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Centro Dehoniano / Nuno Valentim

Centro Dehoniano / Nuno Valentim
Centro Dehoniano / Nuno Valentim, © João Ferrand & Mariana Themudo
© João Ferrand & Mariana Themudo

Reabilitação e Ampliação de Edifício dos Anos 30

© João Ferrand & Mariana Themudo

O projecto  geral consistiu na reabilitação de uma habitação unifamiliar dos anos 30 na Avenida da Boavista. Surgiu como resposta não somente às necessidades de reabilitação do edifício, mas também à inevitável revisão programática e funcional que uma residência para uma comunidade de sacerdotes e estudantes de teologia requer.

© João Ferrand & Mariana Themudo

O edifício está localizado em área classificada, seja como “Imóveis em Vias de Classificação” no limite do “Conjunto Urbano constituído por prédios da Avenida da Boavista e da Avenida Marechal Gomes da Costa”, seja no limite na área de protecção do “Casal de Santa Maria ou Parque de Serralves”. Apesar desta localização bastante periférica relativamente ao núcleo dessas classificações, interpretámos como fundamentais e relevantes na qualidade deste edifício: a implantação autónoma dos limites do terreno proporcionando quatro frentes à semelhança do conjunto de edifícios em que está inserido; a volumetria claramente relacionável e enquadrada no alinhamento das mesmas construções a poente até à Avenida Marechal Gomes da Costa;

Planta pavimento 0

o seu sentido de composição arquitectónica, nomeadamente a relação luz/sombra, a sequência de varandas como extensão natural dos espaços interiores e pretexto de fragmentação da volumetria, a clareza de sucessão dos espaços interiores espelhados no exterior através da frequência e do tipo de aberturas, e finalmente os elementos Português Suave como as portadas, beirais, cornijas, floreiras e arcos.

© João Ferrand & Mariana Themudo

Sobre o estado de conservação da preexistência, refira-se que a construção terá sofrido intervenções sucessivas adulterando principalmente o seu interior. No exterior apresentava sinais de degradação e descaracterização que tornavam urgente a intervenção. Estes últimos estavam bem patentes no tardoz, concretamente no acrescento em betão da cave, na pavimentação aleatória do logradouro, nos anexos construídos ou na caixilharia de alumínio introduzida na fachada à Avenida da Boavista.

Apesar da descaracterização de alguns elementos no edifício e logradouro, a base estrutural e compositiva originais fundaram a renovação incorporando valores identificados na preexistência.

© João Ferrand & Mariana Themudo

Procurou-se remodelar a casa existente devolvendo-lhe atributos entretanto perdidos: restituir a presença de luz natural a atravessar o edifício, proporcionar um uso alargado das varandas articulado com circulações (e não apenas destinado a um espaço que lhe é contíguo) e racionalizar as prumadas e caminhos infraestruturais. Estes aspectos foram enquadrados naturalmente numa reabilitação construtiva que resolvesse as patologias que o edifício apresentava mas nunca transfigurando a base estrutural e compositiva original – todas as alvenarias estruturais de pedra e elementos em betão originais foram mantidos e integrados nos novos usos dos espaços a reconfigurar. Refira-se que os Donos da Obra, quando confrontados com o estudo volumétrico esboçado para a ampliação da casa e conscientes do seu valor patrimonial, concordaram em reduzir sucessivamente o programa preliminar a um mínimo indispensável ao cumprimento dos seus objectivos para o Centro.

© João Ferrand & Mariana Themudo

Julgamos que a proposta é clara na tradução destas ideias: a pendente natural do terreno permitiu incorporar a extensão do piso da cave. Recortado neste plano que nasce do solo mas que também se torna tecto, surge o pátio central de planta quadrada, recordando um claustro, que definitivamente inverte a anterior ausência de luz natural deste piso térreo. Para este espaço abrem-se os novos quartos dos estudantes, cada qual com a sua cor, sinal exterior da diversidade de cada um.

Cortes 2

Procedeu-se também à indispensável substituição dos anexos por um segundo piso de quartos que parte da duplicação do muro limite a sul do logradouro – solução que resolve a indiscriminada implantação das construções degradadas aí existentes, criando um primeiro plano relativamente à caótica envolvente próxima desta área.

Refira-se por fim a Capela, centro da casa e lugar de encontro da comunidade: espaço que acolhe cada membro, na cor de cada banco (que espelha a cor de cada quarto),

Ficha técnica:

  • Arquitetos:Nuno Valentim e Frederico Eça Arquitectos
  • Ano: 2002
  • Área construída: 991,3 m²
  • Área do terreno: 940 m²
  • Endereço: Avenida da Boavista 2423 Porto Portugal
  • Tipo de projeto: Institucional
  • Operação projetual:Ampliação
  • Status:Construído
  • Materialidade: Concreto e Madeira
  • Estrutura: Concreto
  • Localização: Avenida da Boavista 2423, Porto, Portugal
  • Implantação no terreno: Isolado

Equipe:

  1. Arquitectura: Nuno Valentim Lopes, Frederico Eça
  2. Colaboradores: Joana Sarmento, Margarida Ramos, Pedro Costa, Nuno Borges
  3. Consultoria de Design: Luís Mendonça
  4. Arranjos Exteriores: Carlos Maia e Marta Labastida
  5. Especialidades: Prof. Eng. Vasco Peixoto de Freitas; Rodrigues Gomes e Associados; Engº João Miguel Bastos
  6. Gestão de Projecto e Fiscalização: Domingos Sousa Coutinho / FROSA
  7. Empreiteiro geral: Empripar
  8. Fotografia: João Ferrand & Mariana Themudo
  1. Dono da Obra: Província Portuguesa do Sagrado Coração de Jesus
  2. Construção: 2011

Sobre este escritório
Cita: Jorge Alves. "Centro Dehoniano / Nuno Valentim" 04 Jun 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/52157/centro-dehoniano-nuno-valentim> ISSN 0719-8906

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