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Por Marcelo Ferraz O conjunto Cirell – casa e pavilhão – projetado por LBB em 1964 é um experimento arquitetônico purista, mascarado organicamente pelos vários materiais utilizados, incluindo aí a vegetação. Sim, a vegetação de bromélias, musgos e parasitas se funde com as argamassas de muitas pedras, conchas e nichos de terra. O purismo do projeto está justamente na geometria das formas, nas plantas e nos volumes dos dois corpos principais. A casa de morar é um cubo cortado internamente em diagonal, a meio nível, por um mezanino, conformando o vazio de duplo pé direito da sala de estar. A casa de hóspedes/atelier, batizada por Lina de Torraccia, é um cilindro que se assenta numa cota um pouco mais baixa do terreno. Tanto a casa cúbica quanto o cilindro Torraccia recebem elementos – volumes secundários - que mascaram a leitura imediata das formas puras, como que “adocicando” a dureza geométrica. Na casa principal, são as varandas de telha de barro (originalmente de palha) que fazem uma espécie de “saia de bailarina de Degas” a meio volume do cubo, e o volume da cozinha aos fundos; no atelier/casa de hospedes Torraccia, é o cinturão de construções ao fundo, conectadas ao cilindro – pequenos quartos, banheiros e cozinha, além da varanda aberta “desconstruída” na fachada frontal. Uma imagem forte, como se o cilindro tivesse levado uma mordida perdendo um pedaço. Lina dizia que não sabia como terminar as paredes circulares para dar lugar à abertura da varanda até que se lembrou das ruínas dos monumentos da antiguidade que têm suas terminações tão justas e bem resolvidas. Veja mais Veja a descrição completa
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