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Reestruturação Urbana Les Bassins / ANMA

Reestruturação Urbana Les Bassins / ANMA
Reestruturação Urbana Les Bassins / ANMA, © Cyrille Weiner
© Cyrille Weiner

© Cyrille Weiner © Cyrille Weiner © Cyrille Weiner © Cyrille Weiner + 52

  • Arquitetos

  • Localização

    Maison du projet des Bassins à flot, Quai Armand Lalande, 33300 Bordeaux, França
  • Arquitetos Responsáveis

    Nicolas Michelin, Michel Delplace, Cyril Trétout Studies
  • Área

    27363.0 m²
  • Ano do projeto

    2014
  • Fotografias

© Cyrille Weiner
© Cyrille Weiner

Les Bassins à flot é uma área excepcional em Bordeaux graças ao seu passado marítimo e fabril, além de sua natureza patrimonial. Toda essa região foi incluída na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 2007. Também é singular pela posição que ocupa no projeto de desenvolvimento urbano de Bordeaux. Esta grande área do porto age como uma conexão entre Les Chartrons e Bacalan, e entre Lac e a grande área de La Bastide, graças à recém inaugurada ponte Bacalan-Bastide. O distrito de Bassins é servido pela linha B dos bondes e contém uma série de espaços públicos reservados para transformação radical. A exemplo da área do porto em si, mas também a reconfiguração da Place Latule, Rue Lucien- Faure e a ponte Balacan-Bastide. Entre os edifícios e elementos deste local tombado pelo patrimônio, vale ressaltar o atracadouro de submarinos, os armazéns do porto, os edifícios para armazenamento de alimentos, as gruas e as docas, por seu tamanho e forma. Também notável, nesta região também estão presentes a casa Richelieu do século XVIII, a Garage Moderne, a Nautilus, as pontes e os cais. Desenvolvido pela Agência Nicolas Michelin & Associés, juntamente com Atelier des Bassins, o projeto de desenvolvimento urbano foi baseado na ideia de se fazer cidades de modo diferente.

Corte
Corte
© Cyrille Weiner
© Cyrille Weiner
Planta Primeiro Pavimento
Planta Primeiro Pavimento

Isso significa a não reprodução das compridas faixas de terreno que caracterizam o distrito de Chartrons e não copiar a racionalidade das pequenas ilhas com os jardins internos do distrito de Bacalan. O projeto de planejamento urbano, destinado a criar um novo tecido urbano adaptado às especificidades das docas molhadas. Esse novo bairro está frente à dois corpos d'água centrais afirma a intenção de propósitos múltiplos das áreas alagadas (residência, trabalho, atividades, lazer, etc). Atividades recreativas, culturais e econômicas foram criadas ou reforçadas para destacar a ideia de um lugar para o convívio urbano ao redor do tema das "águas ativas". Para conservar a noção de acesso às docas, o projeto preserva o máximo possível do padrão das ruas e acessos, assim como as aberturas em direção à água. As pequenas ilhas existentes também foram preservadas para definir o tamanho das novas operações. Os grandes lotes, ou as grandes ilhas foram consequentemente divididas para aderirem aos princípios de ocupação definidos no master plan.

© Cyrille Weiner
© Cyrille Weiner

Uma quadra dinâmica

A quadra Achard-Blanqui-Étranger possui um entorno em constante mudança. O objetivo principal do projeto de planejamento urbano dos arquitetos responsáveis era reunir numa quadra mista de edifícios de habitação coletiva que compartilhassem espaço com as instalações e edifícios do entorno que mantivessem suas atividades existentes ou que criassem novas. O projeto tem preservado o máximo possível dos edifícios que já abrigam atividades de habitação e tem restaurado elementos do patrimônio. Este foi o caso do hangar localizado na rue des Étrangers que é a sede atual da associação "Garage Moderne".

© Cyrille Weiner
© Cyrille Weiner

O desejo de transparência em relação às docas foi enfatizada através da locação dos edifícios perpendiculares à zona do porto. A configuração garante vistas iguais para os residentes. Os blocos são atravessados por caminhos ajardinados entre os edifícios existentes e os novos. Estes espaços de pedestres atravessam a profundidade do distrito nos sentidos Norte-Leste/Sul-Oeste a partir do exterior das vizinhanças de Chartrons e Bacalan em direção às docas. Os edifícios não usuais em ambos os lados dos caminhos ecoam as tipologias adaptadas às docas. Baseados nas formas urbanas existentes, as tipologias oferecem "hangares residenciais", edifícios de atividades, pequenas torres e edifícios híbridos, que compõem blocos diferentes e são unidos em paralelo com um programa misto dos blocos e edifícios. As coberturas dos novos edifícios possuem duas águas com formas similares aos armazéns, com seções abertas para o norte.

