Escritórios de Advogados em Lisboa / Ricardo Bak Gordon

Escritórios de Advogados em Lisboa / Ricardo Bak Gordon

© Francisco Nogueira© Francisco Nogueira© Francisco Nogueira© Francisco Nogueira+ 27

  • Arquitetos Responsáveis:Ricardo Bak Gordon, Maria Manuel Barreiros
  • Colaboração:Tânia Correia, Catarina Farinha, Pedro Saraiva, Maria Passos de Almeida, Maria Alves, Franco Peviani
  • Projeto De Mobiliário:Castilho Ortigão Ramos Arquitectos
  • Instalações Elétricas, Telecomunicações, Gtc, Segurança E Avac:PROM&E Consulting
  • Instalações Hidráulicas:CampoD’água
  • Acústica:Certiprojecto
  • Paisagismo:PROAP
  • Estabilidade:JSJ Estruturas
  • Cliente:PLMJ Advogados
  • Gestão De Projecto E Fiscalização De Obra:DDN
  • Construção:Vectormais
  • Cidade:Lisboa
  • País:Portugal
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© Francisco Nogueira
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Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova sociedade de advogados PLMJ propõe um conjunto de valores que acreditamos não se esgotarem num breve tempo, mas que em cada um dos próximos 50 anos nos possamos rever num lugar de trabalho exclusivo, elegante, funcional e muito confortável. A presença da PLMJ na sociedade é patente no equilíbrio que constantemente procura entre as suas relações exteriores e a sua estrutura organizativa interna. A solução que se apresenta procura assegurar respostas para esta dialética. Por um lado, garantir um lugar de exclusividade, rigor e elegância a todos os que a visitam, por outro assegurar extrema funcionalidade, eficácia e conforto a todos os que aí trabalham. Para a enorme comunidade de sócios, advogados, técnicos e funcionários da PLMJ, procurámos criar um espaço aliciante que potencie as melhores condições laborais e consequentemente o melhor desempenho. Acreditamos que o desempenho e a produtividade passam quer pelo rigor e eficácia das distribuições espaciais e circulações, quer pelas qualidades arquitetónicas e atmosféricas do local de trabalho.

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Apostámos num esquema simples, flexível, de relação e proximidade entre os serviços e os vários departamentos legais. Reservámos para as várias equipas de trabalho os pisos 10, 11, 12 e 13 da torre FPM41 e associámos ao piso 9 os serviços administrativos e diretivos que apoiam estas equipas. Em cada piso encontramos as várias funcionalidades programáticas, como o gabinete individual, o gabinete coletivo (que pode ter diferentes tamanhos), as áreas de secretariado de proximidade e open spaces de natureza diversa. Perante um grupo de colaboradores igualmente variado, com distintas origens culturais e sociais, de raça ou género, propomos um projeto que empreste suficiente plasticidade capaz de respeitar as diferenças e semelhanças de cada pessoa.

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Planta - Pavimento 9
Planta - Pavimento 9
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PISO 0 Átrio / Hall de Entrada. A primeira impressão à chegada ao novo Head Office PLMJ é de ter chegado, tal como já sugerido no programa de concurso, to a place to be. Mas esse lugar condensa em si mesmo impressões nada comuns. A escala, a proporção e a luz, são aliadas a um exercício de síntese que marca toda a diferença. Aqui, é destilado o essencial do acessório. Três elementos fundamentais constroem o ambiente. Uma área de estadia e de espera é transformada numa experiência única, quando o que se propõe é a partilha de um único banco, em metal preto, de apropriação livre, mas representação da imagem institucional. De fronte, o balcão de receção e atendimento é uma espécie de lingote de grandes dimensões, em latão, com uma frente de seis metros lineares. Suspensa sobre o átrio, uma estrutura metálica configura um sistema de iluminação direta e indireta, com valências multimédia capazes de amparar transformações ambientais do espaço.

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O pavimento em marmorite paladiana de Veneza, que se estende pelos lambris perimetrais escuros cria uma envolvente requintada, complementada com a opção do acabamento em massa cimentícia, nas paredes e teto, que garante uma nota contemporânea num espaço intemporal. Sobre o banco/cidade uma série de espelhos e ecrãs multiplicam a escala do espaço, introduzindo uma nova geometria e geografias. O restante espaço é deixado livre, acolhendo dezenas de pessoas que o visitam, o atravessam e aqui se encontram. Auditório. O auditório PLMJ é um lugar polivalente de grande modernidade. Composto por três níveis distintos (palco, plateia fixa e plateia móvel) permite diferentes configurações à razão das necessidades. O desenho elegante e minimal das poltronas, juntamente com o revestimento perimetral da sala em chapa metálica de latão, com retroiluminação é a sua imagem marcante. Este espaço, previsto que está para vários tipos de usos e número de utilizadores, tem na perspetiva visual exterior um cenário paisagístico particular.

