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Sticky Fingers / Rue Royale Architectes

  • 19:00 - 12 Abril, 2014
  • Traduzido por Camilla Sbeghen
Sticky Fingers / Rue Royale Architectes
Sticky Fingers / Rue Royale Architectes, © Erick Saillet
© Erick Saillet

© Erick Saillet © Erick Saillet © Erick Saillet © Erick Saillet + 13

  • Arquitetos

  • Localização

    4 Rue Sylvain Simondan, 69009 Lyon, França
  • Escritório de Desenho Técnico

    BETREC (contabilidade, estrutura), PHILAE (fluídos), Génie Acoustique (acústica), STARACE (acústica),
  • Área

    2094.0 m2
  • Ano do projeto

    2013
  • Fotografias

  • Coordenação

    SACVL
  • Contratante

    COPLAN Rhône-Alpes
  • Inspeção Técnica

    SOCOTEC
  • Segurança e Saúde

    Veritas
  • Área Geral

    2,380 m2
  • Centro de Jovens

    828 m2
  • Centro Social

    310 m2
  • Creche

    456 m2
  • Áreas Comuns

    500 m2
  • Mais informações Menos informações
© Erick Saillet
© Erick Saillet

Descrição enviada pela equipe de projeto. Um centro social, cultural e esportivo em Saint-Rambert, Lyon, França.

O fato de que o projeto tenha o nome de um célebre álbum de música de rock não é somente uma alusão musical, mas sim uma referência direta a sua forma. Na aparente simplicidade das três estruturas de madeira sobre um pedestal, esse centro social, cultural e esportivo deu lugar a diferentes complexidades, tanto em sua construção como em suas funções. Com uma superfície de mais de 2 mil metros quadrados, conta com uma creche, um dojo, sala para música, arte e informática, equipamentos para jovens e um centro social. Foi desenhado para ser utilizado por pessoas de todas as idades, em uma sutil mistura de reciprocidade e intimidade.

Corte 1
Corte 1

Além de suas diferentes funções e utilizações, o edifício se encontra em um entorno muito especial, como um ponto de articulação em uma malha urbana diversificada. Interligado em uma ladeira pronunciada,  ele introduz à paisagem e à vida vegetal novos caminhos, com um sentido de leveza sem esforço.

Um projeto urbano
Um projeto paisagístico
Um projeto arquitetônico
Um projeto social

© Erick Saillet
© Erick Saillet

Um projeto urbano

O bairro de Saint-Rambert está situado na esquina noroeste do distrito 9 de Lyon, junto a residência Monts d'Or. Dois fenômenos conseguintes caracterizam a zona em que se encontra Sticky Fingers. Para começar, seu estilo heterogêneo de urbanização, em sua maioria composto por residências, consequência das fazendas do século 19, blocos de 1960 e empreendimentos recentes. Nesse lugar encontra-se a íngreme ladeira, que fez com que fossem necessários muros de contenção, como frequentemente pode-se encontrar na localidade. A exuberante vegetação acompanha o recém colonizado, campo.

Planta Geral
Planta Geral

Como propriedade da Société d'Aménagement et de Construction de la Ville de Lyon(SACVL), o edifício forma parte de um plano de requalificação urbana maior, projetado por Thierre Roche e a empresa paisagista Hors Champs. Cinco edifícios foram demolidos para dar lugar à ela.

O edifício localiza-se no meio de uma curva no caminho, que lhe conferiu um alto grau de visibilidade em todos os lados.

© Erick Saillet
© Erick Saillet

Os arquitetos queriam que o caráter arquitetônico do projeto fosse o mais leve, baixo e discreto possível que encaixasse com a ladeira em vez de agregar plataformas artificiais criadas com o propósito de urbanizar massivamente. Situado em uma das áreas, ele toma lugar de um dos edifícios que foi demolido. Entre as grandes propriedades da burguesia e lares menores, o centro respeita a escala urbana os espaço, o reequilíbrio das forças em jogo e a criação da "boa vizinhança".

No lado leste do terreno, existe uma série de escadas que conduzem a um pequeno bosque. Elas vinculam as partes superiores e inferiores do bairro atravessando os amplos terraço do projeto.

© Erick Saillet
© Erick Saillet

Um projeto paisagístico

A vegetação desse projeto, recentemente urbanizado, é exuberante, incluindo antigas e finas árvores que se harmonizam com o edifício. Inspira-se e funde-se com a natureza de forma que os sucessivos estratos abraçam a ladeira, mas também, os materiais utilizados e a melhoria da paisagem.

