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O convento de Santa Clara-a-Nova é um enorme e notável edifício de arquitectura maneirista, com uma cerca de 7 ha. Para a edição de 2019, sob o lema “a terceira Margem” propusemos a edificação de três recintos, construções informais, Hortus conclusus de características muito diversas, lugares dentro de lugares, zonas de descanso e espaços de mediação e ligação entre o programa de artes plásticas e de arquitectura que funcionam também como estratégias de activação da grande cerca do Convento de Santa Clara-a-Nova. Designámo-los por Hortus conclusus #1 - Claustro, Hortus conclusus #2 - Floresta e Hortus conclusus #3 – Terreiro. São construções sem projecto, no seu sentido antecipatório, e o projecto é simultâneo da obra. Hortus conclusus #1 - Claustro. Um grande conjunto de árvores cortadas pelos militares descaracterizava o pátio central do convento. Hortus conclusus #1 é o resultado do empilhamento disciplinado dessa madeira, executado por colaboradores do atelier e voluntários da bienal procurando dominar o equilíbrio, a estabilidade, a gravidade e o peso do material, o que resultou num workshop informal. Recintou-se um território, criando um lugar dentro do lugar, uma improvável terceira margem. A vegetação autóctone manteve-se no centro do lugar. Um conjunto de ciprestes plantados opõe-se à horizontalidade dominante e garante a presença da cor verde sobre o castanho outonal das espécies existentes. Foi nesta 3a edição um local de pausa, de encontro e de disseminação de ideias, um Disseminário, lugar que desde a 1a edição tem existido no Anozero. Na sua modéstia, tem a mesma natureza do convento, construído também com as pedras das pedreiras da sua cerca. Veja mais Veja a descrição completa
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