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Remodelaçao

Apresentado por the MINI Clubman

Apartamento Spectral / BETILLON / DORVAL‐BORY

Apartamento Spectral / BETILLON / DORVAL‐BORY
Apartamento Spectral / BETILLON / DORVAL‐BORY, © BETILLON / DORVAL‐BORY
© BETILLON / DORVAL‐BORY

© BETILLON / DORVAL‐BORY © BETILLON / DORVAL‐BORY © BETILLON / DORVAL‐BORY © BETILLON / DORVAL‐BORY + 33

  • Arquitetos

  • Localização

    Levallois, Paris, França
  • Equipe

    Nicolas Dorval-Bory, Raphaël Bétillon (principals); Federica Sedda, José Rocha Gonçalves (interns)
  • Orçamento

    33,000 € excluindo Imposto sobre Valor Agragado
  • Área

    20.0 m²
  • Ano do projeto

    2013
  • Fotografias

Descrição enviada pela equipe de projeto. O apartamento Spectral é um projeto de reforma de um pequeno ateliê parisiense em que a falta de luz natural levou o cliente a pedir que interferíssemos particularmente na questão da iluminação artificial.

Perspectiva Axonométrica
Perspectiva Axonométrica

Para tanto, escolhemos adotar uma radical abordagem binária investigando a qualidade do espectro de duas fontes diferentes de luz artificial. 

Espaço original
Espaço original

Apesar de frequentemente negligenciado, já que quase não se nota no uso cotidiano, o índice de reflexão de cor (CRI, color rendering index) é um dos critérios fundamentais na avaliação da luz. Depende mais precisamente do poder de distribuição de espectro (SPD, spectral power distribution) da luz  e foi identificado em 1948 pelo cientista JP Bouma, então qualificado pela International Commission on Illumination (CIE). O CRI de uma luz descreve sua habilidade de refletir a cor exata de uma superfície. Bouma notou que a luz do dia era muito melhor para estimar as cores, e o trabalho da CIE estabeleceu seu valor em 100 para determinar a escala do CRI. Portanto uma luz com um CRI alto, próximo de 100, pode refletir as cores propriamente (homogeneamente no poder de distribuição de espectro), enquanto um CRI baixo é sinônimo de perda de alcance e consequentemente perda de cores.

© BETILLON / DORVAL‐BORY
© BETILLON / DORVAL‐BORY

Então, à maneira do arquiteto Phiippe Rahn, a ideia é explorar a partir de um ponto de vista científico e objetivo as qualidades do espectro dessas várias fontes de luz, e então criar uma arquitetura que considera e inclusive utiliza suas qualidades especiais.

Planta de Iluminação Artificial
Planta de Iluminação Artificial

Neste caso, as lâmpadas de sódio de baixa pressão (LPS) mais precisamente. Este sistema é extremamente popular devido a sua alta eficácia (quantidade de luz comparada a eletricidade consumida) e é utilizada para a iluminação de cidades ao longo das ruas, estradas e rodovias. Sua temperatura de cor característica proporciona essa particular nuance alaranjada ao nosso ambiente urbano noturno. Entretanto, essas lâmpadas têm o CRI mais baixo, próximo de zero. O que significa que a luz é monocromática, em um comprimento de onda de 589.3 nm, e não é capaz de refletir nenhuma outra cor.

© BETILLON / DORVAL‐BORY
© BETILLON / DORVAL‐BORY

À noite, ao longo de uma estrada, nós acreditamos poder discernir vermelho de azul, mas é fisicamente impossível com lâmpadas LPS. Uma foto tirada com esta luz é monocromática e necessariamente, por assim dizer, em branco e preto. Além disso, para seres humanos esse comprimento de onda é particularmente adequado à visão noturna, já que os comprimentos próximos do azul (totalmente livre de LPS) induz a contração da pupila, limitando a quantidade de luz percebida pelo olho. Depois de alguns segundos de adaptação da retina, o cérebro reequilibra a cor percebida produzindo um espectro virtual, dando a impressão de uma cena tão próxima quanto possível da realidade objetiva. Já com iluminação LPS, o cérebro não encontra outra cor para produzir o espectro virtual, então literalmente produz uma imagem em escalas de cinza.

© BETILLON / DORVAL‐BORY
© BETILLON / DORVAL‐BORY

Então o que um espaço iluminado apenas em preto e branco se torna? Qual a arquitetura mais apropriada, aquela que opera da melhor maneira essa luz artificial em particular. É sabido que iluminação LPS faz o trabalho da polícia ser mais difícil nas estradas à noite, já que distinguir a cor de um carro é impossível. Mas é possível imaginar lugares intensamente iluminados onde não seria útil perceber cores, e onde este recurso de iluminação artificial seria conhecido e controlado. Similarmente, certos tipos de lâmpadas fluorescentes com alto CRI deveriam ser utilizados em lugares que tenham sido desenvolvidos levando em consideração a abundância de alguns picos de espectro.

© BETILLON / DORVAL‐BORY
© BETILLON / DORVAL‐BORY

Em nosso projeto, a primeira fase consistiu em uma divisão de elementos programáticos de acordo com suas necessidades de espectro: quais usos precisam de um bom reflexo de cor, e quais espaços podem se contentar com uma reflexão muito baixa? Esta primeira classificação gera uma hierarquia de espaços: de um lado a cozinha, a sala de estar, onde distinguir cor é necessário, de outro lado o quarto e o banheiro onde a luz monocromática é suficiente.

© BETILLON / DORVAL‐BORY
© BETILLON / DORVAL‐BORY

Essa bipolaridade entre índices CRI altos e baixos se torna o elemento crucial da composição espacial. Separando duas diferentes fontes de luz, uma parede simples de 2m de altura divide o ateliê e gera a composição. De um lado uma iluminação com CRI de mais de 90 (940 tubos fluorescentes) com temperatura de cor neutra (4000K), de outro lado uma luz quente de lâmpadas de sódio de baixa pressão com CRI zero. Cada uma das fontes de luz produz cerca de 16,000 lumens. A análise precisa da distribuição da luz no espaço indica a posição dos usos. Já que não há nenhuma outra fonte de luz artificial no ateliê os espaços são distribuídos em planta livre. Como ambas as fontes podem ser ligadas independentemente, diferentes padrões de iluminação surgem, criando usos inesperados em determinadas áreas do apartamento.

© BETILLON / DORVAL‐BORY
© BETILLON / DORVAL‐BORY

O apartamento é projetado em uma expressão simples e neutra, sem cores ou detalhes especiais, eliminando qualquer expressividade ou narrativa arquitetônica e deixando apenas a lógica da composição gerada pela luz.

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
BETILLON / DORVAL‐BORY
Escritório
Cita: "Apartamento Spectral / BETILLON / DORVAL‐BORY" [Appartement Spectral / BETILLON / DORVAL‐BORY] 27 Mai 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Márquez, Leonardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/116363/apartamento-spectral-slash-betillon-slash-dorval-nil-bory> ISSN 0719-8906

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