O site de arquitetura mais visitado do mundo
i

Inscreva-se agora e organize a sua biblioteca de projetos e artigos de arquitetura do seu jeito!

Inscreva-se agora para salvar e organizar seus projetos de arquitetura

i

Encontre os melhores produtos para o seu projeto em nosso Catálogo de Produtos

Encontre os produtos mais inspiradores do nosso Catálogo de Produtos

i

Instale o ArchDaily Chrome Extension e inspire-se a cada nova aba que abrir no seu navegador. Instale aqui »

i

En todo el mundo, arquitectos están encontrando maneras geniales para reutilizar edificios antiguos. Haz clic aquí para ver las mejores remodelaciones.

Quer ver os melhores projetos de remodelação? Clique aqui.

i

Mergulhe em edifícios inspiradores com nossa seleção de 360 ​​vídeos. Clique aqui.

Veja nossos vídeos imersivos e inspiradores de 360. Clique aqui.

Tudo
Projetos
Produtos
Eventos
Concursos
Navegue entre os artigos utilizando o teclado
  1. ArchDaily
  2. Projetos
  3. Cenografia e Arquitetura: Pedro e Inês / João Mendes Ribeiro

Cenografia e Arquitetura: Pedro e Inês / João Mendes Ribeiro

Cenografia e Arquitetura: Pedro e Inês / João Mendes Ribeiro
Cenografia e Arquitetura: Pedro e Inês / João Mendes Ribeiro, © Alceu Bett
© Alceu Bett

© Alceu Bett

O cenário é marcado por uma arquitectura voluntariamente minimal: no palco vazio apenas um praticável, não um pavimento, mas algo que trabalha com o chão. Explora-se a ideia do plano horizontal e a sua intersecção tensional e direccional com os corpos dos bailarinos, desenvolvendo uma relação forte com o solo, tendo atenção a uma hierarquia de níveis e de materiais.

© Alceu Bett

Um praticável novo, de planta quadrada, elevado do palco e delimitado; um meio onde as criações existem colectivamente sem, no entanto, perderem a sua qualidade de territórios de intensidade e de representações autónomas.

© Amir Safir

Esta noção de plano horizontal, de extensão, confere-lhe também uma ideia de tempo. Mais do que delimitar o espaço para a dança, procura-se uma relação do corpo com o espaço, com o tempo e com a matéria. Perpetua-se o desejo dos bailarinos dilatarem o tempo e dominarem o espaço. Pretende-se assim questionar o espaço e as reacções que o cenário/praticável, em particular, produz.

© Amir Safir

De maneira paradoxal, transforma-se um espaço exterior – a Fonte dos Amores da Quinta das Lágrimas – para dentro do palco, limitando-o.

A cenografia apresenta a fisionomia de um contexto vivo e concreto, como a imagem ou geografia de um mundo recriado. No entanto, por muito que queiramos estabelecer uma ligação entre o cenário e a realidade física externa, o que permanece é uma ideia conceptual do mundo exterior, que se trouxe para dentro do palco para se tomar uma outra realidade. A projecção de imagens fragmentadas na parede do fundo do palco ampliam a ilusória ligação ao ambiente da Quinta das Lágrimas – as raízes fortes de uma árvore, um canavial, os reflexos da água, as rosas vermelhas.

Desenhos

O espaço em si transmite uma interpretação da realidade onde a ilusão é ainda maior pelo uso de materiais verdadeiros – a água e terra – fora de contexto. Estes materiais perdem as suas definições de substâncias rígidas para produzirem, ao longo de toda a peça, fragmentos únicos de dança – materiais pretexto para uma ideia de corpo.
É no tanque que os corpos em contacto com a água se tornam mais expressivos nos seus deslocamentos e o espaço revela-se também mais intenso. É o espaço de Pedro e Inês: um ambiente de sensualidade e de sonho que se transforma em peso da dor real.

© Amir Safir

A existência do movimento contínuo da água, ao longo de todo o espectáculo, entra no ritmo da dança e marca o tempo do espectáculo. A água a correr sublinha a dinâmica do pavimento, as linhas horizontais e direcções que se cruzam e as tensões que se produzem.

© Alceu Brett

A dimensão que a luz ganha no tanque é muito intensa, um chão de luz reflectido na água em movimento que nos contamina e nos conduz na forma de ler o espaço cénico.

Desenhos

O espaço tido como vazio enche-se. Revela-se e ganha vida pelo contacto dos corpos em movimento, evocando lugares e memórias, numa recriação do amor trágico de Pedro e Inês.

Ficha técnica:

  • Arquitetos:João Mendes Ribeiro
  • Ano: 2003
  • Endereço: Teatro Camões Lisboa Portugal
  • Tipo de projeto: Instalação
  • Status:Construído
  • Materialidade: Madeira
  • Estrutura: Aço
  • Localização: Teatro Camões, Lisboa, Portugal
  • Implantação no terreno: Isolado
  1. Sonoplastia: Bruno Gonçalves
  2. Assistente de Direcção: Francisco Rousseau
  3. Ensaiadores: Isabel Fernandes, Kimberley Ribeiro
  4. Produção: Companhia Nacional de Bailado
  5. Interpretação: Henriett ventura, Ana Lacerda, Carlos Pinillos, Didier Chazeau, Alexandre Fernandes, Andreia Pinho, Margarida Pimenta, Alba Tapia, Clare Figgins, Irina de Oliveira, Paulina Santos, Rui Alexandre, Jon Ugarriza, Ediz Erguç, Xavier Carmo, Kursat Kiliç, Pedro Mascaranhas, Freek Damen, Frederico Gameiro, Filipa Pinhão
  6. Figurinos: Mariana Sá Nogueira
  7. Selecção e Edição Musical: Olga Roriz
  8. Desenho de Luz: Cristina Piedade
  9. Fotografia: Amir Sfair Filho, Alceu Bett – Ag. Espectaculum, João Mendes Ribeiro

Sobre este escritório
João Mendes Ribeiro
Escritório
Cita: Jorge Alves. "Cenografia e Arquitetura: Pedro e Inês / João Mendes Ribeiro" 08 Jul 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/58218/cenografia-e-arquitetura-pedro-e-ines-joao-mendes-ribeiro> ISSN 0719-8906