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Percurso pedonal assistido da Baixa ao Castelo de São Jorge / Falcão de Campos

  • 09:00 - 31 Janeiro, 2015
Percurso pedonal assistido da Baixa ao Castelo de São Jorge / Falcão de Campos
Percurso pedonal assistido da Baixa ao Castelo de São Jorge / Falcão de Campos, © José Manuel Rodrigues
© José Manuel Rodrigues

© José Manuel Rodrigues © José Manuel Rodrigues © José Manuel Rodrigues © José Manuel Rodrigues + 17

  • Arquitetos

  • Localização

    Lisboa, Portugal
  • Autor

    João Pedro Falcão de Campos
  • Colaboradores

    Filipa Mourão, Luísa Ramalho, Patrícia Cabaço, Cátia Venda, Francisco Vilaça, David Ferreira da Silva
  • Área

    1440.0 m2
  • Ano do projeto

    2013
  • Fotografias

  • Fundações e Estrutura

    A2P. Estudos e Projectos Lda; Eng. João Appleton, Eng. Vasco Appleton
  • Instalações, equipamentos de segurança e elevadores

    Joule, Projectos, Estudos e Coordenação, Lda; João Fernando Caetano Gonçalves, Eng. Luís Miguel da Fonseca Caetano Gonçalves
  • AVAC e instalações mecânicas

    José Galvão Teles, Engenheiros, Lda; Eng. José Galvão Teles
  • Instalações hidráulico-sanitárias

    Campo d’agua, Engenharia e Gestão, Lda; Eng. Marta Azevedo
  • Segurança e saúde

    A2P. Estudos e Projectos Lda; Eng. Nuno Manuel Appleton, Arq. António Portugal
  • Empreiteiro geral

    Construtora UDRA lda, Fitonovo, S.A.
  • Cliente

    Câmara Municipal de Lisboa
  • Mais informações Menos informações
Situação
Situação

Introdução

A ligação da Baixa Pombalina ao Rio Tejo, através dos principais eixos ortogonais de direcção Norte-Sul, é predominante na organização da Baixa Pombalina. Destacam-se assim na sua estrutura urbana a Rua Augusta, a Rua do Ouro, da Prata e dos Fanqueiros, que fazem as principais ligações viárias e pedonais do Rossio - Praça Dom Pedro IV e da Praça da Figueira Localizadas a Norte da Baixa, até à Praça do Comercio localizada a Sul.

São igualmente estruturantes na dinâmica deste espaço urbano as ligações Nascente - Poente entre as colinas do Castelo e do Chiado, com destaque para o eixo viário da Rua da Conceição, que liga o Castelo ao Chiado respectivamente através das Ruas da Madalena e da Calçada Nova de São Francisco.

© José Manuel Rodrigues
© José Manuel Rodrigues

O elevador de Santa Justa, construído nos finais do séc. XIX, permitiu ligar de forma mecânica, a cota mais alta do Chiado à cota da Baixa Pombalina entre o Largo do Carmo e a Rua de Santa Justa. A nascente, a ligação entre a Baixa e a Colina de Alfama/Castelo sempre foi feita através das ruas existentes, com destaque para a Rua da Madalena localizada a Nascente da malha ortogonal da Baixa.

No presente, a intervenção do Metro, da autoria do Arquitecto Siza Vieira, permitiu vencer de forma subterrânea o desnível existente entre a Baixa e o Chiado, ficando mais uma vez por fazer uma ligação mecânica da Baixa à sua Colina Nascente. O Metro veio acentuar a importância da Rua da Vitória como rua de atravessamento transversal da Baixa, uma vez que apresenta uma posição central nesta malha urbana.

Implantação
Implantação

É neste contexto urbano que surge a intenção de estabelecer um acesso pedonal assistido entre a Baixa e a colina do Castelo de S. Jorge. O projecto tem como objectivo a articulação de diferentes cotas segundo uma estratégia integrada que, facilitando a subida, potencie a revitalização e requalificação da envolvente.  

