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Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso / Álvaro Siza Vieira

  • 09:00 - 12 Julho, 2016
Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso / Álvaro Siza Vieira
Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso / Álvaro Siza Vieira, © Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

© Fernando Guerra |  FG+SG © Fernando Guerra |  FG+SG © Fernando Guerra |  FG+SG © Fernando Guerra |  FG+SG +85

  • Arquiteto Coordenador (Construção)

    Álvaro Fonseca
  • Arquiteto Coordenador (Projeto Executivo)

    Paulo Teodósio
  • Colaboradora (Projeto Executivo)

    Lola Bataller Alberola
  • Projeto de Licenciamento

    José Carlos Oliveira
  • Arquitetos Coordenadores (Estudo Prévio)

    Avelino Silva, Tatiana Berger
  • Colaboradores (Estudo Prévio)

    Álvaro Fonseca, Marco Rampulla, Kenji Araya, Rita Amaral
  • Estruturas

    GOP, Lda - Eng.º Jorge Nunes da Silva, Eng. Filipa Abreu
  • Projeto de Electricidade e Segurança

    GOP, Lda - Eng.º Alexandre Martins (GPIC, Lda)
  • Projeto de Avac

    GOP, Lda - Eng.º Raul Bessa (GET, Lda)
  • Projeto de Águas e Saneamento

    GOP, Lda - Eng.º Raquel Fernandes
  • Projeto de Condicionamento Acústico

    GOP, Lda - Eng. Octávio Inácio (InAcoustics, Lda)
  • Projeto do espaço exterior

    Atelier do Beco da Bela Vista, Lda - Arq. Paisagista Luis Guedes de Carvalho
  • Mais informaçõesMenos informações
© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

A Fundação Nadir Afonso está situada no terreno na margem direita do rio Tâmega, em Chaves, terreno abrangido pelo Programa Polis. Não é de excluir o risco de uma cheia excepcional. A solução encontrada, não existindo outro local apropriado na zona urbana, foi a de elevar o piso único do edifício por meio de uma série de lâminas estruturais perpendiculares ao rio. O acesso direto estará garantido por uma ligeira rampa, a partir de uma cota já não inundável. Os dois espaços expositivos fundamentais desenvolvem-se paralelamente, sendo um iluminado por lanternim contínuo e o outro aberto ao rio. O programa da Fundação inclui duas oficinas, uma delas à espera de uma presença privilegiada: Nadir Afonso.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

MEMÓRIA DESCRITIVA
Por Álvaro Siza Vieira

1. A Fundação Nadir Afonso será construída na cidade de Chaves, em terreno situado na margem direita do rio Tâmega, com plano de pormenor elaborado no âmbito do programa Polis.

A área reservada para o edifício localiza-se no lugar de Longras, na freguesia de Santa Maria Maior e foi definida no plano como um rectângulo paralelo ao leito do rio, no futuro parque marginal, compreendido entre o novo percurso pedonal/ciclovia paralelo à avenida 5 de Outubro (a noroeste), a avenida Dr. Mário Soares (a nordeste), o novo arruamento paralelo à rua das Longras (a sudoeste) e o rio (a sudeste).

O piso único do edifício da Fundação assentará em plataforma de betão à cota 351,50, apoiada em muros perpendiculares ao rio, a fim de não estar sujeito a uma eventual inundação. Não é de excluir o risco de uma cheia excepcional. A diferença de cota entre o arruamento a noroeste e o terreno natural será vencida por talude de suave pendente.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

2. O acesso principal à plataforma da Fundação será feito por ligeira rampa com pendente de 6%, a partir do passeio à cota 349,13 (cota não inundável). Para além disso foram projectados dois ascensores e duas escadas, a partir do solo natural, a sudoeste (acesso de público) e a nordeste (acesso de serviço, cargas e descargas). Num posicionamento mais central, junto do acesso aos espaços expositivos, existe uma terceira escada para saída de emergência.

Maquete
Maquete
© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

3.     Os espaços internos programados desenvolvem-se longitudinalmente em três sectores: 

a)       átrio, recepção, ascensor público (13p.), biblioteca, auditório para 100 pessoas, vestiários, sanitários, livraria e cafetaria, no topo sudoeste do edifício.

b)      espaços expositivos, na zona central, subdivididos em 3 alas longitudinais e incluindo sala de exposição permanente e arquivo (do lado noroeste), salas de exposições temporárias (alas central e sudeste).

