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MUSE / Renzo Piano

MUSE / Renzo Piano
MUSE / Renzo Piano, © Shunji Ishida
© Shunji Ishida

© Alessandro Gadotti © Enrico Cano © Stefano Goldberg © Enrico Cano + 20

Descrição enviada pela equipe de projeto. O local do projeto se estende desde a linha ferroviária e o Palazzo delle Albere, na Via Monte Baldo, até a margem esquerda do Rio Adige. Esta área tem um potencial extremamente elevado, mas é limitada entre duas barreiras físicas e psicológicas para o leste e oeste: a estrada de ferro, separando a área do centro histórico, próxima à cidade e a Via Sanseverino, que atua como um limite urbano entre a própria área e o ambiente natural do rio.

O projeto é destinado principalmente à reintegração da paisagem urbana existente explorando a relação do local com o rio, fazendo melhor uso de seus recursos naturais.

O objetivo secundário do projeto é urbanizar essas localidades, que, por razões sociais e culturais tornaram-se marginalizadas em relação ao resto da cidade, com a inclusão de uma gama de diferentes estruturas (tais como residências, edifícios de escritórios, comércios, espaços culturais, centros de conferência e áreas de lazer) e concentrando seus volumes em apenas um setor da área, a fim de liberar espaço suficiente para um grande parque.

(...) Este novo bairro é caracterizado principalmente pelo seu tecido urbano inovador, que possui uma hierarquia dimensional específica de estradas, caminhos, praças e espaços abertos. A Via Sanseverino e a Via Monte Baldo fornecem o acesso rodoviário ao local.

© Enrico Cano
© Enrico Cano

Este novo tecido urbano também é relativamente livre de trânsito. Ele está restrito a moradores, táxis e transportes públicos e oferece inúmeras passarelas que serpenteiam nos pátios de certos complexos de edifícios.

O novo bairro, portanto, oferece uma atmosfera de locais de convívio, espaços abertos, locais de trabalho e áreas de comércio, onde as pessoas podem facilmente se locomover a pé e explorar o grande número de pontos de reunião neste ambiente muito variado.

© Enrico Cano
© Enrico Cano

As principais vias leste-oeste que atravessam o talude ferroviário, a fim de unir o novo esquema viário com o do tecido urbano existente, são alinhados ao longo de toda a sua extensão por duas fileiras de árvores, e conduzem diretamente à área do parque, nas margens do rio Adige, onde são esperados que surjam os centros culturais e de lazer. De acordo com os planos que já foram estabelecidos pelo Conselho da Cidade, será necessária a construção de novos viadutos ferroviários para veículos e pedestres, para tornar esta conexão física e visualmente viável.

Os volumes de construção foram calculados com base em uma análise cuidadosa do centro histórico da cidade de Trento, bem como a maneira pela qual as diferentes atividades ocuparão os próprios espaços urbanos e as proporções entre a largura das ruas e as alturas dos espaços urbanos dos edifícios circundantes. Na verdade, devido à altura, a cadência e a escala dimensional dos próprios edifícios, que são comparáveis ​​aos do centro histórico da cidade e as estruturas industriais existentes, o projeto favorece a interpretação horizontal da relação entre os novos edifícios e espaços abertos previstos pelo projeto.

© Enrico Cano
© Enrico Cano

Toda a nova área contará com edifícios de 4 a 5 andares, com plantas em linha ou com pátio, juntamente com a presença de dois "objetos especiais", servindo como pontos de agregação em todas as horas do dia, tanto para o complexo de residentes, como para o restante da cidade.

O Sistema de Energia

O projeto tem como objetivo explorar as peculiaridades do local em relação às características específicas da sua paisagem e entorno natural. Por conta de sua extensão e da quantidade de construção envolvida, o projeto é perfeitamente adequado para uma abordagem pela qual será inserido harmoniosamente dentro de seu entorno ambiental, enquanto que ao mesmo tempo explora uma série de elementos disponíveis. Por esta razão, concebemos um sistema de energia elétrica centralizada que, em termos de economia em escala, irá otimizar os recursos do novo distrito e reduzir seus custos operacionais.

Diagrama
Diagrama

Este conceito deu origem à ideia de uma única estação de energia, localizada além dos limites do próprio complexo na margem direita do rio Adige, que irá distribuir e recuperar a energia de cada setor, graças a um encanamento principal subterrâneo que corre ao longo do eixo norte-sul. Esta rede terá um único ponto de entrega no subterrâneo de cada setor da edificação.

