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23 Habitações em Amsterdã / Atelier Kempe Thill

23 Habitações em Amsterdã / Atelier Kempe Thill
23 Habitações em Amsterdã / Atelier Kempe Thill, © Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz
© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz

© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz © Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz © Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz © Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz + 28

   

© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz
© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz

Amsterdam Osdorp foi construído nos anos 1960 e tem passado por um processo de renovação urbana. A ambição do programa é criar uma maior variedade de tipos de habitações individuais servindo à classe média. Grandes partes das estruturas de edifícios existentes com, na maioria, pequenos apartamentos estão sendo demolidos e substituídos por casas maiores, mais contemporâneas. Uma das questões importantes que surgiram durante o processo foi como lidar com o patrimônio urbano e arquitetônico do modernismo pós-guerra.

© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz
© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz

O projeto de construção está situado na parte sul do "Masterplan Zuidwest-Kwadrant". O plano é desenvolvido e supervisionado pela De Nijl - uma empresa de planejamento urbano e arquitetura com sede em Rotterdam. A ambição do plano é manter os largos perfis das ruas típicas e os pátios coletivos verdes, integrando parques de estacionamento sob os novos edifícios.

© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz
© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz

O projeto de construção toma o cenário urbano muito descontraído como ponto de partida para a organização das casas e busca encontrar uma solução convincente para os estacionamentos. O resultado é um projeto de habitação prototípico que suporta a escala mais coletiva de Amsterdam Osdorp sem suprimir a expressão individual das habitações. Os valores tradicionais do modernismo obtém uma nova interpretação e formas mais contemporâneas de vida são estimulados.

Planta Baixa 1
Planta Baixa 1

O orçamento de construção é de 850 € / m², correspondente ao padrão holandês normal e relativamente limitado para as condições de Amsterdã. Para criar um bom ponto de partida para a concretização, a seguinte estratégia forma a base para o projeto. A largura dos apartamentos foi reduzida a um mínimo aceitável de 4,80 m. Ao fazê-lo, a superfície da fachada fica 20% menor do que o padrão. A planta possui 30% mais profundidade do que o usual. No interior da casa um monte de "metros quadrados baratos" são produzidos e criadas boas condições para a eficiência energética. O confinamento espacial produzido é compensado pela introdução de uma fachada de vidro e uma sala de estar de pé-direito duplo.

© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz
© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz

A garagem necessária não é construída sob a terra, mas ao nível do solo para evitar construções de concreto impermeáveis e ventilação mecânica. A garagem é realizada como uma construção de aço de baixo custo e inserida na frente da construção em concreto das casas. A cobertura da garagem é usada para terraços privados.

Planta Baixa 3
Planta Baixa 3

Dentro da base criada, inicia-se uma busca por uma organização otimizada da casa. A sala continua em dois níveis e é relacionada em ambos os lados a um espaço exterior específico.

Corte 2
Corte 2

A casa é acessada a partir do lado oeste, através de um jardim frontal, com uma profundidade de 6 metros. O jardim é cercado por arbustos, mas tem um caráter mais público estimulando o contato pessoal entre os habitantes. A cozinha/sala de estar de pé-direito duplo está diretamente relacionada com o jardim frontal, mas também é acessada através do estacionamento privado. Uma escada aberta conecta o espaço com a sala no primeiro pavimento, que é inundada pela luz dos dois lados. A sala está protegida de vistas de fora do espaço público por uma balaustrada fechado e está relacionada a um terraço privado íntimo de 30 m² oferecendo uma bela vista sobre o pátio verde.

© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz
© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz

O segundo andar é utilizado para dormitórios e escritórios. As divisórias são móveis e permitem uma variedade de organizações espaciais. Um espaço opcional no sótão, no terceiro pavimento, é oferecido durante o processo de venda para os futuros habitantes.

O uso de materiais é relativamente simples e tenta apoiar uma leveza mais contemporânea de viver. Os espaços internos são estendidos para o exterior por grandes janelas de vidro do chão ao teto. Sendo assim, o projeto das casas não apresenta fachada no sentido clássico, mas como um esqueleto evidenciando a construção. Dentro do esqueleto - atrás do vidro - a vida é exibida para o espaço público. A fachada de vidro é feita com vidro com proteção solar, garantindo conforto climático ao longo do ano, sem filtros solares extras. Para economizar espaço, a porta de entrada foi projetada como uma porta de correr.

© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz
© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz

A fachada do pátio é dominada no piso térreo pela garagem com uma malha de metal aberta como sistema de fachada. No futuro, a malha será preenchida com trepadeiras. Os terraços sobre a garagem são separados uns dos outros por telas de luz transmissiva sintéticos. A fachada real das casas possui grandes janelas, mas é parcialmente fechada com um sistema de fachada de chapas de metal corrugado. O mesmo sistema é utilizado para as fachadas principais.

Corte 1
Corte 1

O projeto dos interiores é muito modesto. Corredores são evitados para economia de espaço. As escadas estão diretamente posicionadas para a sala de estar. São escadas de padrão muito econômico, mas cobertas por uma balaustrada projetada especialmente para integrá-las na composição total das casas.

Por razões econômicas o projeto é construído a partir de uma colagem eficiente de diferentes materiais e tecnologias, como a estrutura de concreto e aço; esquadrias de alumínio emadeira; portas de alumínio, madeira e aço e diferentes materiais sintéticos. Para criar uma impressão geral tranquila para a construção e deixar dominar o espaço acima do material de todos os elementos de construção foram revestidos no material RAL 9010. O conjunto habitacional fica desmaterializado e apresenta-se como uma estrutura branca clássica, formando um fundo perfeito para os espaços vivos. Para esse pano de fundo a geração IKEA tem a oportunidade de realizar seus sonhos de uma forma livre e leve de viver.

© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz
© Architektur-Fotografie Ulrich Schwarz

Este projeto está apresentando-se como um marco contra o movimento do Novo Urbanismo, atualmente muito dominante na Holanda. O projeto não é o resultado de ideias sentimentais sobre formas históricas, mas o consequente resultado da organização interna dos espaços de vida.

Além disso, os preconceitos contra a arquitetura contemporânea são para provar o contrário. A arquitetura moderna não tem de ser mais cara do que uma forma mais tradicional de construção. Uma boa arquitetura moderna também é fácil de vender - todas as casas foram vendidas dentro de um período muito curto de apenas 2 semanas.

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Localização do Projeto

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Sobre este escritório
Cita: "23 Habitações em Amsterdã / Atelier Kempe Thill" [23 Town Houses in Amsterdam / Atelier Kempe Thill] 24 Dez 2014. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/759042/23-habitacoes-em-amsterda-atelier-kempe-thill> ISSN 0719-8906

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