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Pavilhão no Jardim do Museu de Serralves / Diogo Aguiar Studio

Pavilhão no Jardim do Museu de Serralves / Diogo Aguiar Studio

© Francisco Nogueira © Fernando Guerra © Francisco Nogueira © Francisco Nogueira + 19

Porto, Portugal
  • Engenharia

    PENREA - Rui Nuno Salgueiro
  • Construção

    Somaia
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© Fernando Guerra
© Fernando Guerra

Descrição enviada pela equipe de projeto. O pavilhão no jardim - realizado para a exposição “Incerteza Viva: uma exposição a partir da 32a Bienal de São Paulo”, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto - desenvolve-se a partir da criação de dois espaços concêntricos com funções distintas: o espaço intersticial e o espaço central. A espacialidade cilíndrica enfatiza a centralidade da obra exposta, que assume uma importância crucial no desenho do espaço.

© Francisco Nogueira
© Francisco Nogueira

Esta é reforçada pela anulação de uma entrada principal em prol da criação de uma segunda fachada, exterior, permeável a partir de três pontos que dividem a entrada no pavilhão pela sua periferia, potenciando diferentes acessos e relações com o Jardim de Serralves.

© Francisco Nogueira
© Francisco Nogueira

A descoberta da estrutura museológica faz-se a partir de três momentos: o reconhecimento de um espaço habitável, um percurso de transição e o lugar de projeção. Desde o exterior, o pavilhão apresenta uma pele abstrata, uma fachada continua em toda a sua superfície curva, construída por quatro camadas de tábuas verticais de madeira. A luz natural molda-lhe o corpo, numa gradação de tonalidades que reforça a sua volumetria e revela planos em diferentes profundidades.

© Fernando Guerra
© Fernando Guerra

Atravessada pelos raios solares, a estrutura edificada projeta-se sobre ela própria, provocando sombras que deambulam pela fachada central, construindo distintos desenhos ao longo do dia. Contribuindo para o controlo da luz natural no espaço interior, a justaposição de planos curvos e paralelos que alternadamente abrem vãos, também eles curvos, encaminha o visitante a percorrer o espaço de mediação sem revelar o núcleo central desde o exterior.

© Fernando Guerra
© Fernando Guerra

A ausência de portas procura libertar a circulação dos visitantes na apropriação do pavilhão expositivo, como espaço em continuidade com o jardim em que o “dentro” ainda é “fora” e o “exterior” ainda é “arquitectura”. Cria-se um espaço imersivo, em que o visitante toma consciência do ato de entrar pela vontade em descobrir um espaço que não é imediatamente perceptível na sua aproximação ao objecto arquitectónico.

Planta
Planta

O espaço “entre”, enquanto antecâmara-percurso, induz, ao visitante, a consciência do seu corpo no espaço e conduz à sua preparação para fruição da obra exposta – o filme “Os humores artificiais” (2016) de Gabriel Abrantes – num espaço que a ela se refere materialmente.

© Francisco Nogueira
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Galeria do Projeto

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Localização do Projeto

Endereço: Museu Serralves, R. Dom João de Castro 210, 4150-417 Porto, Portugal

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Pavilhão no Jardim do Museu de Serralves / Diogo Aguiar Studio" 18 Fev 2018. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/888590/pavilhao-no-jardim-do-museu-de-serralves-diogo-aguiar-studio> ISSN 0719-8906

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