Avinash Rajagopal

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Como Kunlé Adeyemi afeta o mundo através de soluções locais específicas

Kunlé Adeyemi, ex-pupilo de Rem Koolhaas, chamou a atenção da mídia ano passado com sua Escola Flutuante em Makoko, que permitiu melhor acesso à educação para uma comunidade informal em Lagos. Nesse artigo sobre Adeyemi e seu escritório NLÉ Architects, originalmente publicado na Metropolis Magazine, Avinash Rajagopal explora o que guia o jovem arquiteto, explicando porque ele foi eleito um dos 10 arquitetos da lista de Novos Talentos 2014 da Metropolis Magazine.

Quando a Escola Flutuante em Makoko foi concluída em março de 2013, recebeu diversas críticas positivas da mídia internacional. A simples estrutura em forma de "A", sustentada por barris plásticos reciclados em uma lagoa em Lagos, Nigéria, foi projetada por NLÉ, um estúdio com sede em Lagos e Amsterdã fundado pelo arquiteto Kunlé Adeyemi. O projeto, proposto como um modelo construtivo simples e sustentável para a comunidade flutuante de Lagos, enfrentou alguns desafios. Um dos maiores foi convencer as autoridades locais, que simplesmente não sabiam o que fazer com tal edifício.

Le Corbusier, Antoine de Saint-Exupéry, e seus voos de fantasia

(Left) Antoine de Saint-Exupéry in Alghero, Sardinia, May 1944, (Right) Le Corbusier leaning against his Plan Voisin. Image © (Left) The John and Annamaria Phillips Foundation, (Right) Fondation Le Corbusier
(Left) Antoine de Saint-Exupéry in Alghero, Sardinia, May 1944, (Right) Le Corbusier leaning against his Plan Voisin. Image © (Left) The John and Annamaria Phillips Foundation, (Right) Fondation Le Corbusier

Este artigo, escrito por Avinash Rajagopal, que foi originalmente publicado na revista Metropolis Magazine como 'The Little Prince' and Le Corbusier investiga a ligação entre Le Corbusier e Antoine de Saint-Exupéry, escritor do célebre "O Pequeno Príncipe".

Em 22 de outubro de 1929, um arquiteto francês embarcou no voo inaugural da companhia Aeroposta Argentina, um serviço aéreo pioneiro que voava de Buenos Aires para Assunção, guiado por um copiloto francês. O ato de voar iria influenciar profundamente a produção criativa de ambos, o passageiro e o piloto.

O primeiro era, evidentemente, Le Corbusier. O segundo era Antoine de Saint-Exupéry, posteriormente famoso por ter sido o criador O Pequeno Príncipe (1943), a conhecida história da criança viajante interplanetária, amante de raposas e rosas do espaço.

Leia a seguir para saber mais sobre o par.

Cinco exemplos fantásticos de arquitetura especulativa

Este artigo de Avinash Rajagopal aparece originalmente em Metropolis Magazine como "Five Compelling Works of Architecture Fiction". Rajagopal defende o gênero muitas vezes rejeitado de "ficção de arquitetura", dando cinco exemplos recentes do melhor que o campo tem a oferecer.

Até onde sabemos, o escritor Bruce Sterling cunhou o termo "ficção arquitetônica" em 2006. Ele estava se referindo, é claro, a projetos especulativos em que arquitetos usam ideias para o ambiente construído para se expressar de uma forma análoga aos contadores de histórias, que se baseiam nas palavras. É uma tradição arquitetônica de longa data. Sterling cita a obra polêmica de 1960 do grupo britânico Archigram; o cânone inclui os desenhos de Lebbeus Woods das duas décadas que seguiram e as imagens digitais de Greg Lynn (um dos quais acompanhou um conto de Sterling, em Fiction Issue de Metropolis de 2003).

Nos últimos anos, temos visto  um engrandecimento do gênero. A razão comum para explicar a profusão desses trabalhos de ficção é que a recessão tornou mais difícil para arquitetos jovens encontrarem trabalho "real", mas há provavelmente outros fatores em jogo. Preocupações éticas estão de volta ao zeitgeist para uma geração contraditória que é também Occupy Wall Street, iPhones, e lojas hipsters que vendem um único café. Suas utopias e distopias são mais facilmente imaginadas em 3D Max e Photoshop, e muito mais rapidamente difundidas online. 

Comentários em blogs ainda falam sobre a "inutilidade" da arquitetura de ficção. Respondê-los seria montar uma defesa de um conto - o que seria certamente possível, mas um exercício autodestrutivo. É da própria natureza da ficção incomodar-se menos com a utilidade do que com a possibilidade. Neste espírito, aqui estão cinco projetos recentes que achei convincentes, seja enquanto imagem ou enquanto histórias que pretendem contar.

Honrando os Pioneiros da Arquitetura Digital

Muitos poderiam considerar Greg Lynn o líder do projeto baseado em meios digitais na arquitetura - mas o próprio Lynn pede que não o considerem. Ele e o Centro Canadense de Arquitetura (CCA) recentemente colaboraram em "Arqueologia do Digital", a primeira de uma série de exposições que irão exibir o trabalho dos pioneiros no uso de computadores como ferramentas de auxílio em projetos de arquitetura - incluindo alguns dos mentores do próprio Lynn. Nesta entrevista, originalmente publicada na revista Metropolis Magazine como "Computer Control," Avinash Rajagopal conversa com Greg Lynn sobre alguns dos projetos e a inspiração por trás da exposição em si.