O “Percurso pedonal assistido da Baixa ao Castelo de S. Jorge” vai compreender um conjunto de intervenções integradas que incluem:

- A requalificação urbana da Rua da Vitória como eixo estruturante do percurso pedonal assistido, estendendo-se a intervenção desde a Rua do Crucifixo até à Rua dos Fanqueiros;

- A reconversão do edifício com os nºs 170 -178 da Rua dos Fanqueiros onde serão integrados os elevadores públicos que farão a ligação ao Largo Adelino Amaro da Costa através do piso térreo do edifício adjacente, na Rua da Madalena, nº147-155;

- A requalificação urbana do Largo Adelino Amaro da Costa e da zona envolvente do Mercado do Chão do Loureiro e do percurso até a cota do Castelo de São Jorge.

© José Manuel Rodrigues
© José Manuel Rodrigues

 Requalificação urbana da Rua da Vitória

A requalificação urbana do espaço público afecto ao percurso assistido, é um contributo fundamental na revitalização desta área da cidade.

É intenção expressa na Proposta de Plano de Pormenor da Baixa Pombalina “Consolidar o conceito de grande espaço comercial aberto apoiando o empreendorismo comercial desenvolvendo acções de gestão que conduzem à criação das condições necessárias à competitividade: limpeza; segurança, iluminação, promoção, logística, horários de funcionamento, etc. Tornar as Ruas da Vitória e de Santa Justa em artérias vivas e qualificadas de oferta comercial e de restauração, suportadas pelo reforço da acessibilidade à zona Baixa-Chiado e ao Castelo…”

A intervenção pretende ir ao encontro dos pressupostos anteriormente enunciados, substitui-se o pavimento existente, em calçada de calcário, por um lajedo em pedra de Calcário de Lioz, com acabamento amaciado, conferindo um grande conforto ao transeunte, e sendo o fio condutor de toda a proposta até ao Castelo. Em zonas da rua com maior inclinação, optou-se por um acabamento em cubo de granito para aumentar o atrito e reduzir riscos de acidentes. A acessibilidade às igrejas da Vitória e de S. Nicolau é facilitado pela construção de plataformas alternativas às escadarias de difícil acesso por parte de pessoas com mobilidade condicionada.

A intervenção é interrompida nas artérias perpendiculares principais, Rua do Ouro, Rua Augusta, Rua da Prata e Rua dos Fanqueiros, por se considerar que estas vias são hierarquicamente mais importantes.

O desenho da pavimentação é consequência directa da arquitectura. A métrica do desenho Pombalino é a protagonista; os cunhais dos quarteirões e o cadastro do edificado são geradores da estereotomia proposta. O pavimento é estendido no sentido transversal ao percurso; faz-se a marcação dos cunhais e do eixo do quarteirão. O desenho proposto lança linhas com larguras múltiplas do palmo (22cm), de 44cm ou 66cm, e com comprimentos variáveis.

© José Manuel Rodrigues
© José Manuel Rodrigues

Edifício dos elevadores públicos

Na intervenção do “Percurso pedonal assistido da Baixa ao Castelo de S. Jorge”, o edifício situado na Rua dos Fanqueiros, nºs 170-178, terá um carácter de excepção uma vez que será a partir dele que se fará a ligação até ao nº147-155 da Rua da Madalena, nas proximidades do Largo Adelino Amaro da Costa.

O Edifício além do piso térreo da entrada é constituído por um piso em cave destinado às instalações sanitárias, zonas técnicas e arrumos, e por mais três pisos superiores.

O piso térreo tem duplo pé direito e tem como principal função receber e informar os visitantes, dando início ao percurso até ao Castelo.

