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Construction: O mais recente de arquitetura e notícia

Dicas para usar o concreto aparente em seus projetos

Não há como negar. O concreto aparente é o queridinho entre os arquitetos. Atualmente, vem sendo adotado em uma gama de construções e tipologias, desde obras de infraestrutura até projetos residenciais. Além de suas qualidades estruturais, sua aparência também agrada muito. Seu uso oferece determinadas qualidades e flexibilidade que podem garantir diferentes aspectos plásticos aos projetos. Já mostramos como pré-dimensionar estruturas em concreto, ou mesmo entender o que as rachaduras querem nos dizer. A seguir apresentamos algumas dicas para empregar este material e obter o melhor de suas possibilidades quando deixado aparente:

Casa Xieira II / A2 + Arquitectos. Image © Fernando Guerra | FG+SGMUBE / Paulo Mendes da Rocha. Image © Estúdio FlagranteCasa das Histórias Paula Rego / Eduardo Souto de Moura. Image © Pedro KokWabi House / Tadao Ando. Image © Edmund Summer+ 14

Steel Frame e Timber Frame: vantagens dos sistemas construtivos a seco

Ao conceber um projeto de arquitetura e iniciar uma obra, muitos são os pontos considerados para garantir qualidade e custo-benefício. Entre os pontos chave ponderados, a técnica construtiva a ser adotada é na maioria dos casos o primeiro item a ser avaliado, tanto por questões de execução ao materializar o desenho proposto, quanto ao processo decorrente deste – tempo, custo integral, mão de obra, acabamentos e qualidade final.

Arquitetura com blocos de concreto: como construir com este material modular e de baixo custo?

O bloco de concreto é um material pré-fabricado utilizado, sobretudo, para a construção de paredes e muros. Como os tijolos comuns, os blocos funcionam em conjunto quando empilhados e quando unidos com argamassa. Para realizar esta união, os blocos têm um interior oco que permite a passagem de barras de aço e enchimento de argamassa.

Há uma grande variedade de dimensões e texturas, desde as superfícies lisas mais tradicionais até os acabamentos ondulados ou rugosos. Existem unidades especiais para cantos ou blocos próprios para receberem armaduras longitudinais. Suas dimensões variam entre o clássico 8x8x16 polegadas (aproximadamente 19x19x39 cm), para uso estrutural e outras versões mais finas para partições, com dimensões próximas a 8x3,5x39 polegadas (aproximadamente 19x9x39 cm). Mas como incorporá-los de forma criativa em nossos projetos?

Vila Matilde House / Terra e Tuma Arquitetos Associados. Image © Pedro KokCasa + Estudio / Terra e Tuma Arquitetos Associados. Image © Pedro KokSilent house / Takao Shiotsuka Atelier. Image © Takao Shiotsuka AtelierCasa entre Bloques / Natura Futura Arquitectura. Image © JAG Studio+ 24

Tipos de lajes de concreto: vantagens e desvantagens

Ao desenvolver um projeto de arquitetura, independente da escala ou programa, os arquitetos se deparam com uma série de escolhas a serem feitas quanto ao processo construtivo adotado, sob aspectos variados: estrutural, econômico, mão de obra disponível, estética, entre outros – em prol da melhor solução.

A partir das muitas dúvidas que surgem no decorrer de seu desenvolvimento quanto à escolha dos sistemas construtivos, preparamos um guia prático acerca dos principais tipos de lajes de concreto moldadas in loco e pré-fabricadas que o projetista deve conhecer, com as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

Saiba mais a seguir:

Conheça a versatilidade do policarbonato através de 17 obras

© Spaceshift Studio© José Hévia© Yuta Oseto© Akira Nakamura+ 20

Geralmente utilizado em telhados e revestimentos industriais, o policarbonato é um material que, graças à sua resistência, leveza, fácil instalação e permeabilidade ilumínica, tem ampliado seu espectro de usos tanto na arquitetura residencial como educacional.

Apresentamos uma seleção de 17 obras que são excelentes exemplos do uso do policarbonato. Habitações, escolas, escritórios, indústrias e bibliotecas que evidenciam essa tendência global.

Técnicas construtivas góticas inspiram o desenvolvimento de lajes leves de concreto na ETH Zurich

Com a intenção de maximizar os vãos disponíveis e diminuir custos de construção, pesquisadores do Departamento de Arquitetura da ETH de Zurique criaram uma laje de concreto que, com uma espessura de apenas 2cm, é estrutural e simultaneamente sustentável. Inspirado pela construção de abóbadas catalãs, este novo sistema de lajes substitui barras de aço reforçadas por nervuras verticais estreitas, reduzindo significativamente o peso da estrutura e garantindo a estabilidade para resistir às distribuições irregulares em sua superfície.

