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Até agora, a maioria dos discursos ambientais na arquitetura se concentrava no carbono como subproduto da construção civil, fazendo parecer que, de maneira ecológica, a preocupação mais premente é a eficiência energética. Essa postura compartimenta a disciplina e desloca a origem da crise climática das organizações políticas, econômicas e espaciais dominantes que são sua causa. Em resposta a esse deslocamento, Log: 47 Overcoming Carbon Form reconsidera a ligação entre arquitetura e clima, explorando a reciprocidade entre energia e forma construída. Para isso, a energia deve ser entendida além de sua capacidade técnica, vista como uma força política e cultural com repercussões espaciais inevitáveis.  Três paradigmas de geração de energia marcam a história da humanidade - forrageamento, agricultura e combustíveis fósseis intensivos em carbono. A cada transição de um para o outro, a capacidade produtiva da sociedade humana era transformada, reestruturando a ordem social existente e gerando um paradigma espacial e arquitetônico correspondente. A mudança de uma sociedade nômade para uma agrícola deu origem a vilas e cidades; a mudança que se seguiu para uma sociedade industrial impulsionada por combustíveis fósseis deu origem a cidades industriais, redes comerciais globais, subúrbios e megacidades. Esse paradigma espacial mais recente, que chamo de forma do carbono, é o foco de Log. Veja mais Veja a descrição completa
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