Fachadas e Corte
Fachadas e Corte

O piso térreo dá acesso ao núcleo de acessos verticais que permite vencer o desnível entre a Rua dos Fanqueiros e a Rua da Madalena, através da instalação de três elevadores e de um núcleo de escadas. Este núcleo, de elevadores e escada, é transparente em forma de “caixa de vidro”, permitindo a entrada de luz zenital até ao piso térreo da Rua dos Fanqueiros. O núcleo vertical de circulações funcionará também como um fosso de luz situado imediatamente antes do muro de suporte tardoz.

O edifício alvo da intervenção encontrava-se à data já bastante adulterado com particular relevância para a ocupação do saguão, a descaracterização construtiva e funcional do piso térreo, a inclusão de caves que não existiam no projecto pombalino, a adulteração construtiva dos interiores e a descaracterização da fachada com elementos dissonantes, nomeadamente da publicidade, toldos/palas, antenas condutas/cablagens e aparelhos de ar condicionado.

Por outro lado, a compatibilidade da estrutura física do edifício pombalino, caracterizado pela estrutura interior de “gaiola” de madeira e paredes exteriores de alvenaria, era dificilmente exequível face aos novos usos propostos designadamente, da adaptação às novas exigências regulamentares e de compatibilização construtiva com os elevadores públicos. 

Planta e Elevações
Planta e Elevações

A reabilitação da fachada exterior da Rua dos Fanqueiros, permitiu repor a métrica dos vãos ao nível do piso térreo e restaurar os elementos degradados, que poderá incluir a reposição de elementos alterados ou destruídos, nomeadamente as cantarias, os cunhais, os socos, os frisos e as guardas pré-existentes do edifício.

Foi uma premissa importante para a equipa de projecto o posicionamento dos elevadores no interior do edifício existente, junto à fachada tardoz, fazendo valer as características do próprio lote onde se localiza, de modo a evitar mexer nos muros de suporte pré-existentes que sustentam a frente edificada da Rua da Madalena.

O Edifício dos Elevadores Públicos pretende ser uma extensão natural do exterior urbano para o interior, demonstrando com naturalidade o seu carácter público que convida ao usufruto e passagem.

© José Manuel Rodrigues
© José Manuel Rodrigues

Rua da Madalena nº147-155

A transição para o Largo Adelino Amaro da Costa faz-se através do piso térreo do edifício da Rua da Madalena.

Embora com funções semelhantes, as características espaciais são muito distintas. Neste caso estamos perante uma construção claramente Pombalina, com um pé direito de cerca de 4,4m. A opção foi claramente, preservar o carácter do espaço, ao nível da compartimentação, dos acabamentos e da atmosfera.

O edifício possui ainda dois pisos em cave que também serão alvo de reabilitação. Propõem-se repor no edifício a cota original do logradouro ao nível da segunda cave, o que irá permitir dotar estes espaços de luz e ventilação natural.  

Cortes
Cortes

Repondo a cota original do logradouro, a transição entre edifícios será feita sobre uma estrutura ligeira que permita a passagem de ar e luz para os pisos enterrados através do logradouro.  

As intervenções no edificado pretende ser uma extensão natural do exterior urbano, assente no convite ao usufruto e passagem dos utentes que pretendem vencer o desnível entre a Baixa Pombalina e a colina do Castelo. Embora se trate de um conteúdo programático de excepção, que resultará num edifício com traços únicos neste contexto urbano, propõe-se uma intervenção de respeito pelas características globais e padrões que regulam as acções neste conjunto urbano, à semelhança da estratégia adoptada pelo Arquitecto Siza Vieira no Chiado. O edifício lê-se como uma peça de um todo e não como um elemento dissonante. A Baixa é a protagonista.

Situação
Situação

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Percurso pedonal assistido da Baixa ao Castelo de São Jorge / Falcão de Campos" 31 Jan 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/761337/percurso-pedonal-assistido-da-baixa-ao-castelo-de-sao-jorge-falcao-de-campos> ISSN 0719-8906