A sala de exposições da ala central (8,70x36,5), que pode ser dividida em duas de forma assimétrica (8,70x12,50+8,70x23,85), dispõe de lanternim contínuo de iluminação natural e eléctrica; a da ala sudeste será iluminada por abertura horizontal contínua sobre o rio ou por sanca. A sala de exposições temporárias não disporá de luz natural geral mas apenas de uma abertura sobre o pátio que a limita.

c)       o topo nordeste do edifício inclui centro de controlo e segurança, monta-cargas (3,45x2,5m), escada de serviço, recepção e acesso aos arquivos (a noroeste); sanitários, sala do pessoal e áreas de administração (a sudeste); atelier de artes plásticas e de Nadir Afonso (dispondo de luz zenital e de vista sobre o rio).

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra |  FG+SG
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4. No piso superior, com acesso a partir do centro de controlo segurança, encontra-se um conjunto de espaços técnicos (interior e terraço exterior) dos quais se facilita o acesso aos lanternins e a um segundo espaço técnico que se situa sobre o auditório.

© Fernando Guerra |  FG+SG
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5. O edifício será construído com muros estruturais em betão branco exteriormente aparente; a cobertura é ajardinada em quase toda a sua extensão, sendo a cobertura dos lanternins e da casa das máquinas revestida a camarinha de zinco. Os acabamentos interiores essenciais serão em soalho de madeira nos pavimentos, gesso cartonado nas paredes e tectos e mármore branco nas zonas de água. As esquadrias interiores serão em madeira e aço inox; as exteriores em madeira e alumínio.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra |  FG+SG
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6. Os pavimentos exteriores serão em lajeado de granito nas escadas e patamar de acesso; e em mármore branco nas varandas. No que se refere ao projecto de paisagismo e arranjos exteriores, a proposta prevê a limpeza e consolidação das ruínas da canelha das Longras, à semelhança do que foi efectuado na intervenção recentemente realizada nas margens do Tâmega, assim como a preservação de algumas das árvores de fruto existentes. Como suporte às actividades da Fundação no exterior, prevê-se o revestimento do solo com um prado em quase toda a extensão da área a intervir, com excepção do solo natural correspondente à projecção do edifício, para o qual se prevê a instalação de um tapete de hera. A vegetação arbórea e arbustiva proposta será composta maioritariamente por espécies autóctones, preferencialmente provenientes de propágulos recolhidos localmente, ou na região. A sua utilização tem como objectivo estabelecer maciços capazes de gerar sebes não talhadas de protecção, necessárias à organização e leitura do espaço. A vegetação será ripícola. O sistema de rega será automático por aspersores e, pontualmente, por nebulizadores e pulverizadores.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra |  FG+SG
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7. O esquema de acessibilidades e zonas exclusivas para pessoas com mobilidade condicionada, tal como indicação de lugares de estacionamento, está apresentado em desenho na folha 5.

Junto ao acesso principal da Fundação, no arruamento a Noroeste, serão disponibilizados 2 lugares de estacionamento dedicados a pessoas com mobilidade condicionada que poderão aceder ao edifício através da rampa com pendente de 6%. Para além deste, prevê-se a Sudoeste, um parque de estacionamento com mais 4 lugares. Este percurso poderá desenvolver-se, pelo trajecto mais curto, à cota do solo natural. O acesso ao edifício será através de ascensor.

O programa da Fundação desenvolve-se num piso único. Os degraus de soleiras, no acesso ao edifício, nunca ultrapassam os 2cm de altura. No auditório prevê-se 2 lugares dedicados a pessoas com mobilidade condicionada, que se encontram de nível com o acesso do espaço. As instalações sanitárias de utilização geral dispõem de espaços reservados para pessoas com mobilidade condicionada.

Implantação
Implantação
Corte L2
Corte L2

8. O edifício está enquadrado de acordo com o Plano de Pormenor das Margens do Tâmega e respeita os parâmetros urbanísticos em vigor no P.D.M. da C. M. de Chaves, tendo como valores globais:

Área do lote: 16.658m2
Área de implantação: 2.768m2
Área de construção: 2.768m2
Volume de construção: 20.538m3
Cércea: 11,6m
Número de pisos abaixo da cota de soleira: 1
Número de pisos acima da cota de soleira: 1

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

Veja todas as fotos da sessão fotográfica feita por Fernando Guerra.

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso / Álvaro Siza Vieira" 12 Jul 2016. ArchDaily Brasil. Acessado . <http://www.archdaily.com.br/br/791205/museu-de-arte-contemporanea-nadir-afonso-alvaro-siza-vieira>
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