de tijolos de várias alturas sobrepõem-se umas às outras conforme se caminha para o interior. Cada lado de uma sala é cercado por pátios de diferentes tamanhos e formas. Imagem © Spaceshift Studio

A cultura Kui floresceu ao longo dos séculos através da simbiose entre humanos e elefantes. Entretanto, a antiga floresta que no passado cobria toda a região de Surin, na fronteira com o Camboja, foi completamente destruída ao longo da última metade do século passado. Como resultado disso, o clima da região mudou de úmido à desértico e a população Kui e seus elefantes tiveram que migrar em busca de sobrevivência. Privados de suas florestas e da água outrora abundante, humanos e animais passaram a viver em cidades, explorados pela industria do turismo.

© Spaceshift Studio
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O novo Museu do Elefante é parte de um projeto maior criado pelo governo local para resgatar importantes elementos da cultura Kui, trazendo-os de volta à sua terra natal e garantindo a sobrevivência destes fantásticos animais. Desta forma, o Museu do Elefante não é um lugar onde se encontram apenas objetos históricos, mas uma estrutura que retrata a vida do povo Kui e os mais de 200 elefantes que vivem atualmente na aldeia—uma iniciativa que busca promover os direitos dos animais e a cultura do povo Kui.

© Spaceshift Studio
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Em meio à vasta paisagem desértica de Surin, paredes curvas e de diferentes alturas parecem brotar do solo seco, aparentemente guiando os visitantes para dentro da terra. Caminhando por estes longos corredores e espaços estreitos eles vão descobrindo lacunas e encaminhando-se para o centro deste espaço labiríntico.

O Museu do Elefante não é um lugar onde se encontram apenas objetos históricos, mas uma estrutura que retrata a vida do povo Kui e os mais de 200 elefantes que vivem atualmente na aldeia—uma iniciativa que busca promover os direitos dos animais e a cultura do povo Kui. Imagem © Spaceshift Studio
O Museu do Elefante não é um lugar onde se encontram apenas objetos históricos, mas uma estrutura que retrata a vida do povo Kui e os mais de 200 elefantes que vivem atualmente na aldeia—uma iniciativa que busca promover os direitos dos animais e a cultura do povo Kui. Imagem © Spaceshift Studio

Ao longo deste percurso vão sendo revelados uma série de pátios de diferentes escalas e proporções, os quais dão forma aos quatro espaços expositivos do museu. Alguns contam com pequenos espelhos d'água, outros apenas o chão de terra vermelha da paisagem de Surin. Os diferentes espaços, escalas e elementos construtivos nos fazem pensar sobre o mundo lá fora, na paisagem natural, nos elefantes e humanos, em suas casas de paredes de barro, o mesmo barro que os elefantes usam para se refrescar nos horários mais quentes do dia.

Paredes curvas em alturas variadas brotam da vasta paisagem. Alguns descem até o chão, agindo como uma porta que se abre para os visitantes do tamanho de um elefante. Imagem © Spaceshift Studio
Paredes curvas em alturas variadas brotam da vasta paisagem. Alguns descem até o chão, agindo como uma porta que se abre para os visitantes do tamanho de um elefante. Imagem © Spaceshift Studio

A luz do sol intenso é também um elemento fundamental no projeto do Museu do Elefante. Seus caminhos e salas foram pensados como um jogo de luz e sombra, um espaço que se transforma ao longo do dia, dependendo do ângulo do sol. As exposições acontecem tanto dentro quanto fora do edifício. As galerias por sua vez, servem apenas como espaço de descanso e contemplação.

O edifício se estende por uma área de 140 x 140 metros, com paredes de tijolos servindo como divisórias entre corredores externos e pátios, galerias, biblioteca e outros serviços. Imagem © Spaceshift Studio
O edifício se estende por uma área de 140 x 140 metros, com paredes de tijolos servindo como divisórias entre corredores externos e pátios, galerias, biblioteca e outros serviços. Imagem © Spaceshift Studio

Para a construção do museu foram utilizados mais de 480.000 tijolos de barro, os quais foram fabricados artesanalmente no local segundo uma técnica que foi sendo passada de geração em geração. O processo de construção foi responsável pela criação de dezenas de novos postos de trabalho, gerando renda para a comunidade local além de resgatar e difundir uma técnica construtiva que estava sendo esquecida. Após décadas longe de casa, finalmente o povo Kui pôde voltar para casa com seus Elefantes, e quem sabe, para sempre.

Os elefantes desfrutam de um status muito especial na Tailândia. Eles são parte fundamental das cerimônias reais além de terem sido utilizados recorrentemente como animais de guerra ao longo da vasta história do país. Além de muito respeitado e admirado pelo seu povo, os elefantes são tratados como um membro da própria família mais do que um animal de estimação ou de lida. Imagem © Spaceshift Studio
Os elefantes desfrutam de um status muito especial na Tailândia. Eles são parte fundamental das cerimônias reais além de terem sido utilizados recorrentemente como animais de guerra ao longo da vasta história do país. Além de muito respeitado e admirado pelo seu povo, os elefantes são tratados como um membro da própria família mais do que um animal de estimação ou de lida. Imagem © Spaceshift Studio

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Localização do Projeto

Endereço:Surin, Tailândia

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Museu do Elefante - Mundo dos Elefantes / Bangkok Project Studio" [Elephant Museum - Elephant World / Bangkok Project Studio] 14 Out 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/949309/museu-do-elefante-mundo-dos-elefantes-bangkok-project-studio> ISSN 0719-8906

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