Este sistema, composto de uma única estação de força centralizada e de várias subestações remotas, permitirá que os maquinários e utilitários sejam concentrados localmente, otimizando custos e garantindo um impacto ambiental limitado. Além disso, o sistema será reforçado pelo projeto de economia de energia de cada edifício, cujos layouts e construções garantirão os mais elevados padrões em termos de isolamento e perdas de calor.

© Enrico Cano
© Enrico Cano

O Sistema de Águas

Um dos temas adicionais do projeto é a presença da água na área do parque. Para este fim, um dos principais objetivos desde o início foi trazer a cidade de Trento mais próxima de sua artéria principal: o Rio Adige.

Croqui
Croqui

O centro histórico da cidade foi privado desta proximidade desde meados do século XIX, quando o rio foi redirecionado pelos austríacos para drenar os pântanos e construir a ferrovia. Além de afastar fisicamente o rio da cidade em si, essas obras também aumentaram o gradiente médio do rio e a velocidade da água, bem como suas variações no nível da água ao longo das diferentes estações do ano. Como resultado, a proximidade da área da região Ex-Michelin ao rio hoje é meramente psicológica, como o fluxo de água corrente, o qual é caracterizado por períodos de inundação inesperadas, impedindo que ele seja utilizado para qualquer benefício real.

© Enrico Cano
© Enrico Cano

Este enfoque específico sobre as questões e os problemas associados com a presença do rio levou à idéia de incluir um sistema de canais dentro do próprio projeto. Estes canais irão percorrer a área de norte a sul, alimentando os dois corpos d'água em que as estruturas dedicadas a funções públicas parecem "flutuar." O sistema de água, portanto, prevê uma série de diferentes funções recreativas e tecnológicas, com tanques atuando como reservatórios para os sistemas de prevenção de incêndios e irrigação, e ainda servindo como um sistema de controle de cheias para o rio Adige. Além disso, o sistema de água ainda vai servir uma função cultural importante graças à rede de vias informativas a serem construídas ao longo das margens dos próprios canais, que serão utilizadas pelo Museu da Ciência de estudos sobre temas científicos específicos.

O Sistema Público de Parques

O parque público representa o terceiro grande tema do projeto. O sistema de conexão, que é composto por fileiras de árvores que compõem a espinha dorsal do projeto no eixo leste-oeste, serve como um elemento unificador para os três protagonistas principais do projeto: a paisagem existente urbana, o novo bairro e o parque ribeirinho além das altas árvores ao longo das estradas e caminhos, o verde também será composto por outras árvores de estatura média, formando matas mais densas e mais sombrias, e também com um número de exemplares monumentais, algumas das quais já presentes no local.

Implantação
Implantação

Árvores também serão encontradas em uma área gramada, que se estenderá desde a frente dos edifícios e as margens do rio, do outro lado da Via Sanseverino e do Palazzo delle Albère, até a Via Monte Baldo. Esta enorme área do parque será totalmente equipada, inteiramente disponível para atividades ao ar livre, recreação ou relaxamento, um lugar em que os únicos elementos decorativos serão as flores semeadas misturadas com o gramado tenaz, cortado em várias alturas.

O Sistema Construtivo

O projeto inclui, essencialmente, dois tipos de edifícios: as edificações em linha ao longo do eixo da ferrovia que abrigarão as instalações não residenciais. Esses edifícios serão à prova de som usando tecnologias cuidadosamente projetadas de revestimento na fachada leste e, por si só, constituir-se-ão em barreiras contra o ruído da ferrovia para o resto do bairro estendendo-se para o parque. As construções pátio, por outro lado, terão várias formas. Oferecerão vistas para os jardins comunais internos das ruas, incluindo as funções de uma natureza sobretudo residencial. As de maior interesse público são caracterizadas por uma maior liberdade tipológica.

Diagrama
Diagrama

O Sistema de Cobertura

O sistema de cobertura representa uma das características mais importantes e unifica todo o projeto. Apesar da diversidade de suas funções diversas, alturas e inclinações, estes elementos irão trabalhar em conjunto para formar um sistema semântico único que abrange todos os edifícios, favorecendo a utilização de estruturas de madeira e aço. Neste caso, mais uma vez, os dois pólos culturais do projeto, ou seja, o museu de ciências para o norte e a área ao sul destinada a acomodar um centro de conferências multifuncional (entre outras estruturas de interesse coletivo), são caracterizadas por uma máxima liberdade de expressão.

