Museu do Tapete de Arraiolos / CVDB arquitectos

Museu do Tapete de Arraiolos / CVDB arquitectos

© Fernando Guerra |  FG+SG© Fernando Guerra |  FG+SG© Fernando Guerra |  FG+SG© Fernando Guerra |  FG+SG+ 20

  • Equipe De Projeto:João Falcão, Joana Barrelas, Hugo Nascimento, Rodolfo Reis, Ângelo Branquinho, Laura Palma, Inês Carrapiço, José Maria Lavena, Ariadna Nieto e Miguel Traveso
  • Engenharia:AFAconsult
  • Paisagismo:F&C Arquitectura Paisagista
  • Consultor Na ärea Da Reabilitacao:Prof. Arq. José Aguiar
  • Custo :1.000.000,00 €
  • Client:Câmara Municipal de Arraiolos
  • Arquitetos Responsáveis:Cristina Veríssimo, Diogo Burnay, Tiago Filipe Santos
  • Cidade:Arraiolos
  • País:Portugal
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Floor Plan 0
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Descrição enviada pela equipe de projeto. A Praça Lima e Brito, em Arraiolos, é considerada um pólo de dinamização social e cultural. A criação do Museu do Tapete de Arraiolos (C.I.T.A.) vem contribuir para a consolidação da praça como espaço público de referência no tecido urbano da cidade.

© Fernando Guerra |  FG+SG
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A nova intervenção arquitectónica baseia-se numa abordagem contemporânea, orientada por estratégias selectivas, que propõe um edifício restaurado e reorganizado de forma a responder adequadamente às exigências funcionais do programa e a todas as necessidades e tecnologias inerentes ao uso museológico. A proposta integra um percurso expositivo coerente e contínuo que torna clara a “mostra” de arte do Tapete de Arraiolos.

© Fernando Guerra |  FG+SG
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A reabilitação do edifício existente inclui a construção de um corpo novo, justaposto ao edifício principal. O alçado deste corpo é revestido a chapa metálica perfurada, pintada de cor branca. A perfuração circular e de dimensões variadas reproduz um padrão típico de um tapete de Arraiolos. O corpo novo distingue-se do edifício existente pela adopção de uma linguagem arquitectónica contemporânea. Na fachada tardoz, é também acrescentado um volume, correspondente a um núcleo de escadas de emergência. A escada é revestida a chapa metálica distendida, permitindo alguma transparência e desmaterialização do corpo. Na fachada do edifício existente voltada para a praça, que integra o acesso principal, é mantida a linguagem antiga, respeitando-se a sua importância para a memória colectiva da cidade. As cotas principais de cada piso foram mantidas, tendo sido criadas lajes elevadas em pleno em determinadas salas, de forma a ser possível circular de nível ao longo dos diversos espaços do edifício, garantindo-se a acessibilidade total ao percurso expositivo.

© Fernando Guerra |  FG+SG
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Conceptualmente, o programa é organizado a partir de um eixo central de acesso e distribuição que nasce na recepção/átrio de entrada e segue para o átrio de distribuição expositivo, a partir do qual se cria uma rótula de ligação às três principais áreas do programa público : exposição temporária/auditório (piso 0), exposição permanente (piso 1) e centro de documentação (piso 0). O átrio de distribuição expositivo, com duplo pé-direito e tecto abobadado, é considerado o “coração” do edifício, interligando física e visualmente diversos espaços. O átrio de distribuição inclui umas escadas públicas de acesso ao piso superior e um elevador, desenhados de forma integrada no espaço existente. A escada de aparência leve e em suspensão, permite a relação visual com uma zona de passagem interior para as áreas privadas de trabalho. O átrio de distribuição é caracterizado pela presença de um “púlpito” que se projecta ao nível do piso superior, possibilitando um olhar sobre o átrio. Este espaço integra ainda três janelas no piso superior que potenciam a relação visual enquadrada entre diversos espaços do C.I.T.A. nos dois pisos.

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© Fernando Guerra |  FG+SG
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No piso térreo, é proposto um pátio que possibilita a comunicação visual e física entre área pública (sala multimédia) e área de trabalho (oficina de restauro/laboratório). No piso térreo, são revelados os tectos existentes que têm particular interesse arquitectónico, como a abóbada sobre o átrio de entrada. O tecto do auditório/sala de exposições temporárias, constituído por vigas metálicas à vista, e baseia-se na reinterpretação do sistema estrutural existente (laje abobadada de estrutura mista). O piso superior do edifício integra a totalidade da exposição permanente do C.I.T.A., disposta ao longo de diversas salas e segundo um percurso contínuo em “loop”. No piso superior, a proposta tem uma acção mais contemporânea e visa uma nova concepção das coberturas.

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Localização do Projeto

Endereço:Arraiolos, Portugal

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Sobre este escritório
Cita: "Museu do Tapete de Arraiolos / CVDB arquitectos" [Tapestry Museum / CVDB arquitectos] 04 Fev 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/01-174218/museu-do-tapete-de-arraiolos-slash-cvdb-arquitectos> ISSN 0719-8906

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