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Cobogós: breve história e usos

Cobogós: breve história e usos

Nos trópicos a luz do sol incide de forma generosa. Os elementos vazados desenham a sombra nos pisos e paredes, um efeito que transforma todo o ambiente para quem o vê desde o exterior e interior. Durante as estações e ao longo dos dias essa luz natural surge de diferentes formas como um componente que sobrevém na Arquitetura. No decorrer da noite, a luz artificial atravessa os pequenos vãos do interior para o exterior, tornando a arquitetura uma espécie de luminária urbana que interage com as sombras de seus usuários e mobiliário.

Além de sua função, o cobogó traz consigo certa poética ao projeto de arquitetura. Decidimos destacar esta criação brasileira, escrever brevemente sobre sua história e apresentar uma seleção de projetos que adotam este elemento.

© Rafael Gamo © Bruno Helbling © Fernando Guerra | FG+SG © Adrià Goula +18

Um grupo de engenheiros - o português Amadeu Oliveira Coimbra, o alemão Ernesto August Boeckmann e o brasileiro Antônio de Góis - foram os criadores do “cobogó”, elemento que permite a entrada de luz solar e ventilação natural utilizado nas aberturas de construções.

O cobogó surgiu na década de 1920, em Recife, e teve seu nome oriundo da junção da primeira sílaba dos sobrenomes de seus criadores. São uma herança da cultura árabe, baseado nos muxarabis – construídos em madeira, eram utilizados para fechar parcialmente os ambientes internos. 

Apesar de ser criado em Recife, o cobogó foi difundido por Lúcio Costa em referências sutis à arquitetura colonial, tornando-se um elemento compositivo presente na estética da arquitetura moderna brasileira. Apesar da permeabilidade visual, os cobogós, de certa forma, trazem privacidade ao usuário. Feitos de cimento e tijolo no início, passaram a ser produzidos também em cerâmica e outros distintos materiais.

A seguir, veja alguns projetos selecionados que adotam o uso do cobogó:

Clássicos

Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes (Pedregulho) / Affonso Eduardo Reidy

Cortesia de Nabil Bonduki
Cortesia de Nabil Bonduki

Parque Eduardo Guinle / Lucio Costa

© Nelson Kon
© Nelson Kon

Pavilhão de Nova York 1939 / Lucio Costa e Oscar Niemeyer

Cortesia de Carlos Eduardo Comas, via revista ArqTexto n.16
Cortesia de Carlos Eduardo Comas, via revista ArqTexto n.16

Residência no Morumbi / Oswaldo Bratke

Via Segawa e Dourado, 1997. Image © Chico Albuquerque
Via Segawa e Dourado, 1997. Image © Chico Albuquerque

Arquitetura Brasileira

Casa Cobogó / Marcio Kogan

* Neste caso trata-se de um painel inteiro, que não é feito por módulos como são os cobogós tradicionais brasileiros. Este é um dos primeiros resultados obtidos da série de painéis modulares “Continua”, criada por Erwin Hauer e elaborada através de meios digitais, entre eles o software CATIA, desenvolvido pela Gehry Technologies.

© Nelson Kon
© Nelson Kon

Casa B+B / Studio mk27+ Galeria Arquitetos

© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

Casa Jardins / CR2 Arquitetura

© Fran Parente
© Fran Parente

FDE - Escola Várzea Paulista / FGMF

Cortesia FGMF
Cortesia FGMF

Escola de Ensino Fundamental FDE Campinas F1 / MMBB

© Nelson Kon
© Nelson Kon

Arquitetura Internacional

Los Limoneros / Gus Wüstemann

© Bruno Helbling
© Bruno Helbling

Restaurante "Disfrutar" / El Equipo Creativo

© Adrià Goula
© Adrià Goula

Casa Binh Thanh / Vo Trong Nghia Architects + Sanuki + Nishizawa architects

© Hiroyuki Oki
© Hiroyuki Oki

La Tallera / Frida Escobedo

© Rafael Gamo
© Rafael Gamo

Outros elementos vazados

Residência Los Algarrobos / MasFernandez Arquitectos + Claudio Tapia

© Nico Saieh
© Nico Saieh

Museu Cerâmico Triana / AF6 Arquitectos

© Jesús Granada
© Jesús Granada

Casa VA / SuperLimão Studio

© Maíra Acayaba
© Maíra Acayaba
Cita: Victor Delaqua. "Cobogós: breve história e usos" 09 Jun 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <http://www.archdaily.com.br/br/768101/cobogo>
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