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Passagem superior pedonal do Forte da Casa / MXT STUDIO

  • 05:00 - 17 Maio, 2015
Passagem superior pedonal do Forte da Casa / MXT STUDIO
Passagem superior pedonal do Forte da Casa / MXT STUDIO, © João Carmo Simões
© João Carmo Simões

© João Carmo Simões © João Carmo Simões © João Carmo Simões © João Carmo Simões + 29

  • Arquitetos

  • Localização

    2600 Vila Franca de Xira, Portugal
  • Arquitetura

    Telmo Cruz (Mxtstudio Maximina Almeida+Telmo Cruz)
  • Colaboradores

    António Barquinha, Pedro Miguel Santos
  • Coordenação

    António Adão Da Fonseca (Adf Consultores)
  • Fotografias

  • Estruturas

    António Pimentel Adão Da Fonseca (Adf Consultores)
  • Consultoria Paisagismo

    João Ceregeiro
  • Iluminação Pública

    António Romano (Sincrono)
  • Drenagem De Águas Pluviais

    Marta Azevedo (Campo D’água)
  • Plano Segurança e Saúde

    Fernando Santo
  • Construção

    Cordivias
  • Fiscalização

    Stagest
  • Promotor

    Câmara Municipal De Vila Franca De Xira
  • Valor De Obra

    1.244.695.88 € (C/ Iva)
  • Mais informações Menos informações
© João Carmo Simões
© João Carmo Simões

Descrição enviada pela equipe de projeto. A saída para norte de Lisboa está naturalmente associada ao traçado do rio Tejo.

A estreita faixa de território plano e seco que se encontra entre o Tejo e a sua lezíria inundável por um lado, e os montes do concelho de Vila-Franca de Xira, ecos da Serra de Montejunto, por outro, foi progressivamente ocupada por infra-estruturas de diversas naturezas.

Planta e Corte
Planta e Corte

No Forte da Casa, esta faixa tem apenas 1500m de largura e contém, só no que diz respeito a transportes, a auto-estrada A1, a estrada nacional N10 e a linha ferroviária do Norte, aqui quádrupla e cruzando sobre si própria num longo fly-over, todas com as suas respectivas servidões de domínio público, faixas de proteção, regras de ocupação, etc. etc.

Acrescem, também nesta faixa, a passagem do aqueduto do Alviela, menos famoso que o das Águas-Livres, mas parte integrante e relevante do abastecimento de água da cidade de Lisboa, e, associados à N10, um conjunto de indústrias pesadas como a Adubos de Portugal ou a Solvay, e as Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, com o seu aeródromo.

© João Carmo Simões
© João Carmo Simões

Todos estes elementos são lineares e aproximadamente  paralelos apenas se interligando em poucos pontos, como as estações ferroviárias junto dos aglomerados de assentamento histórico mais antigo, ou os entroncamentos das estradas que vêm de oeste para o rio seguindo vales, …

Nesta forçada cidade linear, ao contrário da outra, a “Ciudad Lineal” planeada por Arturo Soria y Mata para Madrid, a articulação entre espaços e infra-estruturas urbanas é ténue.

© João Carmo Simões
© João Carmo Simões

A cidade, aquela anônima, anicha-se nos espaços possíveis, fragmentada e descontínua tanto espacialmente como temporalmente, ansiando pela fluidez e continuidade da cidade que todos os dias percorremos sem que seja necessário nomeá-la e dela tomar consciência, ansiando por ser “Ciudad Lineal”.

Num esforço de articulação entre espaços urbanos, o Município de Vila Franca de Xira tem, atualmente, em desenvolvimento a requalificação da frente ribeirinha da margem direita do rio Tejo ao longo de cerca de 7,5 km, o futuro Parque Linear do Estuário do Tejo, com possibilidade de ligação ao Parque do Tejo e Trancão, já em Lisboa.

© João Carmo Simões
© João Carmo Simões

Associado a essa operação, linear, um conjunto de infra-estruturas, na sua perpendicular promovem o aumento da interligação dessa frente ribeirinha com os núcleos urbanos mais próximos.

