Ben Channon

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Por que os arquitetos deveriam começar a ser um pouco mais egoístas

© Unsplash user Cassie Boca
© Unsplash user Cassie Boca

O economista e filósofo liberal escocês Adam Smith argumentou: "Sentir muito pelos outros e pouco por nós mesmos, restringir nosso egoísmo e exercer nossas afrontas benevolentes, constitui a perfeição da natureza humana". Embora tenhamos mudado um pouco desde o século XVIII , o egoísmo ainda é visto por muitos como um dos traços mais feios do ser humano.

No entanto, com as discussões sobre mindfulness e a crescente indústria de auto-ajuda, o olhar para o egoísmo - ou melhor, "autocuidado" - está mudando, o que não é necessariamente uma coisa ruim.

Como usar a meditação para escapar do estresse cotidiano da arquitetura

Studio for Yoga-Kamadhenu / Carolina Echevarri + Alberto Burckhardt. Cundinamarca, Colombia. Image © Juan Cristobal Cobo
Studio for Yoga-Kamadhenu / Carolina Echevarri + Alberto Burckhardt. Cundinamarca, Colombia. Image © Juan Cristobal Cobo

O bem-estar mental é um tema de verdadeira preocupação na arquitetura. Uma pesquisa recente do The Architects' Journal revelou que mais de 52% dos estudantes de arquitetura expressaram preocupação com relação à sua saúde mental. [1] Quando se leva em consideração a quantidade de tempo dedicado aos trabalhos, a natureza competitiva do curso, e a própria duração do curso, talvez isso não seja surpreendente. O costume de "virar noites" da maioria das escolas de arquitetura potencializa o problema, como estudos mostram que a falta de sono reduz a resiliência da mente para questões como ansiedade e depressão. [2]

No entanto, este aspecto do sistema de educação em arquitetura não está mostrando nenhum sinal de mudança. O que os estudantes de arquitetura (e profissionais) podem fazer para minimizar o impacto que a arquitetura tem no seu bem-estar psicológico? Eu diria que a resposta, pelo menos parcialmente, pode ser encontrada na prática da meditação.