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Planejamento Urbano: O mais recente de arquitetura e notícia

Jan Gehl: "Nos últimos 50 anos, os arquitetos esqueceram o que é uma boa escala para o ser humano"

Esta entrevista foi inicialmente publicada no website da revista City Manager sob o título 'Jan Gehl, ciudades para la gente.'

Jan Gehl reconheceu ser um seguidor de Jane Jacobs, a quem ele chama de "avó" do urbanismo e do planejamento humanista. Ele também foi professor na Royal Danish Academy of Fine Arts em Copenhague e professor visitante no Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, México, Austrália, Bélgica, Alemanha, Polônia e Noruega. Há cinquenta anos criou sua própria consultora intitulada Gehl Arquitects na Dinamarca, com a qual realizou vários projetos pela melhoria urbana ao redor do mundo, também utilizando dados e estratégias analíticas.

A seguir, a entrevista com o arquiteto dinamarquês, referência teórica internacional em desenvolvimento urbano, depois de Jane Jacobs, da escala humana no projeto de espaços públicos.

8 de Novembro: Dia Mundial do Urbanismo

Hoje, dia 8 de novembro, comemora-se o Dia Mundial do Urbanismo. A data foi criada em 1949 por Carlos Maria della Paolera, professor da Universidade de Buenos Aires, cujo intuito era aumentar o interesse profissional e público no planejamento, tanto local como internacionalmente. Paolera também desenhou o símbolo que representa a trilogia dos elementos naturais essenciais à vida, como o sol (em amarelo), a vegetação (em verde) e o ar (em azul), remetendo ao equilíbrio entre os meios natural e os seres humanos. Atualmente, o evento é celebrado em trinta países em quatro continentes.

Da antiga cidade de Eridu à Metropolis de Fritz Lang: animação mostra a busca pela cidade ideal

As cidades são um universo por si só; expandindo-se furiosamente, expelindo-se, zunindo no tempo e no espaço. Elas são agredidas, esquadrinhadas, levadas ao limite, incendiadas; São entranhas traiçoeiras que engendram guerras, vitórias banhadas em sangue e regozijo. O espaço construído sempre foi um reflexo dos medos, anseios e ideais de seus habitantes, e é, como tal, uma das primeiras e mais poderosas formas de expressão humana.

Neste ano, no dia mundial das cidades, assista a "The Perfect City", uma animação criada pelo designer Al Boardman para a nova série da BBC "Designed" do site BBC Culture. A série retrata a busca do "ideal" e do 'perfeito' no projeto do espaço urbano ao longo da história da humanidade. Narrado e dirigido pelo renomado crítico de arquitetura e escritor Jonathan Glancey, o vídeo mostra em apenas 2 minutos alguns dos principais exemplos do planejamento urbano na historia da humanidade, antigo e novo, bem sucedido e mal sucedido.

O que é planejamento cicloinclusivo?

A bicicleta é um meio de transporte presente há décadas em cidades brasileiras, principalmente pela capacidade de dar acesso, a baixíssimo custo, ao trabalho, equipamentos públicos, serviços e lazer. Com dificuldade para arcar com o custo da tarifa do transportes públicos das grandes cidades, uma parcela da população sempre usou a bicicleta para os deslocamentos cotidianos. Mais recentemente, o aumento constante de níveis de congestionamentos, ruídos urbanos e poluentes levou também outro segmento da sociedade a adotar a bicicleta diariamente, buscando para além da qualidade de vida mostrar às pessoas como uma cidade pode ser melhor e mais sustentável através da bicicleta. Isso tem gerado um efeito surpreendente para o debate público, que está cada vez mais abordando a importância de tornar nossas cidades mais cicloinclusivas.

Adaptado para o português do termo em inglês bike friendly, o termo cicloinclusivo se refere à promoção do uso da bicicleta de forma integrada ao sistema de mobilidade urbana de uma cidade. O planejamento cicloinclusivo é muito mais do que construir ciclovias: trata-se de transformar a cidade em um lugar seguro e confortável para todos, com pertencimento, cidadania e interações entre as pessoas nos espaços públicos.