© Cyrille Weiner
© Cyrille Weiner

Vivendo em um Átrio

Projetados ao longo de uma casa de barco, os dois edifícios de apartamentos de Nexity e Domofrance são organizados em torno de dois edifícios paralelos principais que compartilham um átrio ajardinado coberto. Os dois edifícios possuem 10 metros de profundidade cada, e estão dispostos frente a frente. Esta disposição permite um espaço de 15,5 metros de largura que serve como uma área compartilhada que contém estacionamento térreo e um jardim na plataforma no primeiro pavimento que está aberto para todos os residentes. Este espaço compartilhado está coberto por uma cobertura similar à um shed, com aberturas em vidro transparente ao norte e serve de apoio para painéis fotovoltaicos na orientação sul. 

© Cyrille Weiner
© Cyrille Weiner

Eles são acessados por passagens que dão direto no jardim. Quatro halls de recepção compartilhados servem de entrada aos dois edifícios. A área central é um átrio fechado que é ventilado naturalmente: no verão, esta ventilação faz possível manter a temperatura interna confortável. Durante o dia, o calor é evacuado através de grandes aberturas localizadas nos tímpanos, enquanto que durante a noite, estes átrios continuam a ser ventilados com os acumuladores térmicos do solo e dos próprios edifícios. O volume de ar movido e a acumulação térmica combinada da terra e do concreto dos edifícios diminuem as fortes variações de temperatura do verão.

© Cyrille Weiner
© Cyrille Weiner

Durante o inverno, a ventilação é restrita ao espaço central para acumular o calor do sol capturado pela exposição da cobertura na orientação sul e transportadas por condução em direção ao interior. Como o calor do sol passa através dos tímpanos, as paredes e o solo dos jardins podem esquentar. Esses dois fatores contribuem diretamente para criar um espaço de 'inter-clima' sob o átrio. O ar quente armazenado aqui é utilizado para ventilar os apartamentos, portanto, reduzindo as necessidades de aquecimento artificial. Este clima de características mais temperado também torna possível reduzir consideravelmente o isolamento necessário para as paredes que separam os apartamentos do jardins. Cobrir esta área central portanto representa uma economia significativa de energia. O átrio de se torna um espaço de clima controlado aumentando o conforto interno o ano todo. Além disto, a superfície de cobertura assim exposta torna possível alternar a parte aberta (ao norte) que fornece luz, ventilação e a regulação da temperatura para todo o projeto. As partes voltadas para o sul que são imóveis estão bem dispostas para servir de suporte para os painéis solares. A cobertura por sua vez é uma sucessão de sheds voltados para as orientações norte e sul de modo a fazer uma alusão aos hangares presentes no entorno. Na orientação sul, além dos painéis fotovoltaicos existem alguns elementos transparentes, e já na orientação norte a cobertura é inteiramente feita de vidro transparente por sobre o parque público. Os tímpanos inseridos nas orientações leste e oeste estão equipados com elementos que permitem ventilação controlados manualmente. 

© Cyrille Weiner
© Cyrille Weiner

Os jardins possuem 1.500 m². Tem seu destaque nas plantas verticais, nos pontos de encontro e no cruzamento dos caminhos de circulação que levam diretamente às entradas dos apartamentos. As espécies vegetais foram selecionadas de acordo com o contexto local e a arquitetura dos edifícios. As plantas mais altas estão centralizadas e alinhadas nos comprimentos ao longo dos caminhos, enquanto que diminuem de tamanho e porte quando se aproximam das paredes. O solo também possui tamanhos variados, com quantidades adequadas de terra para o bom desenvolvimento de espécies de características mais altas.

Diagrama
Diagrama

A temperatura no espaço interno é ótima para plantas características de clima temperado, mediterrâneos e oceânicos. A cobertura vegetal entre as espécies de plantas maiores ajudam a manter a umidade no solo, reduzindo a necessidade de irrigação. As plantas também servem para manter as distâncias entre os apartamentos e as passagens públicas. Há certos espaços maiores em ambos os lados do jardim e um gazebo no lado sul que abre as vistas da paisagem do entorno e é grande o suficiente para abrigar espaços para jogos infantis. Os edifício de Domofrance possui 4.800 m² e está ao lado oeste do projeto urbano, envolto pelas ruas Blanqui, Ouagadoudou, rue des Etrangers e um caminho de corridas à leste. 

© Cyrille Weiner
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ANMA
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Cita: "Reestruturação Urbana Les Bassins / ANMA" [Les Bassins à flot Housing / ANMA] 18 Jul 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Santiago Pedrotti, Gabriel) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/770307/les-bassins-a-flot-housing-anma> ISSN 0719-8906