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Casa 7A / Arquitectura en Estudio + Natalia Heredia

Casa 7A / Arquitectura en Estudio + Natalia Heredia
Casa 7A / Arquitectura en Estudio + Natalia Heredia, © David Uribe
© David Uribe

© David Uribe © David Uribe © David Uribe © David Uribe + 33

© David Uribe
© David Uribe

Descrição enviada pela equipe de projeto. O desafio era projetar uma casa de campo nos arredores da cidade de Villeta (Cundimarca, Colômbia)  a uma hora e meia a oeste de Bogotá; a 967 metros acima do nível do mar, com um clima quente seco na maior parte do ano. As determinantes do terreno são muito claras; um lote com declive muito acentuado que inicia no alto de uma colina e desce para a ravina El Cojo. O programa solicitado, em 550 m² de construção, abriga 3 dormitórios, sala de estar, área de serviço, área social e áreas de varanda e piscina; tudo isto sob uma determinante essencial: a casa poder ser completamente fechada quando não estiver sendo usada.

O lugar define em grande parte a concepção deste projeto. Nós iniciamos dos elementos básicos da arquitetura: A cobertura, que nos protege do ambiente hostil mas que por sua vez nos permite relacionarmos diretamente com o entorno. A cobertura, horizontal e transparente, emoldura a paisagem e nos protege do sol e da chuva, ao mesmo tempo em que dilui o limite entre o lado de dentro e de fora, entre o natural e o artificial.

First Floor Plan
First Floor Plan

Elevations Wall Section Sketch Elevations + 33

O pátio, que é o espaço que nos permite trazer a natureza para dentro da arquitetura, nos leva a apropriarmos e controlar os elementos naturais que de outra forma estariam fora. O pátio gera uma escala íntima com relações e sensações próximas em contraste com as visuais distantes que as montanhas proveem.

© David Uribe
© David Uribe

Espacialmente, a casa se organiza a partir de uma sucessão de cheios e vazios que se alojam sob a cobertura; esta se abre de um lado para as montanhas e do outro para uma série de pátios. Esta relação espacial dupla (pátio - cobertura montanhas) (perto - longe) gera diversidade e riqueza nos diferentes espaços da casa, além de gerar diferentes dinâmicas de uso nas diferentes horas do dia.

Sketch
Sketch

A partir da estrada a casa se mostra fechada, gerando privacidade e expectativa do que se passa no interior. Se acessa a casa através de um volume intencionalmente baixo e estreito, aumentando a sensação de expectativa; ao cruzar o umbral a percepção muda, abrindo o espaço através de um pátio que emoldura a vista ininterrupta das montanhas. Desde o acesso, a plataforma que contém a zona social parece flutuar entre o espelho d’ água e a piscina; buscando uma vez mais que os elementos naturais predominem no espaço. A área social aparece como um único espaço; aberta por um lado para as montanhas e para a área da piscina e, por outro lado, para o pátio de acesso. O caráter deste espaço se define, por sua vez, através de uma efundo pátio, emoldurado por um vazio na cobertura. No centro deste pátio habita uma acácia que faz proteção do sol, enquanto marca o encontro dos dois eixos principais da casa (acesso - piscina, cozinha - quartos) é o centro nevrálgico da casa.

© David Uribe
© David Uribe

No lado leste, para a área da sala de jantar, aparecem a cozinha e a zona de serviços, como um volume mais baixo que se insere sutilmente sob a cobertura principal.

A ala oposta da cobertura abriga áreas privadas de quartos, localizadas para as montanhas e articuladas por um terceiro pátio, no qual, com um caráter totalmente diferente, propõe um fechamento permeável através de pré-fabricados em concreto e um jardim nativo exuberante. O fechamento coloca uma determinante essencial para o projeto: como gerar espaços totalmente abertos que possam ser fechados quando a casa não está sendo usada? Em todas as áreas da casa (privadas e sociais) foram projetados painéis de madeira que se dobram ou deslizam totalmente, permitindo uma abertura ou fechamento de 100%.

A casa está implantada no sentido norte - sul, protegendo as fachadas mais extensas e expondo as fachadas mais curtas para a radiação solar, e assim aproveitando as visuais para as montanhas e para a ravina. Esta implantação permite, além disso, que a piscina e a área de varanda tenham insolação permanente no turno da manhã e da tarde, sem ser interrompida pela sombra da casa.

O projeto busca a utilização de materiais nobres que expressam sua materialidade, processo construtivo e composição natural. O uso predominante do concreto aparente na tonalidade ocre e a madeira de teca geram um jogo de texturas, cores e sombras que mudam com a posição do sol. As texturas se definem a partir de 2 módulos, de 5 e de 10 cm, expressados em todos os elementos, desde as formas de madeira usadas para fundir o concreto, passando pelos painéis de fechamento em madeira, até os pré-fabricados em concreto que fecham o pátio.

© David Uribe
© David Uribe

Os muros e as lajes da casa foram fundidos em concreto ocre preparado no local com uma mistura de cimento branco e areia Ambalema; moldados com formas de madeira de ipê. Outro material predominante é a madeira de teca (de bosques cultivados), utilizada de maneira igual como fechamento, móveis de carpintaria, ou acabamento de piso. enquanto aos pisos, bicando a uniformidade em tons com o concreto da cobertura, o material escolhido foi a pedra muñeca (pedra de coloração clara, natural da região de Bogotá).

Enquanto isso, para o acabamento da piscina se projetou um padrão inspirado no bosque circundante, verde-azulado, alcançado mediante placas de 20 x 20 cm descoloridas e pintadas à mão. 

© David Uribe
© David Uribe

As estratégias principais para obter maior sustentabilidade no projeto partem da distribuição espacial e a implantação do projeto; o esquema de barra no sentido norte - sul minimiza a incidência solar direta nas fachadas, enquanto permite a ventilação cruzada em todos os espaços (sociais e privados) minimizando a necessidade de uso de ventilação artificial. As coberturas planas buscam isolar a radiação direta mediante o uso de caixotões ventilados e com cascalho claro como acabamento superior.

Enquanto ao uso eficiente da água, o projeto contempla a reciclagem de águas da chuva para a rega dos pátios, assim como conta com um sistema de aquecimento de água (para a piscina) através da energia solar. Os materiais de construção são, em sua maioria, locais e naturais (pedra, madeira renovável, concreto), e a construção foi feita utilizando a mão de obra local.

© David Uribe
© David Uribe
Cita: "Casa 7A / Arquitectura en Estudio + Natalia Heredia" [Casa 7A / Arquitectura en Estudio + Natalia Heredia] 25 Jul 2014. ArchDaily Brasil. (Trad. Márquez, Leonardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/624554/casa-7a-arquitectura-en-estudio-mais-natalia-heredia> ISSN 0719-8906