Relendo Jane Jacobs: 10 lições para o século XXI de "Morte e Vida de Grandes Cidades"

Este artigo foi originalmente publicado por Common Edge como 10 Lessons Learned by Rereading Jane Jacobs.

Na semana passada, eu estava fazendo as malas e encontrei uma cópia de Morte e Vida de Grandes Cidades. Não lembro quando eu li o livro, mas foi há mais de vinte anos (numa fase anterior ao meu envolvimento profissional com as cidades). Como um tributo muito tardio ao seu aniversário de 100 anos, eu decidi mergulhar de volta nesse notável livro. Apresento aqui dez observações sobre a madrinha da cidade americana.

7 Concursos anuais que todo estudante de arquitetura deveria participar pelo menos uma vez

Quando você está acostumado com o ritmo árduo na escola de arquitetura, as férias podem bater em você como a chuva em um dia quente - bom no início, mas terrivelmente irritante após algum tempo. Enquanto os primeiros dias passaram com você recuperando o do sono perdido e os episódios de Game of Thrones, você percebe que, em breve, você estará enlouquecendo com nada para absorver toda a sua energia contida.

É aqui que os concursos de arquitetura são úteis. Eles fornecem uma saída construtiva enquanto são profundamente cativantes, evitando que fosse passe o dia no Youtube vendo se o Buzzfeed carregou um novo vídeo. Além disso, o fato de você não estar mais limitado pelo seu professor de projeto ou pelo currículo da escola, permite que você experimente de forma criativa. Com diversos concursos internacionais acontecendo o tempo todo, você pode escolher de acordo com seus interesses individuais e da quantidade de tempo que deseja dedicar. No entanto, o grande número de concursos disponíveis pode também ser altamente confuso. Aqui, listamos sete das mais prestigiadas competições anuais de arquiteturas abertas aos estudantes:

Cidade saudável: a relação entre planejamento urbano e saúde pública

Texto por Bárbara Bonetto

O potencial de colaboração entre saúde pública e planejamento urbano é enorme. Estas duas áreas são grandes promotoras do bem-estar humano e têm em seu dia a dia vários dos mesmos mecanismos: a avaliação das necessidades locais (diagnóstico), prestação de serviços, gerenciamento de complexos sistemas sociais, atuação a nível populacional e uso de instrumentos participativos, com atenção especial às necessidades das populações vulneráveis.

Espaços Públicos: o que o planejamento urbano pode ganhar com a tecnologia

Ao longo das últimas décadas, o mundo viveu o crescimento da população urbana, que até 2050 deve chegar a dois terços da população mundial. Em paralelo, novos avanços tecnológicos facilitaram, otimizaram e/ou automatizaram uma série de atividades do nosso dia a dia. No entanto, mesmo com o número cada vez maior de pessoas vivendo nas cidades e a evolução da tecnologia, o planejamento urbano não se modernizou no mesmo ritmo, e ainda não somos capazes de construir espaços verdadeiramente propícios ao nosso bem-estar e felicidade.

A priorização do transporte motorizado, entre outros fatores, continua a gerar ambientes urbanos prejudiciais à saúde física e mental e sem a resiliência necessária para se adaptar ao futuro. Em uma de suas citações mais famosas, Jan Gehl comentou que “nós sabemos mais sobre o que são ambientes saudáveis para gorilas, tigres siberianos e ursos-pandas do que sabemos sobre um bom ambiente urbano para o homo sapiens”. Apesar de vivermos hoje na era do big data, a qualidade dos dados que possuímos sobre as cidades ainda é consideravelmente pobre. São dados que carecem de substancialidade e são, em sua maioria, desatualizados – e mesmo assim é a partir dessas informações que ainda formulamos as normas e políticas que orientam a construção de nossas cidades.

Construção do "Sky Park" de Zaha Hadid Architects é iniciada em Bratislava

O escritório Zaha Hadid Architects iniciou a construção de um novo empreendimento de 5,5 hectares em Bratislava, na Eslováquia. Conhecido como "Sky Park", o masterplan transformará um terreno abandonado, localizado em uma antiga região industrial da cidade, em um parque e comunidade de uso misto de 20 mil metros quadrados com mais de 700 apartamentos e 55 mil metros quadrados de escritórios e comércio.