Com sua arquitetura "fugaz", a forma em que se adapta a ladeira (incluindo a incorporação dos espaços maiores na colina), seu respeito pelas distintas vistas e os nexos faz com que a paisagem circundante seja considerada no projeto. A escolha dos materiais - concreto e madeira - provém do objetivo da integração. O concreto faz alusão aos muros de pedra vizinhos e a madeira é o material mais "amigo da natureza". Com o tempo o revestimento de madeira adquirirá um tom mais cinza, entoando de forma mais direta com seu entorno.

© Erick Saillet
© Erick Saillet

Manutenção e desenvolvimento das propriedades no local, e a criação de continuidades na vegetação eram os objetivos principais do desenho. A cobertura foi projetada de uma maneira que dará ao edifício pouco a pouco um forte tom verde. E o bosque ao leste está sendo incrementado com o plantio de mais árvores pertencentes às variedades já existentes.

Planta baixa - Térreo
Planta baixa - Térreo

Um projeto arquitetônico

O edifício é uma espécie de iceberg, em que somente uma parte é realmente visível. A ambição principal era harmonizar-se com a ladeira e respeitar o meio ambiente, o que significava enterrar grandes espaços que estavam destinados para as diferentes atividades, de forma que os pequenos volumes de madeira são tudo que emerge. A luz natural entra através de grande pátios abertos. Nessa lógica de ocultação máxima, a parte norte do local é um talude coberto de vegetação.

O pedestal é de concreto de cor escura que coincide com as paredes vizinhas. Brinca-se com o contraste das três estruturas de madeira clara e suas horizontais e refinadas formas. 

© Erick Saillet
© Erick Saillet

O projeto se baseia nos passos que se executam ao longo de sua face leste e abraçam a ladeira, que está a 11 metros de altura, enquanto que os distintos caminhos entre o espaço público e o novo edifício criam espaços intermediários divididos para outros usos. Existe um espaço multifuncional que leva a um grande terraço orientado ao sul, e os espaços destinados para a música e arte também contam com discretas vistas sobre as escadas de madeira no lado leste.

A cobertura é um aspecto importante para a construção, está integrado a ladeira e é visível desde a maioria dos ângulos. O teto das três unidades de madeira, igual que o das fachadas, são de madeira de lariço e oculta o equipamento técnico instalado na cobertura, em contraste com a paisagem.

Corte 2
Corte 2

Teve-se um cuidado especial no tratamento interior, devido a sua grande variedade de ambientes. Uma palheta de cores deliberadamente neutras foi adotada para os pisos e paredes, diferentemente da creche e do átrio. A cor vermelha foi eleita para as crianças maiores e verde para as mais pequenas. O resultado é um ambiente alegre e estimulante. O mobiliário para a creche foi desenhado em sua totalidade pelos próprios arquitetos, para ser ergonomicamente adequado para as crianças.

A acústica é sempre um elemento importante de um edifício frequentado por grandes quantidades de pessoas, e na sala de música foi posto um cuidado especial. Uma laje dupla de concreto com uma camada de isolamento acústico no meio evita a transmissão do som, e produz o efeito absorvente de uma "caixa dentro de uma caixa".

© Erick Saillet
© Erick Saillet

Um projeto social

O edifício em si é um equipamento social em termos de sue programa, as decisões fundamentais que foram tomadas e a relação com seu espaço circuncidante. É um centro para o bairro que oferece uma série de atividades sociais, junto a instalações culturais e esportivas para os jovens. Existe a creche,o dojo,  o espaço multifuncional, a sala de atividades, o estúdio de dança, salas para arte e música e uma área administrativa. Foi substituído o clube juvenil e o centro social que anteriormente aconteciam no edifício.

A ideia de justapor os programas em vez de separá-los levou a certas complexidades em relação a gestão dos fluxos, as vistas, as entradas e os intercâmbios. Ao final, essa justaposição demonstrou sinergia, enquanto que também proporciona espaços para todos os interesses. O objetivo era reunir os diferentes grupos e organizar atividades em distintos momentos, de forma que o edifício funcione durante todo o dia como um unificador, uma força vital através de toda uma zona residencial.

Planta Baixa - Primeiro Pavimento
Planta Baixa - Primeiro Pavimento

Mas, também é através da sua implantação, seu caráter arquitetônico e urbanístico que o projeto expressa uma postura social. Abre-se aos seus usuários, a população local em geral e ao seu entorno. Cria vínculos e potenciais ao abrir-se as perspectivas com respeito, discrição e bom gosto.

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Rue Royale Architectes
Escritório
Cita: "Sticky Fingers / Rue Royale Architectes" [Sticky Fingers / Rue Royale Architectes] 12 Abr 2014. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/188519/sticky-fingers-slash-rue-royale-architectes> ISSN 0719-8906