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Clássicos da Arquitetura: Pavilhão de Volta Redonda / Sérgio Bernardes

Clássicos da Arquitetura: Pavilhão de Volta Redonda / Sérgio Bernardes
Clássicos da Arquitetura: Pavilhão de Volta Redonda / Sérgio Bernardes, © Gustavo Neves da Rocha Filho, via Arquigrafia (CC BY)
© Gustavo Neves da Rocha Filho, via Arquigrafia (CC BY)

Via Cavalcanti, 2001 © Helmut Dierkes © Acervo Família Bernardes © Julio Roberto Katinsky, via Arquigrafia (CC BY) +14

Duas pontes arqueadas idênticas e paralelas definem a base estrutural e os elementos de acesso ao edifício. Distam dez metros entre si e vencem um vão de trinta metros, com uma flecha ascendente de três metros e meio, através de duas vigas metálicas perimetrais paralelas de trinta centímetros de altura, distanciadas quatro metros e meio. O distanciamento entre as pontes e o vão vencido por elas definem o piso retangular do edifício, cujas vigas longitudinais, também metálicas de trinta centímetros de altura, se apoiam sobre as vigas internas das pontes, diretamente em seu centro e configurando treliças nas laterais.

Via Cavalcanti, 2001
Via Cavalcanti, 2001

Do quinto degrau das duas extremidades de cada ponte sobem dois pares de mastros metálicos inclinados, que também se apoiam nas vigas internas das pontes. Estendem-se por doze metros, sustentando os vértices do piso do edifício. Em suas extremidades superiores, uma trave horizontal une o par de mastros. Dela partem quatro tirantes que ancoram o sistema ao chão em cada margem. O contraventamento é feito através de quatro perfis metálicos que partem das pontas superiores e inferiores dos mastros em direção ao ponto médio da lateral do piso do edifício, configurando um X de centro deslocado para baixo.

© Acervo Família Bernardes
© Acervo Família Bernardes

A cobertura do edifício é determinada por um arco positivo que une as pontas de dois mastros opostos. Apresenta uma corda de trinta e seis metros e meio, e uma flecha de quatro metros, de tal modo que a menor distância entre este arco e o das pontes é três metros e setenta e cinco centímetros. Essa medida representa a altura externa da porção central do edifício, enquanto que a altura externa das suas extremidades mede seis metros e meio.

Planta Baixa. Via Cavalcanti, 2001
Planta Baixa. Via Cavalcanti, 2001

As fachadas do edifício são ordenadas segundo faixas verticais de dois metros e meio de largura: quatro em cada fachada menor e doze nas maiores. Dividem-se, por sua vez, em três faixas horizontais simétricas: a faixa central de um metro e meio de altura, opaca em painel metálico, determina as outras duas, abaixo e acima dela, de noventa centímetros de altura, em painéis de vidro transparente. Assim, o pé-direito menor do edifício mede três metros e trinta centímetros. As superfícies das fachadas que ficam acima da faixa superior de vidro, acompanhando a ascensão do arco da cobertura, também são fechadas por painéis metálicos opacos, porém de tom mais escuro que o inferior.

© Helmut Dierkes
© Helmut Dierkes

Através das duas faixas centrais de cada fachada maior se adentra ao edifício. Duas marquises quadradas cujo lado mede seis metros e meio protegem os acessos opostos. Apoiam-se por um lado nos montantes centrais da fachada e por outro em dois pares de mastros pontiagudos, ao mesmo tempo em que lhes dá rigidez suficiente para se erguer sem tirantes aparentes.

© Julio Roberto Katinsky, via Arquigrafia (CC BY)
© Julio Roberto Katinsky, via Arquigrafia (CC BY)

Hoje, resta-nos apenas uma ponte.

© Johnny Kamigashima (CC BY-NC-SA)
© Johnny Kamigashima (CC BY-NC-SA)
Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: Igor Fracalossi. "Clássicos da Arquitetura: Pavilhão de Volta Redonda / Sérgio Bernardes" 15 Abr 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <http://www.archdaily.com.br/br/765082/classicos-da-arquitetura-pavilhao-de-volta-redonda-sergio-bernardes>
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