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Residência Unifamiliar em Villarcayo / Pereda Pérez Arquitectos

Residência Unifamiliar em Villarcayo / Pereda Pérez Arquitectos
Residência Unifamiliar em Villarcayo / Pereda Pérez Arquitectos, © Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

© Pedro Pegenaute © Pedro Pegenaute © Pedro Pegenaute © Pedro Pegenaute + 11

  • Arquitetos

  • Localização

    Villarcayo, Espanha
  • Autores do Projeto

    Carlos Pereda Iglesias, Óscar Pérez Silanes
  • Colaboradores

    Teresa Gridilla Saavedra
  • Empreiteiro

    Rodrigo Fernández Bárcena
  • Área

    206.31 m2
  • Ano do Projeto

    2012
  • Fotografias

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

Descrição enviada pela equipe de projeto. O ponto de partida do projeto responde a duas situações muito claras: por um lado o lote se localiza em uma colônia suburbana sem conexões, na periferia de Villarcayo, que padece de qualquer tipo de caráter significativo e não apenas condicionantes à margem do legalizado, mas relacionado ao cumprimento da normativa vigente que os grandes traços definia alturas, edificabilidade e recuos. E por outro lado, a propriedade, uma jovem família com uma forte identificação pelo gosto da arquitetura contemporânea, que definiram por sua vez questionamentos: pediram uma residência térrea para aproveitar ao máximo seu potencial de relação com o jardim e o projeto deveria ajustar-se à sua limitação orçamentária. A proposta, portanto, deveria responde mais outras premissas, ao "otimismo" e à "otimização" do que a propriedade demandava, considerando esse ponto de partida, seu "contexto real". O programa relativamente comum, definido com precisão pelos clientes, se dividia basicamente em duas categorias: por um lado, um grande espaço de estar e varanda com acesso ao jardim e por outro lado, a definição dos espaços mais privados, anexos, contendo um dormitório principal com seu banheiro, junto a dois dormitórios, um banheiro e quarto de estudos/ jogos para seus filhos, bem como cozinha e garagem. Ao mesmo tempo, o lote, de superfície reduzida, topograficamente plano, de forma sensivelmente retangular e com apenas uma frente com acesso à rua, apresentava uma orientação Norte-Sul coincidentemente na mesma diagonal, não existindo mais qualidades destacáveis no entorno físico.

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

O projeto, em resposta as condições e bom gosto do cliente, pretendia a resolução de uma espaço moderno, que contém o doméstico, que aproveitará o prazer que trás a relação íntima com um espaço exterior próprio e que a horizontalidade de uma planta térrea facilita. Em definitivo, buscar uma dupla adequada e contemporânea entre estes espaços como algo intrínseco à forma de vida de uma residência unifamiliar, frente a outras tipologias. A proposta, pelo lote reduzido, define um lar que se expande incorporando a totalidade do "habitar", rodeado de vegetação, que plantada no perímetro crescerá até converter-se em um limite da vida familiar com a ideia de fazer um lar mais amplo e aberto.

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

O volume da casa tem um desenvolvimento em uma andar compacto, garantindo, desta maneira, uma proposta justa. O projeto se conforma em uma organização "isotrópica" buscando uma situação diferente em ambas as direções. Por um lado, cego nas laterais do lote, a casa se ajusta no limite rejeitando a presença das edificações mais próximas e ficando aberta na frente, hierarquizando e qualificando o jardim e dois espaços de diferentes caráter que permitem de forma direta, se beneficiar do sol. A proposta traça uma organização do programa muito clara, quase sintética, podendo se definir a em um esquema: os espaços mais íntimos se acomodam junto as laterais fechadas de concreto longitudinalmente, liberando o espaço central, como "estar" aberto aos jardins, protegido por um filtro das varandas e buscando a orientação Leste/ Oeste e a relação direta com isto. Com esta disposição "central" do espaço da sala, o "habitar" se garante, com certeza, como um lugar de relação e encontro doméstico, onde confluem todos os espaços da casa e o jardim. As áreas auxiliares mais privadas se definem, com traçado nítido, como limites compactos e comprimidos ao mínimo, e o que se libera é o maior espaço possível destinado ao uso comum, traduzindo o conjunto em um volume simples e limpo de figuração contemporânea que se ajusta com coerência à solicitações da propriedade. Exige mencionar os banheiros: são perfurados por pários, que proporcionam suas necessidades primárias e dotam de complexidade extra a volumetria geral. 

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

Se erguem dois tipos de vazios; por um lado, o do espaço central, que se retraem e ganham profundidade, conformando um dos espaços habitáveis em forma de varandas que permitem essa vista, profunda mas discreta, do espaço exterior. Por outro, o que se praticam nos limites compactos dos espaços auxiliares, resoltos com caráter "individual", que se dispersa na superfície de tablado e que se praticam junto a umas persianas que estão juntos com esses painéis de madeira, como fórmula material e compositiva para não perturbar a pureza geral do volume. Os vazios do espaço central, parcialmente construído sem carpintaria, fazem que em certas ocasiões e perspectivas, resulte difícil perceber a costura entre o interior e o exterior, ficando assim ligados definitivamente de forma direta.

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

A casa flutua, parece isenta seguindo três diretrizes. A física: o lote está em uma área inundável e de escassa colonização que aconselhava elevar a residência. A espacial: a diferença de cota permitia a agradável perspectiva dominante do interior sobre o jardim, com inumeráveis  referencias à arquitetura moderna. E a conceitual: o volume preciso que toma posse como pavilhão, aparece depositado em um jardim, querendo revelar sua relação direta com as pessoas que habitam do espaço que o acolhe, em definitivo identificando este paradoxo em seu "contexto real".

© Pedro Pegenaute
© Pedro Pegenaute

Os materiais que conformam o volume, concreto e madeira, se prolongam ao interior qualificando as condições domésticas, dotando-as de um conforto natural caracterizado pelo aspecto cálido mas seco ao mesmo tempo dos materiais. A continuidade dos materiais e a textura destes elementos, muda a percepção dos espaços e converte o fato de habitar em uma experiência singular, distanciado do popular e de acordo com o tipo de vida que pretendia a propriedade. Construtivamente, o concreto que conforma o volume geral, como dispositivo, se incorpora ao interior definindo o plano do chão e do teto como exercício do mínimo, com simplicidade e coerência perseguidas desde a origem do projeto identificando-se como o gosto da simplicidade formal. O mobiliário do espaço central, incorporando-o a arquitetura se converte em parte da mesma, funciona como diafragma que canaliza a caminho da intimidade dos dormitórios e ao mesmo tempo permite estender o espaço de estar até os limites do privado. Por último, o cuidadoso estudo da iluminação, conforma diferentes cenários, desenhada para não perturbar a pureza do espaço. Da mesma maneira, o volume e seu jardim se nutrem do mesmo critério.

Planta
Planta

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Sobre este escritório
Cita: "Residência Unifamiliar em Villarcayo / Pereda Pérez Arquitectos" [Vivienda Unifamiliar en Villarcayo / Pereda Pérez Arquitectos] 11 Fev 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Alves, Jorge) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/96735/residencia-unifamiliar-em-villarcayo-slash-pereda-perez-arquitectos> ISSN 0719-8906

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