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Centro de Exposição e Museu / Atelier Kempe Thill

Centro de Exposição e Museu / Atelier Kempe Thill
Centro de Exposição e Museu / Atelier Kempe Thill, © Ulrich Schwarz
© Ulrich Schwarz

© Ulrich Schwarz

Veenhuizen foi fundada no início do século XIX como reformatório aberto para a “desordenada classe-baixa”, com o objetivo de educar e resocializar as pessoas. Logo após a abertura do instituto, o conceito progressivo de uma sociedade reformável foi deixado. A vila foi hermeticamente fechada do mundo exterior e foi transformada numa “vila-prisão”; voluntariamente o confinamento tornou-se um cárcere. Com o passar dos anos, em toda a região de Veenhuizen, mais prisões e funções adjacentes foram construídas tornando uma grande área numa colônia de prisões.

© Ulrich Schwarz

Veenhuizen pode ser tipificada como um master plan no qual os planejamentos da cidade e da arquitetura formam um Gesamtkunstwerk. Onde numa aldeia “normal” o mercado define o centro, em Veenhuizen encontra-se um enorme presídio.
Em torno deste recinto prisional central, ao longo do sistema viário axial, muitos complexos de edifício relacionados foram construídos. Para desenvolver um conceito total, até o mais ínfimo pormenor, todos os edifícios ganharam inscrições como “trabalhar e orar”, “disciplina e ordem” ou “trabalho é vida”.

Planta pavimento térreo

Depois de uma reforma no sistema prisional muito destes edifícios clássicos permaneceram sem uma função. Para preservar o caráter único da antiga “colônia-prisão”, uma decisão foi tomada para reprogramar drasticamente os edifícios existentes. Um dos complexos transformados é o conhecido “crafts center”. Em diferentes épocas este complexo era um aglomerado de edifícios destinados a ofícios específicos onde os prisioneiros eram submetidos a trabalhos. Além disso, o “crafts cluster” recebeu um novo programa cultural e foi remodelado como um museu.

© Ulrich Schwarz

Organização limpa: origem classicista
O ‘Crafts cluster’ é parte integral do Gesamtkunstwerk Veenhuizen, que tem um status de monumento nacional. Ao longo do tempo o complexo se deteriorou além do reconhecimento através da adição de múltiplos telhados, celeiros e extensões de alvenaria. O núcleo do projeto foi a demolição estratégica de todas as partes não adequadas da construção. Esta estratégia está relacionada com a arqueologia, o objetivo deste era para limpar o prédio à sua forma original e restaurar a ideia de núcleo urbano de uma cidade ideal classicista.

© Ulrich Schwarz

Para atingir este objetivo quase 40% do edifício existente teve de ser demolida. A assistência prática para esta operação foi o fato de que grandes partes dos galpões, celeiros e telhados foram cobertos de amianto. Também a quase quinze anos o vazio havia deixado sua marca na forma de danos substanciais, escondidos pelas estruturas. No entanto depois destas conclusões a demolição do galpão mais primitivo levou para longe o prolongamento das discussões da “Comissão do Monumento”. O valor arquitetônico de todas as partes do edifício foi ponderado em função de seu valor histórico-social.

Corte 3

Na restauração o objetivo era não só o de alcançar um estado “original” dos edifícios. Ao remover todas as peças, tais como chaminés e outros detalhes, em combinação com o esquema rigoroso do local, o personagem histórico, extremamente rígido e rigoroso de Veenhuizen foi organizado para os visitantes.

© Ulrich Schwarz

Nova Cama Histórica: Os novos elementos da fachada
Depois de arrumar o “crafts cluster” como um conjunto, os edifícios separados também foram remodelados. Os edifícios foram projetados originalmente por puras causas pragmáticas, por este motivo eles perderam todo o tipo de gesto especial, que é adequado para um edifício público.
Para compensar esta falta de “grandeza”, as grandes aberturas nas paredes exteriores, que se mantiveram após a demolição, foram tomadas como ponto de partida para adicionar novos elementos de fachada. Estes reforçam a coerência entre os edifícios dentro de um plano urbanístico. Luxuosas, com quatro metros de altura, as janelas estruturais envidraçadas foram combinadas com portas de quatro metros de altura que são revestidas num vidro espelhado e mais escuro. Visto de fora os elementos da fachada, não só fecham as aberturas numa maneira puramente funcional, mas também enfatizam a monumentalidade dos edifícios existentes.