© Penta Investments © Penta Investments © Penta Investments © Penta Investments + 20

Lemay projeta transformação costeira em Casablanca, Marrocos

O escritório Lemay, de Quebec, venceu a concorrência para redesenhar a orla de Casablanca, Marrocos, que incluirá o novo passeio marítimo da Mesquita Hassan II e Ain Diab.

Com modernidade, sustentabilidade e inovação em mente, o desenho urbano e paisagístico irá promover a mobilidade ao longo da corniche (uma estrada costeira, no penhasco) e visa reforçar a atração da costa.

Lançado em dezembro, o projeto contará com um parque urbano ao longo do aterro El Hank, que incluirá áreas de descanso, passarelas, esportes ao ar livre, entre outros. Como uma extensão da Mesquita Hassan II, o passeio é esperado para se tornar um novo marco marroquino.

Cortesia de v2com. © Lemay Cortesia de v2com. © Lemay Cortesia de v2com. © Lemay Cortesia de v2com. © Lemay + 13

Barcelona criará 44 hectares de novas áreas verdes até 2019

A Prefeitura de Barcelona destinará entre 45 e 50 milhões de euros para a criação de 44 hectares de infraestrutura verde até 2019, segundo anunciou a Secretária de Ecologia, Urbanismo e Mobilidade, Janet Sanz, em conferência de imprensa.

O anúncio foi realizado durante a apresentação do Programa de Impulso à Infraestrutura Verde Urbana, um projeto apoiado em três eixos que visa aumentar em 165 hectares a quantidade de áreas verdes naturais até o ano de 2030, aumentando 1 metro quadrado de área verde por pessoa.

Em foco: Jane Jacobs

"A complexa trama de diferentes usos nas cidades não é uma forma de caos. Pelo contrário, representa uma forma complexa e altamente desenvolvida de ordem."

MAD divulga proposta para trilhos degradados de Milão

Em uma apresentação na Semana de Design de Milão 2017, MAD Architects revelou sua proposta para o projeto Scali Milano, que convidou cinco escritórios internacionais (MAD, Stefano Boeri Architetti, Mecanoo, MIRALLES TAGLIABUE EMBT e Cino Zucchi Architetti) para propor um desenho urbano reativando a comunidade, com o objetivo de transformar uma série de trilhos de trens negligenciados de Milão em "paisagens sociais produtivas que estabelecem uma harmonia entre os cidadãos de Milão, a região metropolitana maior e o ambiente natural".

Intitulado istorical Future: Milan Reborn, o esquema de MAD propõe a reorganização dos trilhos em uma série de micro-sistemas interligados que seguem cinco conceitos espaciais: "Cidade de Conexões", "Cidade do Verde", "Cidade do Viver", "Cidade da Cultura" e "Cidade dos Recursos".

© Piero Cruciatti / La Presse © Piero Cruciatti / La Presse Conselheiro de Planejamento Urbano, Verde e Agricultura para a Cidade de Milão Pierfrancesco Maran, Diretor Executivo de Sistemas Urbanos Carlo De Vito, e Ma Yansong no local de exposições © Piero Cruciatti / La Presse + 21

Parques latentes em São Paulo / Eloísa Balieiro Ikeda

Existe muita área verde em São Paulo. Em 2013, segundo o Observa Sampa[1], havia 14,07m² de cobertura vegetal pública por habitante, uma proporção que supera o mínimo de 12,00m² recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O mesmo instituto indicava também que neste ano 40,79% da área que ocupa a cidade era verde, índice reduzido em 5,78% em relação ao ano anterior. Se considerarmos a metrópole de São Paulo, essa proporção aumenta, pois são incorporadas vastas áreas rurais e de mata atlântica.

