Casa Kisito / Albert Faus

Casa Kisito / Albert Faus

© Albert Faus© Albert Faus© Albert Faus© Albert Faus+ 25

Ouagadougou, Burkina Faso
  • Arquitetos: Albert Faus
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  235
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2015
  • Fotógrafo Fotografias:  Giovanni Quattrocolo, Albert Faus
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Asociación de ciegos, BETO.G, CMBB, D.MI.MI, T.T.B, Zi Materiaux
  • Cálculo Estrutural:Antoni Espona
  • Iluminação:Meritxell Vidal
  • Gestão:Llum Álvarez, Patricia Urdampilleta
  • área Externa:45
  • Orçamento:49.500 €
  • Arquitetos Colaboradores:Ferran Grau, Miquel Feliu, Miquel Comadran, Octave Petit
  • Cliente:Asociación Nasaras Por Home KisitoArea
  • Cidade:Ouagadougou
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© Giovanni Quattrocolo
© Giovanni Quattrocolo

Descrição enviada pela equipe de projeto. CASA KISITO é um centro de acolhimento para bebês de 0 a 24 meses, que os abriga durante a espera por uma adoção. Nos últimos anos algumas crianças chegaram no centro apresentando alguma disfunção gerada por uma encefalopatia, motivo pelo qual tornou-se impossível encontrar uma família adotiva. O orfanato encontra-se permanentemente no limite de sua capacidade, o que força aos bebês e crianças com deficiência a dividir lugares de descanso. Esta prática faz com que o centro tenha um mau funcionamento, já que as crianças precisam de tratamento diferenciado e especializado. 

© Giovanni Quattrocolo
© Giovanni Quattrocolo

No verão de 2012 quatro jovens realizaram um trabalho voluntário no orfanato. O dia a dia com as crianças e as cuidadoras, além das conversas mantidas com a religiosa responsável pelo centro, levou-os a propor a construção de uma casa para crianças com necessidades especiais.

Planta
Planta
Corte
Corte

A edificação preexistente é composta por um volume central e dois volumes laterais localizados do terço leste do terreno. A nova construção toma uma parcela sensivelmente centrada em relação ao espaço vazio restante, paralela à fachada do corpo principal do orfanato, e seguindo um eixo definido pela potente referência visual que representa o tanque de água elevado. A área resultante entra as duas construções transforma-se na praça de entrada ao centro, lugar de celebração de recepções a entidades colaboradoras, assim como futura área de lazer à sombra das mangueiras.

© Giovanni Quattrocolo
© Giovanni Quattrocolo
© Giovanni Quattrocolo
© Giovanni Quattrocolo

O programa foi definido com base nas demandas da irmã diretora e nas previsões em relação ao total de doações que se pretendia arrecadar. O programa consta de uma área de acesso, uma de tratamento, um bloco de serviços, e a ala de alojamentos. 

© Albert Faus
© Albert Faus
© Albert Faus
© Albert Faus

O projeto e a construção da casa tentam paliar as condicionantes próprias do clima local, como os prolongados períodos de altas temperaturas médias e as chuvas acompanhadas de fortes ventos no verão. Na fachada principal a leste levanta-se um grosso muro de pedra que forma uma tela protetora nas situações de tormenta e a dupla cobertura superior supera os limites da edificação em 2,5 metros, criando igualmente todo um perímetro sombreado que diminui a temperatura exterior imediata. Foram plantados diferentes alinhamentos de árvores de folhas perenes, perpendicularmente em relação à direção principal dos ventos, o que, além de umidificar o ar, permitem uma proteção em relação ao sol da tarde (flamboiã), diminuem a altura a uma escala mais correta em relação às crianças (cajueiro), e dão frutos frutos em abundância (mangueiras). O interior da edificação se mantém franco graças às paredes, abóbodas e pisos de terra batida. As telas "mosquiteiras" de cores das fachadas permitem que o distribuidor se configure como uma passagem inferior protegida e permanentemente arejada que possibilita as ventilações cruzadas de todos os cômodos e a saída de ar quente por cima. Este efeito se acentua com as aberturas previstas nos extremos opostos do tal corredor (norte-sul), e na altura das varandas (leste-oeste), assim como no plano vertical com a interrupção do BTC nas abóbodas centrais sendo substituído por uma tela mosquiteira sobre uma estrutura metálica. 

Detalhes
Detalhes

A execução foi um processo conjunto, buscando, a cada fase da obra, o melhor ator com o menor custo possível. Escavação e elementos de concreto foram concedidos pela empresa que aceitou ajustar suas margens de lucro dado o caráter social do projeto. As paredes de fábrica foram executadas por jovens em formação e as abóbodas foram feitas por uma equipe com grande experiência técnica. Alvenaria e estrutura metálica foram confiadas a equipes com que já se havia trabalhado em outros projetos, tal como o conjunto de mulheres que realizou o reboco da parede de pedra interna por meio de uma lavagem de barro feita à mão. E, finalmente, adaptou-se as técnicas de tecido plástico colorido com que se realizam aqui cadeiras para a realização das mosquiteiras de fachadas e corredor, contando com uma associação de cegos e pessoas com deficiências visuais para tal trabalho.

© Giovanni Quattrocolo
© Giovanni Quattrocolo

Galeria do Projeto

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Sobre este escritório
Cita: "Casa Kisito / Albert Faus " [Home Kisito / Albert Faus ] 29 Dez 2016. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/801839/casa-kisito-albert-faus> ISSN 0719-8906

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