Comparativamente com os 7,5 km são relativamente poucos os 220 metros de extensão desta Passagem Superior Pedonal, mas com enorme impacto na promoção da continuidade do tecido urbano interligando com um só movimento o núcleo urbano do Forte da Casa, a poente da estrada N10, os espaços comerciais e de armazéns a nascente da mesma, e, mais para nascente, o território do Parque Linear do Estuário do Tejo, depois de atravessar as ferrovias da Linha do Norte.

© João Carmo Simões
© João Carmo Simões

Procurou-se a melhor localização em cada um dos três momentos de acesso:

A poente os acessos, escada e rampa, integram-se no pequeno parque público, adjacente à N10, zona não construída por ser atravessada, entre outros, pelo aqueduto do Alviela e por uma conduta de salmoura que alimenta uma das unidades fabris da Solvay, de localização próxima;

O ponto intermédio de ligação aproxima-se tanto quanto possível dos espaços comerciais a nascente da N10 evitando depender do reduzido passeio existente, espartilhado entre a N10 e a via desnivelada de serviço aos edifícios a nascente desta;

No topo nascente da passagem superior, a interligação do centro urbano do Forte da Casa com a margem ribeirinha está, como de resto em praticamente todo o concelho, fortemente condicionada pela presença da Linha do Norte, mas aqui agravada pela presença do fly-over ferroviário que obriga a que qualquer atravessamento da via ferroviária seja feito a alturas anormalmente elevadas, um pouco mais que o dobro da altura mínima de atravessamentos pedonais e cicláveis em situações mais correntes. 

© João Carmo Simões
© João Carmo Simões

Com estes objetivos de continuidade urbana o projeto encontrou pragmaticamente o seu caminho entre:

- A altura mínima de atravessamento da N10 e da Linha do Norte;
- A distância de segurança a postes e elementos em tensão da catenária de alimentação eléctrica dos comboios;
- A localização de infra-estruturas enterradas;
- A adequação estrutural da dimensão do vão em todos os atravessamentos;
- Limites de custos de obra;
- E, não menos importante, a vontade de clareza num contexto urbano desconexo. 

© João Carmo Simões
© João Carmo Simões

A solução procurou construir apenas uma linha no ar, atravessando o estreito canal que resultou da sobreposição de todas as restrições identificadas.

Uma linha no ar, que a partir da sua quase horizontalidade, reflete e contrasta com a topografia, a complexidade e densidade infra-estrutural e até, paradoxalmente com a sua interligação, com a desconexão entre tecidos urbanos.

Uma linha no ar, que por estar no ar, acrescenta um miradouro sobre a paisagem da lezíria onde quer chegar.

© João Carmo Simões
© João Carmo Simões

SOLUÇÕES TÉCNICAS E ACABAMENTOS 

A relativamente elevada altura a que a ponte passará sobre a via-férrea aconselha a utilização de guarda corpos opacos e de altura considerável para atenuar, quer algum sentimento de vertigem, quer a exposição ao vento.

Uma secção resistente em U, com 3.5m de largura exterior, em concreto armado pré-fabricado ao longo de praticamente toda a sua extensão, com introdução de estruturas resistentes em aço apenas no tramo sobre a via férrea onde o vão é substancialmente maior que no restante desenvolvimento da ponte.

Trata-se de uma tipologia de ponte já testada, com eficácia comprovada, que integra vigas e guarda-corpos num só elemento, optimizando o uso do material. Este elemento híbrido viga/guarda corpos integra ainda um conjunto de instalações técnicas das quais se destaca a iluminação, que deverá recorrer a luminárias salientes, alojadas num tubo contínuo em aço. 

© João Carmo Simões
© João Carmo Simões

Genericamente os acabamentos são: 

Pintura pelo exterior de cor verde de todo o tabuleiro principal e viga da rampa de acesso ao parque a poente;
Concreto à vista em todos os elementos verticais de suporte, incluindo escadas e caixas de elevador incluindo tratamento anti-grafitti;
Pavimentos em betonilha cinza com hidrofugante e endurecedor de superfície;
Faces interiores do tabuleiro em concreto à vista nas zonas de construção em concreto e revestimento com placas pré-fabricadas de concreto, também com a sua face deixada à vista.

Implantação
Implantação

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Passagem superior pedonal do Forte da Casa / MXT STUDIO" 17 Mai 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/767019/passagem-superior-pedonal-do-forte-da-casa-mxt-studio> ISSN 0719-8906