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Fazenda Sac Chich / Reyes Ríos + Larraín Arquitectos

Fazenda Sac Chich / Reyes Ríos + Larraín Arquitectos
Fazenda Sac Chich / Reyes Ríos + Larraín Arquitectos, © Marcelo Troché
© Marcelo Troché

© Pim Schalkwijk © Pim Schalkwijk © Pim Schalkwijk © Pim Schalkwijk + 36

© Pim Schalkwijk
© Pim Schalkwijk

Descrição enviada pela equipe de projeto. Uma casa de hóspedes contemporânea insertada no antigo pátio de secagem de fibra de uma fazenda hequeneira (agave) do século XIX. Cimento misturado com resina de uma árvore local é usado como acabamento geral.

A proposta se sintetiza em um volume franco, geométrico e simples em contraposição à arquitetura "orgânica e eclética", característica de finais do século XIX, que distingue a antiga "Casa de máquinas" da fazenda hequeneira, cujo conjunto pertence esta casa. Se recria a tipologia de espaços de uma típica "casa principal" de uma fazenda yucateca (a qual sintetiza uma sabedoria ancestral na forma de aproveitar a orientação 3 os ventos para adaptar-se melhor os inclemente clima da região), mas com uma linguagem decididamente contemporânea. A Casa Sisal se edifica no terreno do que foira um antigo pátio apra secagem de fibra de henequén ao ar livre, de 45  x 140 metros aproximadamente, delimitado com altos muros de alvenaria que datam do final do século XIX. Esta construção serve como habitação independente para hóspedes da outrora Casa de Máquinas da Fazenda San Antonio Sacchich, a 35 km de Mérida, Yucatán. Consta de dois quartos, dois banheiros, estar-jantar-cozinha, piscina e terraços em um total de de 200 m2 cobertos. O projeto compreende um volume único que se desfaz em dois planos aos quais se aplicam subtrações de diversas escalas para permitir a circulação de ar pelos seus quatro lados. O partido se organiza a partir de um espaço unitário central, que abriga as áreas de estar e funciona como espaço flutuante que pode transformar-se em terraço e conectar-se plenamente com seu entorno. Quatro folhas de correr independentes de vidro e mosquiteiro de quatro metros de largura cada uma, se ocultam nos muros para formar uma "boca livre" bem ao centro do eixo longitudinal do pátio de secagem. Esta solução permite graduar a ventilação natural do dito espaço e lhe concede máxima flexibilidade de uso e adaptação às severas condições do clima yucateco. A arquitetura desta nova casa se contrapõe ao estilo e a linguagem da antiga fazenda henequeneira sem deixar de fazer referência a sua situação dentro do contexto. Esta estratégia se reforça mediante o uso de um estudo preparado com cimento branco, misturado com a resina da árvore endêmica "chukum", antiga técnica Maya que graças a investigações próprias, recuperamos para a arquitetura moderna de Yucatán já fazem 15 anos. O recobrimento de cimento-chukum tem propriedades impermeáveis e lhe dá a cor natural e a textura orgânica, propriedade ótica-hapticas pelas quais e pela primeira vez na história da arquitetura yucateca, empregamos como material único de acabamento em pisos, muros e tetos.

