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Cenografia e Arquitetura: A Sesta / João Mendes Ribeiro

Cenografia e Arquitetura: A Sesta / João Mendes Ribeiro
Cenografia e Arquitetura: A Sesta / João Mendes Ribeiro, © Rodrigo César
© Rodrigo César

© Rodrigo César

OR Mala-Mesa + 2 Bancos

O objecto Mala-Mesa relaciona-se estreitamente com a “Caixa-Mala” de Marcel Duchamp, concebida como um museu transportável. Esse objecto, que se desdobra e transforma em mesa, e que contém dois bancos no seu interior, concilia a ideia de máquina precisa com a ideia de caixa de surpresas.

© Patrícia Almeida

O objecto cénico situa-se, portanto, numa fronteira entre a abstracção, a funcionalidade e uso do espaço, próprio da arquitectura racionalista, e a evocação, utilizando códigos antagónicos dentro do mesmo objecto, no contexto de uma clara referência às premissas da condição pós-moderna. Nesse sentido, como refere Ana Tostões, põem-se “em relação duas aproximações aparentemente inconciliáveis: Por um lado, um sentido abstracto e minimal e, por outro, uma forte carga expressiva, mesmo dramática”, que denuncia, quer uma leitura atenta do texto, quer uma vontade de empatia e de relação com os espectadores.

© Rodrigo César

É esta justaposição de duas concepções divergentes – uma de génese moderna e funcionalista, cuja paroxismo é Mies van der Rohe, e outra eminentemente simbólisestaca, mais próxima da leitura pós-moderna instituída por Robert Venturi – que permite introduzir nos objectos “puros” e abstractos, a noção de habitabilidade, tornando-os contentores espaciais, complexos e “híbridos”, conotados com manifestações e usos do quotidiano.

© Rodrigo César

Ou seja, os dispositivos cénicos envolvem a ideia de objecto-máquina e, simultaneamente, são veículos de significado, ligando linguagem e memória. A contradição entre funcionamento e significado, reconhecida nestes objectos, gera tensão positiva na acção teatral, ao aproximar manifestações historicamente tomadas como contrárias.

© Rodrigo César
Croquis

Sinopse: A SESTA  / Um filme de Olga Roriz

  • Cinco viajantes à procura de um lugar perfeito, paradisíaco…
  • O lugar onde o momento se faz repasto para mitológicos deuses.
  • Malas e mais malas que se transformam em longas mesas.
  • Mesas e mais mesas… Postas. Cheias.
  • A comida a transbordar pelos cantos da toalha. O vinho derramado.
  • A gula de garfo e faca, de goelas abertas e mãos sujas.
  • Pratos que voam e se suspendem no ar como pássaros.
  • Tudo às avessas como o próprio tempo. Tudo parado. Quebrado até ao silêncio.
  • Essa intimidade de um Olimpo perdido no sono profundo da nossa imaginação.

  • Olga Roriz
© Rodrigo César
© Rodrigo César

Ficha técnica:

Equipe:

  1. Design: João Mendes Ribeiro
  2. Edição e Produção: ZTDA
  3. Comercialização: XM
  1. Projecto cénico para A Sesta, no Palácio da Indústria, em Praga, 14 Junho de 2007.
  2. Concepção e Realização: Olga Roriz
  3. Peças Cenográficas: João Mendes Ribeiro
  4. Produção: Companhia Olga Roriz, Direcção-Geral das Artes
  5. Fotografia: Rodrigo César

 

 

 

 

Sobre este escritório
Cita: Jorge Alves. "Cenografia e Arquitetura: A Sesta / João Mendes Ribeiro" 27 Mai 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/50897/cenografia-e-arquitetura-a-sesta-joao-mendes-ribeiro> ISSN 0719-8906

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