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CasaVi-Sang / Moon Hoon

  • 16:00 - 27 Abril, 2013
  • Traduzido por Gica Fernandes
CasaVi-Sang / Moon Hoon
CasaVi-Sang / Moon Hoon, © Namgoong Sun
© Namgoong Sun

© Namgoong Sun © Namgoong Sun © Namgoong Sun © Namgoong Sun + 42

  • Arquitetos

  • Localização

    Coreia do Sul
  • Arquiteto Encarregado

    Moon-Hoon
  • Equipe de Projeto

    Lee Juhee
  • Área

    1077,5 m²
  • Ano do projeto

    2011
  • Fotografias

© Namgoong Sun
© Namgoong Sun

Descrição enviada pela equipe de projeto. Por que tão sério? Por que não rir mais? Estas são algumas questões que o arquiteto coreano Moon Hoon costuma se fazer. A Casa Panorama parece ser um acordeon, e Rock It Suda lembra um espermatozoide. Hoon nos mostra uma misteriosa nave espacial (ongdalsam) e um castelo gótico (Sangsang Museum). Entretanto, devemos ter em mente que estas reações às obras é exatamente o que o arquiteto espera. Maravilhamos-nos, e depois achamos graça e rimos. Seria a fonte das risadas uma sátira? A resposta é afirmativa; a fonte do divertimento no trabalho de Moon Hoon é a sátira. Agora, é possível satirizar questões políticas e sociais através da arquitetura? Pois as diversas facetas de sua trabalho não parecem relevante às questões políticas e sociais contemporâneas.

© Namgoong Sun
© Namgoong Sun

No entanto, seria seu trabalho realmente irrelevante em relação a questões políticas e sociais de hoje em dia? Voltemos à primeira pergunta. Moon-Hoon ridiculariza a arquitetura coreana como a classe dominada (Malddugi) e como a classe dominante (Yangban), nos termos de Bongsan Talchun, uma tradicional dança de máscaras coreana. A arquitetura coreana poderia existir como um corte transversal da sociedade, pois Yangban tem revelado contradições na cultura social de nossos tempos. Uma sátira deveria expor contradições sociais de modo direto ou indireto, e isso é necessário para mostrar os conflitos entre Yangban e Maddugi. No entanto,  com o que diz respeito aos aspectos sociais e políticos, Moon-Hoon permanece muito pessoal. Rememora a estagnação da arquitetura coreana em um nível muito particular. Sua arquitetura permanece ao seu próprio gosto, suas experiências pessoais e suposições. 

© Namgoong Sun
© Namgoong Sun

É verdade que algumas pessoas desatam a rir com seu trabalho por causa de sua abordagem pessoal; entretanto, temos que lembrar que a parcialidade vem de uma instância muito íntima. Não há parcialidade sem um indivíduo "eu". Nossa sociedade geralmente esquece isto, e não há espaço para o "eu" na arquitetura coreana. Até o momento, a arquitetura da Coréia do Sul tem sido levada por aparições abstratas insubstanciais, como o modernismo, o desconstrutivismo e o minimalismo, e não por um indivíduo. A razão pela qual eu considero essas tendências arquitetônicas aparições é porque elas são irrelevantes para o "eu". Cada ponto de vista é estabelecido com base com um indivíduo "eu" subjetivo, que é formado por condições externas como o território, clima, cultura, tradições e natureza biológica. O indivíduo é constituído por uma subjetividade e uma objetividade. A objetividade se refere ao estado dos objetos rearranjados segundo a lógica do indivíduo, enquanto que a subjetividade está incorporada nestes objetos. Até o momento, houve quase uma ausência completa de consciência individual, ou seja, não houve espaço para a subjetividade nem objetividade. Este ponto corresponde à questão que Moon-Hoon colocou anteriormente em relação à arquitetura coreana. Ele sugere recomeçar a partir do zero, esquecendo o modernismo e as tradições. Convida-nos a contar nossas próprias estórias a partir do "eu". Eu leio a arquitetura de Hoon em função deste ambicioso objetivo. A Casa "Lagarta", um apelido que inventei para a Casa Visang, parece estar medindo alguma coisa. Uma das extremidades toca o solo, enquanto a outra se eleva em direção ao céu. Foi fácil encontrar o edifício de Hoon em Angol, onde um terreno estava em processo de desenvolvimento, sendo preparado para a construção. Eu encontrei duas estruturas que se assemelham a esta obra. Uma delas parecia usar uma máscara que só se vê em efeitos especiais cinematográficos; a outra era a Casa Lagarta. Enquanto fazia uma ligação telefônica, estando a meio caminho destas duas casas, percebi um ligeiro movimento na casa Lagarta. Mais tarde descobri que ambas as casas eram obras de Hoon. A inclinação em forma de "V", que se assemelha à curva de uma lagarta, parecia de certa forma artificial, superficialmente forçada ser uma bela fachada. No entanto, o programa desta casa está estreitamente conectado com os traços da própria fachada. A narrativa da Casa Lagarta tem início na porção sul da longa sala de estar que se parece com a extremidade de uma lagarta. As janelas organizadas em "V" na fachada da sala de estar parecem se mover com a mudança da luz, como se tivessem sido pensadas para isto. A parede leste se parece com a cabeça de uma lagarta, erguida para cima, até o pavimento superior, como se medisse algo. Subindo as escadas até o pavimento superior, as alusões a uma lagarta são substituídas pela sensação causada pelas grandes dimensões espaciais, incluindo a altura do pavimento. No patamar intermediário se localiza um espaço ambíguo, usado freqüentemente como vestiário, mas que fora originalmente projetado para ser um futuro berçário. Se subir as escadas, você se encontrará no ático, onde há um corredor que se estende até a parede leste da sala de estar no pavimento superior. Este corredor leva até o quarto. Há ainda outra passagem que conecta o quarto do bebê ao quarto principal, e que passa pelo banheiro. Em outras palavras, há duas entradas para o quarto, uma através do corredor que corresponde à parede leste da sala de estar, e outra através da passagem que vai do quarto de bebê e atravessa o banheiro. Esta casa possui uma estória individual ligada à subjetividade do casal. O espaço que parece crescer continuamente como se fosse reverberações sonoras, formando uma conexão entre os ambientes e o ático, é sua fachada.

© Namgoong Sun
© Namgoong Sun

A casa Lagarta tem a força para expor as faces e espaços de sua construção, criando uma narrativa através de fendas e rasgos nestes espaços e faces, deixando-nos conscientes da conexão entre eles. Este edifício é repleto de pequenos, porém variados espaços. Moon-Hoon apresenta uma nova forma de criar espaços que a arquitetura coreana perdeu ou ainda não experienciou, e exige que os leiamos de um modo completamente novo. Desejar que esta experiência se estenda ao espaço externo, à cidade, é apoiar Hoon. Quando cruzei a porta em direção à saída, vi uma estrutura gravada com a forma de um corpo humano que me lembrou o leito de Procusto. Isto me fez rir e me senti transportado, como se minha cabeça estivesse em outro lugar.

Planta do térreo
Planta do térreo

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Cita: "CasaVi-Sang / Moon Hoon" [Vi-Sang House / Moon Hoon] 27 Abr 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Fernandes, Gica) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/110294/casavi-sang-slash-moon-hoon> ISSN 0719-8906