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Remodelaçao

Apresentado por the MINI Clubman

Casa em forma de abraço / Pedro Quintela

Casa em forma de abraço / Pedro Quintela
Casa em forma de abraço / Pedro Quintela, © Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

© Ricardo Oliveira Alves © Ricardo Oliveira Alves © Ricardo Oliveira Alves © Ricardo Oliveira Alves + 38

© Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

A Chamada

No coração da Aldeia da Malveira da Serra, assente na base da Serra de Sintra, virada a Sul e debruçada sobre o Oceano Atlântico, foi onde o Artista/Arquiteto Pedro Quintela desenvolveu este projeto.

© Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

Encontrada em ruínas, tratava-se de uma confinada e robusta casa rural em forma de “U”, que abraçava um pequeno pátio utilizado para fins agrícolas. 

© Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

Entre inúmeras visitas ao lugar, que lhe despertava um íntimo chamamento, no ano de 2008, o Arquiteto decidiu perguntar à vizinhança se sabia de quem era aquela propriedade. O nome dos donos e a localidade cercana onde estes moravam foram-lhe indicados por um vizinho. Nesse mesmo dia, o Arquiteto foi à dita aldeia. Cruzou-se, numa das suas ruas, apenas com uma pessoa, que, surpreendentemente era precisamente quem procurava! 

© Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

O Arquiteto demonstrou o seu interesse pela ruína, explicou o tipo de intervenções que fazia e propôs a compra do, até então apelidado, “monte de pedras”, deixando perplexos os antigos proprietários com o seu entusiasmo.

© Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

Início

A fase de “limpeza” foi crucial para o desenvolvimento de toda a obra. Sempre presente e acompanhando cada passo da sua equipa de cinco trabalhadores, a ruína foi meticulosamente limpa, dando-lhe a possibilidade não só de a conhecer mais intimamente, desvendando-lhe todos os seus recantos, mas também de descobrir alguns artefatos de outrora, reinterpretando-os na nova obra e dando-lhes uma outra vida. Embora a intervenção tenha sido inteiramente inspirada em reminiscências do passado deste lugar, apenas as sólidas paredes de pedra originais prevaleceram.

© Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

 Com uma maneira muito própria de estar na profissão e crente que o sucesso das suas intervenções arquitetônicas depende da sua total disponibilidade para acompanhá-las in-loco, o Arquiteto decide mudar-se para uma casa vizinha. Esta mudança possibilita-lhe integrar-se e familiarizar-se com o modus vivendi dos habitantes da aldeia, bem como, criar as condições entendidas como cruciais para um saudável crescimento da obra, onde reine a harmonia dos pormenores num todo.

Planta
Planta

Materiais

Respeitando e preservando a identidade da construção original, a recuperação da ruína fez-se com recurso a materiais locais, como a madeira de pinho e o granito da Serra mas, assentou sobretudo nos já existentes. Como que recriando um novo “puzzle” o Arquiteto, recorreu aos materiais originais da própria casa e deu-lhes renascidas funções noutros locais. 

Processo

A obra decorreu durante dois anos, começando com uma equipa de cinco pessoas. À medida que o trabalho se foi pormenorizando e requerendo maiores níveis de exigência, atenção e habilidade, o número de colaboradores teve necessariamente que diminuir. Com apenas dois trabalhadores tornou-se possível estabelecer um entendimento especial, incutir disciplina e brio no processo de criação da obra.

© Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

Método de trabalho

O seu método de trabalho é, garante-nos, intuitivo. Os seus verdadeiros clientes são as próprias obras, é com elas que passa a maioria do seu tempo, “escutando-as” com toda a atenção. São elas que lhe “falam baixinho” e lhe dizem como querem ser reconstruídas. Como se de um “porta-voz” se tratasse, assume por isso, que a sua função é sobretudo “saber ouvir” e criar naquele lugar único, o que este lhe pede que seja feito, ou não! Se a “comunicação” se estabelece, passa à prática, socorrendo-se de esquiços, maquetes de cartão e do fundamental e constante diálogo com os seus colaboradores, que considera de vital importância na minimização do intervalo de erro em obra e fluidez do processo.

© Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

Conclusão

Através de seu conceito Holístico, aqui trabalhou as energias desorganizadas, utilizando-as, assimilando-as e organizando-as formando uma estrutura específica com identidade, criando beleza, verdade e valor. Acredita piamente na Arquitetura como um processo de evolução (tal como acontece com a natureza) interligado em três fases: Adaptação (respostas imediatas do lugar); Transformação (reflexão) e Cristalização (Criação). Só passando por este processo, considera uma obra ser autentica respeitando assim "O Espírito do Lugar".

© Ricardo Oliveira Alves
© Ricardo Oliveira Alves

No caso particular desta intervenção, poder-se-á dizer que a outrora pequena, confusa e muito compartimentada “casa em forma de abraço”, abriu os braços para se transformar num fluido espaço amplo, luminoso e ao mesmo tempo acolhedor, onde tudo faz sentido ser…onde é! 

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Sobre este escritório
Pedro Quintela - O Espírito do Lugar
Escritório
Cita: "Casa em forma de abraço / Pedro Quintela" [Embraced House / Pedro Quintela] 22 Jan 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Delaqua, Victor) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/760468/casa-em-forma-de-abraco-pedro-quintela> ISSN 0719-8906

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