Ao contrário dos pisos de concreto tradicionais que são evidentemente planos, estas placas são projetadas para arquear e suportar cargas principais, reminiscente dos tetos abobadados encontrados em catedrais góticas. Sem a necessidade de reforços de aço e com menos concreto, a produção de CO2 é minimizada e os pisos de 2 cm resultantes são 70% mais leves do que suas contrapartes típicas de concreto.

via Block Research Groupvia Block Research Groupvia Block Research Groupvia Block Research Group+ 5

7 Experimentos arquitetônicos que falharam completamente

A experimentação em arquitetura é o que impulsiona a disciplina para frente. Em um cenário ideal, na fase de planejamento de um projeto são realizadas cuidadosas investigações numa colaboração entre o arquiteto, o empreiteiro e o cliente para que a ideia inicial seja executada de forma tranquila e, finalmente, o produto final seja bem-sucedido. Mas não é incomum, mesmo para os arquitetos mais qualificados, cometer erros ao longo do processo, seja por conta de uma redução de orçamento, imprevistos, falta de supervisão, ou qualquer coisa neste sentido. De alguma forma, todos os projetos aqui caem na categoria de experiências que falharam, mas alguns também se tornaram potenciais modelos para revitalização de edifícios existentes, ao invés de resultar em demolição e reconstrução (o que seria menos sustentável). Continue a leitura para descobrir o que deu errado nestes notáveis desastres.

Cenouras podem tornar o concreto mais forte e sustentável?

As cenouras podem não ajudá-lo a enxergar no escuro, mas elas podem tornar seus edifícios mais fortes e mais ecológicos. Engenheiros da Lancaster University, no Reino Unido, trabalharam em colaboração com a Cellucomp Ltd do Reino Unido para estudar os efeitos da adição de “nano plaquetas” extraídas das fibras das raízes para melhorar o desempenho das misturas de concreto.

Os concretos de compósitos vegetais, feitos a partir de vegetais como a beterraba ou a cenoura, têm superado estruturalmente e ambientalmente todos os aditivos de cimento comercialmente disponíveis, tais como grafeno e nanotubos de carbono, fazendo isso a um custo muito menor.

15 Pontes para pedestres e seus detalhes construtivos

Cortesía de RO&AD Architecten
Cortesía de RO&AD Architecten

Cortesía de DVVD Engineers Architects DesignersCortesía de Mark Thomas ArchitectsCortesía de VAUMMCortesía de cepezed+ 32

É cada vez mais importante e coerente a criação de estruturas urbanas voltadas aos pedestres - arquiteturas que ajudam a melhorar a qualidade de vida nas cidades, conectando espaços e encurtando distâncias. Seu uso favorece não apenas os próprios pedestres, mas também milhares de ciclistas urbanos que optaram pelas duas rodas por questões de saúde e tempo. A seguir, compilamos imagens e detalhes construtivos de 15 pontes e passarelas peatonais, de diferentes materiais, formas e sistemas estruturais. 

Cursos online para aumentar seus conhecimentos sobre construção e materiais

É sempre bom ampliar nossos conhecimentos, ainda mais se esses permitem melhorar substancialmente os resultados de nosso trabalho cotidiano. Os temas relacionados a estruturas, sistemas construtivos e o comportamento dos materiais, são fundamentais em nossa disciplina. Conhecê-los com maior detalhe pode fazer uma grande diferença na maneira que fazemos arquitetura.

Você gostaria de aprender mais sobre carpintaria, energia solar ou alvenaria? Exploramos plataformas e bases de dados MOOC para destacar uma série de cursos online relacionados com esses e outros temas. Muitos dos cursos estão disponiveis permanentemente e podem ser iniciados de imediato. Mas convidamos você a entrar em contato direto com as universidades e instrutores responsáveis por perguntar sobre datas, certificados, custos, idiomas disponíveis e outros detalhes relevantes. Estes cursos são em inglês ou espanhol Se você conhecer algum curso online em português, comente ou envie para nós. Ficaremos felizes em montar uma nova lista.

Sistema de blocos de concreto reduz em 50% o tempo de construção

Buscando reduzir custos e tempo de obra e solucionar o problema da habitalção em regiões menos favorecidas do México, Juan Manuel Reyes da Armados Omega e o arquiteto Jorge Capistrán desenvolveram um sistema construtivo de baixo custo e que reduz em 50% o tempo de construção, a partir de um simples módulo de blocos que não requer o uso de misturas aglutinantes ou mão de obra especializada.

