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O interior do sobrado tombado do antigo cinema da cidade de Paraty encontrava-se em ruínas, porém livre de divisórias, tal qual uma casca vazia, inacabada e aberta à livre ocupação. As marcas do tempo, das sucessivas reformas e modificações, todas à mostra revelando parte da história do lugar. Como uma obra aberta, tratava-se de um convite às novas possibilidades, mas também de uma forte memória e identidade à preservar. O projeto de arquitetura se orienta, portanto, a partir da percepção de que a história deste prédio tombado não está congelada no tempo, mas aberta à sua continuidade como espaço vivo de cultura e memória em permanente construção. Com efeito, as decisões de projeto norteiam-se pela mínima intervenção necessária para a adequada realização das atividades propostas, e valorização/proteção do patrimônio histórico e afetivo existente. Busca-se a distinção intencional entre elementos novos dos existentes, evitando confusão entre o antigo e o novo, sem prejuízo do conjunto arquitetônico. Didaticamente, o funcionamento construtivo, elétrico e hidráulico é mantido aparente tanto quanto possível. Espaços de serviço, apoio e infraestrutura são concentrados de modo a potencializar a continuidade do espaço livre e sua flexibilidade de uso. Veja mais Veja a descrição completa
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