O site de arquitetura mais visitado do mundo
Tudo
Projetos
Produtos
Eventos
Concursos
  1. ArchDaily
  2. Projetos
  3. Edifícios Públicos
  4. Espanha
  5. A E I O U arquitectos
  6. 2011
  7. FRMP / A E I O U arquitectos

FRMP / A E I O U arquitectos

FRMP / A E I O U arquitectos
FRMP / A E I O U arquitectos, © José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín
© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín

© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín © José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín © José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín © José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín + 22

© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín
© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín

Descrição enviada pela equipe de projeto. O edifício, de proporções esguias, está localizado em uma das esquinas mais bonitas da cidade de Valladolid devido principalmente ao fato de estar junto à mais bela ponte que cruza o rio Pisuerga. O terreno está localizado no final de um grande parque e marca, de alguma forma, o final e o começo da cidade. A experiência do edifício começa no exterior, com seu acesso principal e termina num interior repleto de vistas do rio Pisuerga e a cidade de Valladolid.

© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín
© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín

A medida que se aproxima da Avenida do Monasterio del Prado, a fachada oeste já se destaca no skyline da cidade: Uma parede de concreto com uma enorme claridade conceitual. A atividade ruidosa do trânsito da Avenida Salamanca é respondida com uma fachada cega que dá como resposta um silêncio massante. A limpeza da fachada é interrompida pela inserção das iniciais do edifício, [FRMP] que, já a distância, indica a função do edifício: sede da Federação Regional das Municipalidades e Províncias [de Castilha e León]. Essa 'tela de concreto' se eleva frente ao espaço urbano que articula condição a esquina da parcela, assim como ela precede a travessia do rio através da antiga ponte [Puente Colgante].

© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín
© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín

O acesso ao edifício é feito através de um plano inclinado que força o visitante a deixar pra trás a praça urbana e se dar as costas ao implacável trânsito da Avenida Salamanca. Esse plano inclinado se apresenta como um mosaico moderno no qual todos os nomes das municipalidades participantes estão gravados no pavimento do chão, evidenciando a presença de todos os membros da Sede. O acesso, se transforma então em uma caminhada através de toda a região, cidade por cidade, província por província, até as inciais de cada instituição que as representa. O acrônimo FRMP, construído de concreto branco, enquadra o acesso para o 'lobby urbano' que se transforma em um mirante para o Pisuerga River. O 'M' vira a entrada do edifício como símbolo da presença de todas as municipalidades de Castilha e León.

© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín
© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín

A subida vertical é feita dentro de um relógio. Esse relógio é também um elevador panorâmico e permite o edifício estabelecer uma comunicação visual entre pessoas que o utilizam e o pedestre que atravessa o rio por sobre a Puente Colgante. Uma viagem no tempo que não apenas se refere ao simbolismo do relógio na imagem tradicional dos edifícios públicos antigos mas também se converte num tributo vivo ao relacionamento entre tempo e movimento descrito na Teoria da Relatividade de Albert Einstein.

© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín
© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín

As três outras fachadas foram projetadas para capturar o máximo de luz natural possível parra assim criar um ambiente de trabalho iluminado. Pode se perceber no interior, graças a estrutura de concreto, um súbito silêncio que se transforma em trilha sonora dum espaço repleto de luz e envolto em  sombras transparentes e reflexos do edifício, da cidade, do rio e da ponte suspensa. Todos esses reflexos e transparências formam um efeito visual de colagem e permite os trabalhadores fazerem um contato visual entre seu ambiente de trabalho e o privilegiado entorno urbano em que o edifício está inserido. A fachada é perfurada por quatro pátios de vidro que criam uma relação mais próxima entre os trabalhadores e o Rio Pisuerga.

© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín
© José Antonio Lozano García - Marcos Cortes Lerín

O edifício não apenas resolve a esquina delicada do tecido urbano, mas também, do conceito à materialização, 'inverte' a artéria natural do Rio Pisuerga e a artéria artificial da Avenida Salamaca. A resposta desses dois antagonistas é melhor visto na concepção das elevações. A instituição é representada não apenas na presença do edifício mas também através da transparência da fachada envidraçada e a limpeza da fachada cega de concreto. A escolha dos materiais só reforça a ideia de criar um edifício que deriva em um espaço de trabalho adequado.

Corte
Corte

Ver a galeria completa

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "FRMP / A E I O U arquitectos" [FRMP publication material / A E I O U arquitectos] 02 Fev 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Alves, Jorge) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/94961/frmp-slash-a-e-i-o-u-arquitectos> ISSN 0719-8906

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.