Dez vídeos em timelapse que exploram a relação entre construção e arquitetura

Somos geralmente treinados para considerar o contexto quando o edifício está concluído, mas frequentemente negligenciamos a fase de construção. Se a arquitetura é avaliada com base em seus impactos no entorno a partir do momento em que ela é concluída, o que se pode aprender com o processo de construção? Os vídeos em timelapse são uma ferramenta que podem ajudar arquitetos a compreender os impactos da construção, já que nestes vídeos, anos de desenvolvimento são comprimidos em poucos minutos, o que pode auxiliar a identificar padrões de impacto social e econômico.

O que os vídeos em timelapse revelam pode ser tão perturbador quanto interessante; quando desvelado, o processo de construção pode evidenciar, por exemplo, que o consumo de energia é tão monumental quanto o próprio edifício. Estes vídeos permitem que o espectador tenha uma melhor compreensão dos tipos e quantidades de materiais empregados na construção e do impacto desta no entorno imediato. Ao comparar vídeos em timelapse de diferentes processo, que pistas encontramos acerca de como o processo fisicamente generativo da arquitetura afeta as pessoas e os lugares?

O que designamos será construído por outra pessoa: o perigo que enfrentam os trabalhadores no documentário 'En el hoyo'

O documentário "No Buraco" (En el Hoyo, 2006), do cineasta mexicano Juan Carlos Rulfo, apresenta a fadigosa realidade dos trabalhadores em obras urbanas de grande envergadura, trazendo como caso de estudo a construção do segundo pavimento do Anel Periférico ao sul da Cidade do México, uma enorme ponte apelidada de "o segundo pavimento".

O filme, que recebeu o prêmio de melhor documentário internacional no Festival de Cinema de Sundance, nos mostra o lado humano da obra através das histórias pessoais de alguns dos seus construtores, revelando a cotidianidade de um trabalho que é realizado em arriscadas condições e com a morte rondando entre as máquinas e os ferros.

O documentário nos lembra que tudo o que projetamos será em algum momento construído, tijolo por tijolo, por outra pessoa. Pensamos nisso na hora de desenhar?

A metamorfose de Hong Kong registrada na série fotográfica "Cocoon"

Em 1994, uma técnica comum na construção civil em Hong Kong, praticada há mais de 100 anos, atraiu a atenção do fotógrafo Peter Steinhauer e o levou a passar quase uma década registrando este fenômeno urbano singular. O andaime de bambu e as envoltórias têxteis fotografadas têm como função impedir que os detritos da construção se espalhem, porém, num primeiro olhar, mais parecem obras de Christo e Jeanne Claude, os artistas que ficaram famosos envolvendo edificações como o Reichstag em Berlim.

As fotografias resultantes mostram alguns dos enormes arranha-céus de Hong Kong envoltos em tecidos de cores vivas; suas fachadas se transformam em monólitos, como uma maquete volumétrica em escala real. Steinhauer chamou sua série de "Cocoons" (casulos): o edifício sofre uma metamorfose sob a envoltória, e quando esta é removida, ele está concluído.

Mais imagens desses casulos urbanos, a seguir.

© Peter Steinhauer© Peter Steinhauer© Peter Steinhauer© Peter Steinhauer+ 24

A era do aço acabou. Teria começado uma nova era?

Andrew Carnegie uma vez disse, “Tenha grandes objetivos.” Ele seguiu seu próprio conselho. O poderoso magnata da indústria do ferro do século XIX teve a visão de construir uma ponte por sobre o Rio Mississippi, uma obra de quase dois quilômetros. Em 1874, o elemento estrutural primário era o ferro - o aço apenas engr. As pessoas tinham receio de aço, tinham até medo dele. Era uma liga metálica não comprovada.

No entanto, após a conclusão da Eads Bridge em St. Louis, Andrew Carnegie gerou um golpe publicitário para provar que o aço era de fato um material de construção viável. A superstição popular do dia declarou que um elefante não iria atravessar uma ponte instável. No dia de abertura, um Carnegie confiante, o povo de St. Louis e um elefante de quatro toneladas começaram a cruzar a ponte. O elefante foi recebido no outro lado com pomposo estardalhaço. O que se seguiu foi o maior boom de construção vertical na história americana, com Chicago e Nova York como pioneiros. Isso é certo: você pode agradecer um elefante viciado-em-adrenalina por mudar a opinião americana sobre a segurança da construção em aço.

Então se o aço substituiu o ferro - assim como o ferro substituiu o bronze, e o bronze o cobre - o que iria substituir o aço? Fibra de Carbono.