
-
Arquitetos: Zillmer Arquitetura
- Área: 440 m²
- Ano: 2022
-
Fabricantes: Atlantica Piscinas, Metalmax, Portobello, SA1 Alumínios



Espaços de circulação são geralmente desafiantes para projetistas por servirem, como o nome diz, apenas a passar de um cômodo a outro. Enquanto muitos aproveitam estes espaços como locais de armazenamento, Mies van der Rohe na casa Farmsworth reduziu a circulação ao mínimo, criando uma planta livre completamente isenta de corredores. Quando nos deparamos com circulações verticais, a questão é semelhante. Escadas cumprem ao propósito de vencer a altura entre um pavimento e outro, mas raramente constituem-se em espaços de convívio em interiores. Arquibancadas, por sua vez, desempenham este papel em diversos programas. Se até então eram encontradas apenas em espaços esportivos ou anfiteatros, o uso de arquibancadas se massificou e tem figurado em espaços de escritórios, prédios públicos, escolas e até residências.

Muitos fatores influenciam no bem-estar das pessoas, mas poucos tem um poder tão grande quanto a qualidade do sono. Adultos passam, em média, um terço de seu dia (e de sua vida) dormindo. No caso das crianças pequenas essa proporção é ainda maior. De acordo com um estudo publicado pela OMS em 2019, bebês (de 4 a 11 meses) devem dormir entre 12 e 16 horas/dia; e crianças até 4 anos devem dormir entre 10 e 13 horas/dia.
Um sono de qualidade atua diretamente no desenvolvimento cerebral da criança, principalmente durante sua primeira e segunda infância (do nascimento até os 12 anos). Durante o período de descanso o corpo libera os hormônios necessários para o crescimento e aprendizado, e isso relaciona-se diretamente ao desenvolvimento físico, motor, emocional e cognitivo. É sabido também que o ambiente onde se dorme interfere na qualidade desse sono, e alguns aspectos importantes devem ser considerados na hora de projetar espaços de dormir para crianças e bebês.



Com o início do isolamento social, no início de 2020, publicamos diversos artigos com o objetivo de ajudar nossos leitores a aumentarem a produtividade e o conforto em seus home-offices. Após todo esse tempo nessa nova rotina, pesquisas apontam que mais de oitenta por cento dos profissionais desejam continuar trabalhando desde suas casas mesmo depois que a quarentena terminar. Além disso, boa parte das empresas também está satisfeita, mostrando uma alta tendência de empresas adotarem esta prática como definitiva pois a maioria observou que o trabalho remoto pode ser tão (ou mais) produtivo quanto o trabalho presencial.
No entanto, no que se refere às crianças e ao estudo em casa durante a pandemia, o resultado não foi tão positivo. Talvez a maior razão seja o fato de ser muito complicado fazer com que crianças se concentrem e se motivem por muito tempo diante das telas. A falta de interação física com outras crianças também é considerada prejudicial, por muitos estudos. Por isso, apesar da grande ansiedade pela volta por parte de alunos e de professores, enquanto as adaptações ideais, e seguras a todos não forem estabelecidas, a volta às escolas será adiada. Dessa forma, resolvemos compartilhar neste artigo estratégias eficientes que podem transformar os espaços de estudo em casa em aliados do aprendizado das crianças.



