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Existia um projeto original do qual se realizou apenas a estrutura, que permaneceu inacabada, como tantas outras. Um esqueleto de concreto armado muito potente, caracterizado pelas duas fachadas do primeiro pavimento que, atuando como grandes vigas, suportam um generoso vão de mais de seis metros. Deve-se destacar também os pátios ingleses, que permitem a ocupação total do subsolo, de modo que grande parte da superfície habitável da casa permanece oculta sob o terreno. Na superfície se propunha una leitura de obra acabada como forma de inserção dos volumes diferenciados, com acabamentos diferentes, sobre os que se perfuravam pontualmente para criar aberturas de iluminação para os ambientes da residência. Passados dez anos, surge a oportunidade de terminar a obra e repensar o projeto. Novas intenções guiam o desenvolvimento da proposta. Tendo percebido muitas tensões em um terreno de dimensões restritas, procurou-se compensar o inquietante equilíbrio do volume superior em balanço por meio da formação de uma plataforma elevada transversal que ajudasse, por sua vez, a vencer o desnível entre o interior da casa e o jardim. Este gesto sugere um assentamento mais enraizado da casa sobre o terreno, ideia que é reafirmada tanto pelos pátios ingleses, quanto pelo prolongamento das fachadas. Tudo isso reitera a componente horizontal do projeto. Se propõe, assim, uma composição de listras sobrepostas, configuradas por meio de um revestimento de zinco e madeira, que aliviam e dissolvem a percepção das massas primárias, proporcionam uma imagem homogênea, monolítica, mais serena, absorvem e integram os diferentes vazios, incluem as janelas de correr para proteção solar e, além disso, diluem quase completamente a presença original dos dois volumes. O mesmo padrão levado ao interior da residência é reforçado na intenção de perpetuar as fugas e dissolver os limites, proporcionando uma maior sensação de amplitude. Veja mais Veja a descrição completa
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