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PISO 9. O piso 9 foi inteiramente alocado às funções administrativas e direções de apoio, mas segue a mesma organização interna dos restantes espaços de trabalho, remetendo para as mesmas condições de conforto e eficiência os vários profissionais. É também a partir deste piso que são coordenadas as necessidades de acesso aos armazéns que se encontram nos pisos -2 a -4. PISOS 10/11/12. Estratégia geral de ocupação. Nestes pisos, reservados à PLMJ Lisboa e à International Legal Network, os diferentes departamentos jurídicos encontrarão espaços multifuncionais e suficientemente hierarquizados para se instalarem com total conforto e eficácia. Um sistema de perímetro privatizado, oferece uma sucessão de espaços modulares/gabinetes que podem ser adaptados para 1, 2,4 ou mais sócios ou associados.

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Elemento central. Ao centro encontra-se um dos elementos mais distintivos de toda a intervenção. Trata-se de um sistema modular, desenvolvido em estrutura de latão e com planos côncavos em vidro e tecido, extremamente funcional e onde se exalta o sentido de conforto e de requinte. Afinal, o lugar de trabalho pode ser a extensão do nosso universo doméstico, porém sublimado pelo prazer da partilha. Este grande objeto absorve salas de reuniões, salas de brainstorming e zonas de trabalho, para lá de gerir os níveis de permeabilidade dos espaços open space.

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Espaços em open space. Os espaços em open space são, por ventura, os mais importantes de toda a área de trabalho, podendo neles coabitar distintas funções e grupos laborais. É por isso que são desenvolvidos num sistema de tipologias distintas, onde sobressaem o conjunto mais informal na sala poente, as áreas mais reservadas no alçado nascente, ou os conjuntos de secretariados na transição para os gabinetes privados. Em todos os pisos está instalada uma copa de piso/sala de convívio para apoiar as equipas e colaboradores.

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PISO 13. O piso 13 contém menos gabinetes dos que os pisos inferiores, reservando espaço para a   biblioteca e sala de estagiários, para a sala de convívio principal dos vários funcionários e para o Café PLMJ. Biblioteca . A biblioteca é o coração deste piso; aqui é possível consultar e selecionar volumes e aproveitar para os estudar de forma mais ou menos informal. O espaço é partilhado com a sala de estagiários temporários, a qual pode adaptar diferentes configurações, do tipo frente a frente, ou “sala de aula”

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PISO 14. Cidade e Galeria, ou a Arte como território sublime. O décimo quarto piso configura o culminar de toda a estratégia espacial do futuro escritório. É o espaço Premium e onde terão lugar as importantes reuniões com clientes ou entre sócios, naturalmente num ambiente de grande dignidade e elegância.

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Mas este piso é, antes de mais, a verdadeira imagem PLMJ. Ou seja, representa os valores fundamentais que devem ser transmitidos quer à equipa quer a todos os que a visitam. Por isso propomos um salão com 40 metros de extensão, aberto sobre a cidade de Lisboa. Talvez não seja demais dizer que é um dos lugares mais distintos da cidade. Do seu chão nasce uma galeria de arte, dinâmica e interativa, onde a coleção PLMJ encontrará a sua plataforma privilegiada. A arte, território sublime e caixa-de-ressonância de todas as ideias, é aqui evidenciada transformando-se em parte integrante da vida da comunidade PLMJ. De tal modo assim é, que é por aqui, em intervalos mais ou menos informais, que se encontrarão áreas de estadia, lounge ou a cafetaria. Ao longo dos 40 metros de extensão somos acompanhados por uma parede/divisória modular, em estrutura de latão e com planos côncavos em vidro e tecido, de natureza semelhante aos elementos centrais dos pisos inferiores. Esta opção, juntamente com um pavimento “infinito” em marmorite paladiana de Veneza, em tons escuros, emprestam a este espaço uma atmosfera original e de grande requinte.

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Sobre o Céu, mais do que um terraço. Conhecemos e estamos conscientes das soluções muitas vezes experimentadas e adotadas em utilizações de cobertura. Mas enquanto arquitetos, rejeitamos a ideia de um aproveitamento reduzido, na escala e importância, ou até mesmo da secundarização deste género de espaços como se de um satélite se tratasse. Nesse sentido procuramos dar ao terraço, acessível através do piso 14, uma autonomia e identidade próprias. Um espaço com perfeita independência, separado do edifício da torre por uma estrutura verde de alta densidade, espécie de “pequena floresta” que demoradamente se atravessa, um buffer que garante a distensão indispensável entre os dois espaços. Trata-se de uma paisagem verde, que juntamente com a amplitude visual da cidade nos transporta para um espaço único, quase irreal! Aqui, cobertos por uma ligeira estrutura metálica, semitransparente, podemos imaginar um sonho sobre o céu de lisboa.

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Localização do Projeto

Endereço:Av. Fontes Pereira de Melo, Lisboa, Portugal

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Escritórios de Advogados em Lisboa / Ricardo Bak Gordon" 16 Jul 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/943802/escritorios-de-advogados-em-lisboa-ricardo-bak-gordon> ISSN 0719-8906

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