Corte 2

Através da unidade dos elementos das novas fachadas, o uso do conjunto como um museu e a sua função pública está sublinhado. O aspecto de ligação dos elementos de fachada é consolidado pela sua qualidade reflexiva, refletindo os diferentes edifícios numa infinidade de maneiras inesperadas. Desta forma, os edifícios obtêm uma forte ligação com seu entorno.

Antes e Depois

Além disso, os elementos da fachada são parte de uma estratégia para alcançar o “arranjo da história”, ao máximo. Para perceber isto, os elementos se sobrepõem a alvenaria existente como uma nova camada histórica. Desta forma, os edifícios existentes, bem como os novos elementos possuem sua autonomia e autenticidade, ao conseguirem uma forte relação. As construções de alvenaria originais estão expostas através de elementos semelhantes da fachada como uma janela de visualização.

© Ulrich Schwarz

Interior Classicista: a fábrica torna-se um museu
Também no design de interiores a estratégia de “acordo da história” foi utilizada para expor o potencial oculto e espacial. O edifício mais interessante com o maior potencial para se tornar o edifício principal público foi o “blacksmith’s working-place”. Grandes proporções, um pé direito de quatro metros de altura no térreo combinado com uma impressionante construção do telhado conjugando um grande ponto de partida para o museu. Infelizmente o edifício possuía uma pobre divisão em sua planta-baixa, com paredes estruturais no meio do espaço e um nível bloqueando a vista para o extraordinário telhado de madeira.

© Ulrich Schwarz

Para dar ao edifício a qualidade especial pertencente a um museu, o nível foi aberto ao longo da largura total do edifício ao longo de um comprimento de dez metros. Assim, a construção do telhado tornou-se visível a partir do piso térreo, dando ao edifício uma experiência especial.  Além disto, uma escada de aço monolítico liga o piso térreo ao superior.
Todo o interior é foi trabalhado de uma forma sóbria, pintado todo em branco brilhante. O piso é acabado em concreto com uma tinta branca brilhante. A aparência do interior é, apesar das mudanças estruturais, deliberadamente, tratada de uma forma homogênea que faz a síntese entre o novo e o histórico.

© Ulrich Schwarz

Todo o projeto foi concebido de acordo com a estratégia de “história arranjada”. O complexo do edifício histórico não é simplesmente mostrado, mas conta em si uma história com os elementos da arquitetura. Todos os meios utilizados: a limpeza, a nova camada e a haste classicista dos interiores, dão a convicção de que não as quebras históricas, mas sim a continuidade é importante.

Cortesia do GLP, escritório de arquitetura.

Ficha técnica:

  • Arquitetos:Atelier Kempe Thill
  • Ano:
  • Área do terreno: 5200 m²
  • Endereço: Oude Gracht 4, 9341 AB Veenhuizen Holanda
  • Tipo de projeto: Cultural
  • Operação projetual:Revitalização
  • Status:Construído
  • Materialidade: Pedra e Madeira
  • Estrutura: Madeira
  • Localização: Oude Gracht 4, 9341 AB , Veenhuizen, Holanda
  • Implantação no terreno: Isolado

Equipe:

  1. Arquitetos: Atelier Kempe Thill
  2. Equipe de Projeto:  André Kempe, Oliver Thill, David van Eck with Teun van der Meulen, Cornelia Sailer, Sebastian Heinemeyer, Kingman Brewster, Jeroen Heintzbergen, Takashi Nakamura
  1. Cliente: VROM Rijksgebouwendienst (Building service Dutch Government), Branch / Vestiging
  2. Orçamento: € 1,90 mi. (excl. VAT)

 

Cita: Victor Delaqua. "Centro de Exposição e Museu / Atelier Kempe Thill" 09 Jun 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/53129/centro-de-exposicao-e-museu-atelier-kempe-thill> ISSN 0719-8906