Croquis
Croquis

Corte A Corte B Croquis Planta Ubicación Actual + 36

1. - Projetar uma casa cômoda, prática, de baixa manutenção e máxima expressividade estética com o mínimo emprego de materiais e recursos formais. Para alcança-lo utilizamos um solo material para o recobrimento de muros, tetos e pisos tanto externos como internos. Trata-se do estuco preparado com a resina do corte da árvore endêmica "Chukum", antiga técnica de construção Maya, a qual tivemos a sorte de redescobrir e reinventar com materiais modernos quando chegamos a Yucatán faz 15 anos. Este material é o selo desta casa e de todos os projetos do nosso escritório em Yucatán, onde pouco a pouco começou a estender-se o uso do "Chukum" como material de acabamento em outras obras modernas de outros arquitetos locais.
2. - Utilizar o "Chukum" como material único de acabamento em todas as superfícies de uma obra arquitetônica. Fizemos isto pela primeira vez na história da arquitetura yucateca e é o resultado dos 15 anos de experiência e experimentação com este material. O acabamento de chukum é muito delicado e impõe restrições fortes de logística nas obras, devido ao fato de que tem um tempo de aglutinação mais lento com o cimento, o qual impede de aplica-lo na época de chuvas sem a devida proteção. Este recobrimento tão pouco aceita "empates" de juntas em superfícies aplainadas em dias distintos, o que obriga a uma aplainação rigorosa dos tempos e áreas de superfícies a serem recobertas.

© Pim Schalkwijk
© Pim Schalkwijk
Corte C
Corte C

O uso extensivo da msitura fina de acabamento a base de cimento branco e resina da árvore Chukum, endêmica de Yucatán. Se empregou como único material de acabamento em muros, pisos e tetos de toda a habitação, incluindo a piscina e os tanques para jardins aquáticos. A resina da árvre Chukum tem propriedades com selador natural e agrega uma tonalidade quente de cor de osso rosado ao ser aplainada com cimento sem o uso de nenhum corante artificial. Se obtém a partir da fervura (duas vezes) do corte da árvore, utilizando a água resultante para a elaboração da mistura, agregando pó de pedra calcária. O estuco de Chukum é uma reinvenção moderna de uma antiga técnica Maya que empregava a resina de Chukum mesclada com Cal e areia "Sascab", para cobrir depósitos de água a céu aberto e cisternas desde a época pré hispânica e de maneira extensiva nas antigas Fazendas Henequeneiras. Seu resgate e viabilidade de aplicação em tempo e custo, utilizando materiais modernos como o cimento branco, é produto da observação e experimentação promovida pela arquiteto Salvador Reyes Ríos, que alcançou sua aplicação exitosa pela primeira vez em Yucatán em 1996. Desde então se afinou e melhorou nas obras deste arquiteto, ao mesmo tempo que se difundiu e popularizou como material de acabamento exclusivo de Yucatán e atualmente retomado por outros arquitetos.

© Marcelo Troché
© Marcelo Troché

Este projeto é uma proposta que retoma e reinterpreta a tipologia tradicional de partido arquitetônico das casas principais das fazendas henequeneiras de Yucatán, as quais sintetizam a sabedoria de adaptação passiva ao clima da região ao longo do tempo. A partir disto, o projeto arquitetônico desta habitação torna desnecessária a climatização artificial. Por sua parte, o uso da mistura fina de Chukum e cimento branco, elimina por completo o uso de corantes e pinturas, com a consequente economia de energia e custos de manutenção durante toda a vida útil desta construção. Esta obra promoveu o emprego artesanal da mão de obra local, pondo valor no sentido natural do "orgânico e imperfeito" dos pedreiros do povoado de Sacchich e outros povoados rurais de Yucatán.

Croquis
Croquis

O isolamento térmico e acústico em tetos, empregando painéis de poliestireno de alta densidade sobre lajes de viguetas e abóbodas de concreto pré fabricado. Uso extensivo de vidros temperados cop  película UV para isolamento térmico nas janelas de todas as peças da casa.

© Pim Schalkwijk
© Pim Schalkwijk

Esta obra se apresenta em outros aspectos que de forma indireta contribuem para a sustentabilidade. Por exemplo, o resgate e reinvenção de técnicas antigas locais de acabamento aplicadas na construção moderna.

© Pim Schalkwijk
© Pim Schalkwijk
Cita: "Fazenda Sac Chich / Reyes Ríos + Larraín Arquitectos" [Casa Sisal - Hacienda Sac Chich / Reyes Ríos + Larraín Arquitectos] 11 Abr 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Alves, Jorge) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/107941/fazenda-sac-chich-slash-reyes-rios-plus-larrain-arquitectos> ISSN 0719-8906