© Alessandro Gadotti
© Alessandro Gadotti

As Estruturas Existentes

A fim de assegurar o desenvolvimento equilibrado da região em completa harmonia com o restante do tecido urbano, o projeto prevê a criação de uma gama de diferentes funções, tais como residências, escritórios, lojas, espaços culturais e áreas de lazer.

© Enrico Cano
© Enrico Cano

Na verdade, os variados usos dos edifícios irão ocupar diferentes andares, com base em uma estratificação horizontal reminiscente da cidade histórica. A proximidade dos vários clientes, acima de tudo, durante períodos prolongados ou complementares de uso, irá evitar os efeitos negativos dos períodos de baixas e picos, sobretudo a níveis sociais. Este novo bairro, portanto, estará vivo, densamente habitado e frequentado em todas as horas do dia, oferecendo uma ampla gama de oportunidades interessantes em termos de habitação e emprego, bem como atividades sociais, recreativas e culturais.

O Museu de Ciências

O novo museu de ciências de Trento está localizada na porção norte da área Ex-Michelin, e está alojado no que é conhecido como o Bloco A, situado no final da principal via de pedestres que liga as atividades mais sofisticadas com as funções de maior interesse público. Também fica próximo ao novo parque público e Palazzo delle Albere, com o qual contará com uma relação respeitosa e produtiva.

© Enrico Cano
© Enrico Cano

A ideia foi baseada no estabelecimento de um compromisso entre a necessidade de flexibilidade e o desejo de uma resposta precisa e consistente para o conteúdo científico do projeto cultural. Os temas das exposições podem até mesmo ser reconhecidos na forma e volumes da própria estrutura, tudo isso mantendo uma planta baixa flexível típica de um museu contemporâneo.

Além da interpretação volumétrica de conteúdos científicos do museu, o projeto arquitetônico também foi ditado pela relação do mesmo com o seu entorno, ou melhor, o novo bairro, incluindo o parque, o rio e o Palazzo delle Albere. Assim, todos esses insumos tomaram forma fisicamente graças à definição mais clara dos elementos arquitetônicos específicos que compõem o resto do próprio distrito, sobretudo em termos de suas funções terciárias, residenciais e comerciais.

© Stefano Goldberg
© Stefano Goldberg

O edifício é composto por uma sequência de espaços e volumes (sólidos e vazios) descansando (ou aparentemente flutuando) sobre uma grande massa de água, multiplicando, assim, os efeitos e as vibrações de luz e sombras. Toda a estrutura é realizada em conjunto no topo por suas grandes camadas de cobertura, que estão em completa harmonia com suas formas, tornando-os assim reconhecíveis mesmo do exterior. Começando pelo leste, a primeira estrutura abriga as funções que não estão disponíveis para o público, tais como administração e escritórios de pesquisa, laboratórios científicos e espaços auxiliares para os funcionários.

Em seguida, encontra-se o saguão que está alinhado com o eixo principal do bairro e atravessa toda a profundidade do edifício em direção ao norte, com vista para a área do parque externamente ao Palazzo delle Albere.

© Paolo Pelanda
© Paolo Pelanda

Os temas científicos de montanha e glacial são posteriormente tratados através de uma série de espaços de exposição, que gradualmente sobem a partir do nível subterrâneo e quase "rompem" o teto, criando, assim, um ponto de observação imerso no interior do ambiente, a partir do qual uma verdadeira "simulação" da experiência real pode ser sentida. Isso é destacado por amplos espaços de exposição em dois ou três níveis, com pés direitos altos o suficiente para acolher conjuntos e cenários extremamente grandes.

A forma do edifício e / ou "floresta tropical" também serve para definir o espaço interno e a funcionalidade. De fato, o edifício representa uma grande estufa tropical, que, durante certos períodos do ano, é ainda capaz de estabelecer uma relação funcional com stands de exposição específicos (mesmo ao ar livre), em que a água, iluminação e vegetação, muitas vezes desempenham um papel fundamental na definição do entorno natural. As funções educacionais e serviços de laboratório para o público são oferecidos em uma série de estruturas localizadas acima do solo, ao lado das áreas de exposição, para assim promover experiências interativas para cada assunto individualmente.

Planta Baixa
Planta Baixa

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "MUSE / Renzo Piano" [MUSE / Renzo Piano] 15 Out 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/146760/muse-slash-renzo-piano> ISSN 0719-8906