A utopia das cidades compactas e sem separação de classes / Ângelo Marcos Arruda

Lendo o artigo “Cidades: densidade e diversidade”[1], pude perceber que há algo de novo no Reino da Dinamarca na questão urbana: cidades dispersas e ricos e pobres morando distantes um do outro é tema que está na ordem do dia.

No começo pensei: teremos que mudar uns 5.000 anos de história das cidades. Será que esse assunto desperta debates? Lá pelo meio do artigo, os articulistas afirmam: “Aumentar a densidade urbana contribui não apenas para reduzir custos do transporte e impactos ambientais, mas pode amplificar as oportunidades para economias de aglomeração... O aumento da densidade frequentemente está associado ao aumento da diversidade.” E ainda confirmam que o compartilhamento da área urbana entre pessoas de diferentes níveis sociais – ricos e pobres -, significa não apenas o ideal utópico de uma democracia espacial e territorial, mas também um motor de eficiência econômica. Territórios plurais são mais eficientes do ponto de vista produtivo e é uma pauta que pode aproximar as correntes da esquerda com a direita e as agendas urbanas das pessoas, sociedades, entidades, empresas e governos, por uma nova agenda social urbana.

MVRDV + Austin-Smith:Lord selecionados para revigorar o centro de Glasgow

A Câmara Municipal de Glasgow escolheu uma equipe multidisciplinar liderada pela MVRDV e o escritório Austin-Smith:Lord, de Glasgow, para transformar o centro de Glasgow em um local "mais habitável, atraente, competitivo e sustentável". Intitulada (Y)our City Center, a estratégia pede uma regeneração do centro da cidade, com 400 hectares, que reorganizaria a circulação e as infraestruturas, proporcionando novas opções residenciais para apoiar o centro econômico da Escócia.

Broomielaw. Imagem © MVRDV Projetos de Parques. Imagem © MVRDV Ruas e Espaços. Imagem © MVRDV Edificações Principais. Imagem © MVRDV + 7

Clássicos da Arquitetura: Projeto Urbano de Chandigarh / Le Corbusier

Em 15 de agosto de 1947, na véspera da independência da Índia do Reino Unido, veio uma diretiva que transformaria o subcontinente para as próximas seis décadas. A fim de salvaguardar a população muçulmana do país da maioria hindu, os líderes coloniais de partida deixaram de lado as porções noroeste e leste do território para seu uso. Muitos dos cerca de 100 milhões de muçulmanos espalhados por toda a Índia receberam pouco mais de 73 dias para se mudarem para esses territórios, as nações modernas do Paquistão e Bangladesh. À medida que as fronteiras dos novos países eram desenhadas por Sir Cyril Radcliffe (um inglês cuja ignorância da história e da cultura indianas era percebida pelo governo colonial como uma garantia de sua imparcialidade), o estado de Punjab foi dividido entre a Índia e o Paquistão, sendo que o último acabou ficando om a capital Lahore. [1] Foi na esteira dessa perda que o Punjab precisaria de uma nova capital do Estado: uma que não só servisse às exigências logísticas do estado, mas fizesse uma declaração inequívoca para o mundo inteiro de que uma nova Índia -modernizada, próspera e independente-tinha chegado.

© Laurian Ghinitoiu © Laurian Ghinitoiu © Laurian Ghinitoiu © Laurian Ghinitoiu + 59

Existe um tamanho ideal para as cidades? Ou tudo depende de planejamento?

Nas palavras de Jane Jacobs, as cidades são a origem da inovação, diversidade, tolerância e prosperidade. A expansão territorial dos grandes centros urbanos parece refletir todo esse complexo movimento que ocorre para acomodar todas as transformações econômicas e sociais. Quanto, porém, elas podem crescer? Qual o tamanho ideal?

Um recente estudo feito por economistas do National Bureau of Economic Research dos Estados Unidos tenta responder a essas perguntas ao analisar centros norte-americanos. Entre as conclusões, está o fato de que grandes cidades dos Estados Unidos poderiam ter seu tamanho reduzido em até um terço. Mais que isso, o país pode ter atualmente duas vezes mais cidades que o necessário, fazendo com que metade da população americana viva em lugares pequenos demais.