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Concurso de Estudantes | 9ª Bienal 2011 – Praça da Bandeira: Costurando o Vale / André Romitelli, Dimitri Iurassek, Joice Jubilato, Paulo V. Almeida e Victor Calixto

Concurso de Estudantes | 9ª Bienal 2011 – Praça da Bandeira: Costurando o Vale / André Romitelli, Dimitri Iurassek, Joice Jubilato, Paulo V. Almeida e Victor Calixto
Concurso de Estudantes | 9ª Bienal 2011 – Praça da Bandeira: Costurando o Vale / André Romitelli, Dimitri Iurassek, Joice Jubilato, Paulo V. Almeida e Victor Calixto, Imagem cortesia dos autores
Imagem cortesia dos autores

O projeto foi premiado no Concurso de Estudantes | 9ª Bienal Internacional de Arquitetura 2011 – Categoria: Destaque – Praça da Bandeira: Costurando o Vale .

“Mas a cidade não é feita de pedras, é feita de homens. Não é a dimensão de uma função, é a dimensão da existência.” – Marsilio Ficino

A cidade dos homens é complexa em sua metafísica, não restrita à dimensão da concretude de seus edifícios. Paredes cegas não transmitem o significado de uma cidade que transita entre 18 milhões de habitantes que são, na verdade, a essência dessa concretude.

Implantação

A São Paulo, de fato, aparece somente como cenário para as interações entre os que agregam significado a tal infinidade de massas e, portanto, seu traçado fluido é como um vulto atravessando uma cortina transparente: o cenário em constante mudança, sua aparência determinada por um fluxo, descortinado pela presença ou ausência dos que nela vivem, e que nela agregam significados.

Área de Influência

Um edifício habitacional independe de suas portas para exercer sua função, necessita dos habitantes para abri-las. Uma biblioteca repleta de livros não suporta seu significado a não ser que tenha leitores suficientes para esvaziar suas estantes. Um monumento não é feio nem belo sem o olhar do que transita e faz a cidade significar. Assim, portanto, a cidade e o cidadão estão intrinsecamente conectados nesse diálogo entre existências dependentes.

Vistas do projeto

Em sua essência, tal diálogo se estende em uma dinâmica de fluxos e contra fluxos, em uma relação entre a estática edificada e o movimento vivido. O cidadão enclausura-se aflito com as 26.085 vidas tiradas a cada ano em virtude do precário acesso a recursos básicos, desigualdade e conseqüente violência. O cidadão recusa viver a cidade que afugenta o cidadão de seus espaços públicos, jogando os logradouros, marquises, parques e praças no conseqüente ostracismo e seu esvaziamento de público – e de significado.

Cortes

Como cidadãos, convivemos com a necessidade de conectar os pontos que preenchem as necessidades de nossas vidas frugais. Escola. Trabalho. Faculdade. Mercado. Shoppings. Igreja. Casa. Hospital. As vidas passam a ser um retalho de pontos dispostos no plano da cidade e conectados simplesmente pelo traçado mais curto e eficaz, despido de significado, assim como se figura todo o resto da cidade. A cidade dos fluxos. Noticia-se a congestão da cidade, dia após dia atingindo níveis de crescente quilometragem e criando permanências forçadas na cidade, estáticas desinteressantes para o cidadão. O contra fluxo tampouco interessa a cidade.

Diagramas

Vazias, às praças resta o descaso da administração pública de uma cidade focada na pavimentação de suas vias. O centro abriga como representante dessa congestão a Praça da República. A bas font paulistana, a praça adquiriu no passado formalidade, significados e programas que a conformavam como um “espaço de paz”, assim como uma praça deve ser. Em meio à congestão surge o vazio que suporta a vivência na cidade. Seu programa contava com o Teatro de Alumínio, e passeios ajardinados. Deste, restaram suas autopistas coletoras que conectam e integram os ônibus que passeiam entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, pontos de ônibus acobertados pelo Teatro da Congestão. Da praça, só resta a Bandeira.

Lâmina de Apresentação Bienal

A sombra da praça que ali existiu, permanece como fumaça em um plano elevado ao importante Terminal Bandeira. A fumaça se confunde com o rastro dos que chegam que ficam e que vão. E a intervenção na Praça da Bandeira propõe concretizar uma permanência a partir da memória deixada por esses caminhos que se cruzam.

Imagem cortesia dos autores

A existência torna-se a passagem entre o plano que flui e o que permanece. A memória retomada pode ser sempre razão que condensa e transforma um obstáculo em espetáculo. A intersecção em diversos níveis e o movimento continuo nas camadas agora dispostas sobre as guias do terminal confluem em um nível elevado que traduz justamente os encontros,e permite, que de fato eles se tornem possíveis.

Ficha técnica:

Equipe:

  1. Estudantes: André Romitelli, Dimitri Iurassek, Joice Jubilato, Paulo Victor Almeida e Victor Calixto
  2. Professor Orientador: Luiz Benedito de Castro Telles
  1. Instituição de Ensino: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Sobre este autor
Joanna Helm
Autor
Cita: Joanna Helm. "Concurso de Estudantes | 9ª Bienal 2011 – Praça da Bandeira: Costurando o Vale / André Romitelli, Dimitri Iurassek, Joice Jubilato, Paulo V. Almeida e Victor Calixto" 13 Fev 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/30647/concurso-de-estudantes-9a-bienal-2011-praca-da-bandeira-costurando-o-vale-andre-romitelli-dimitri-iurassek-joice-jubilato-paulo-v-almeida-e-victor-calixto> ISSN 0719-8906