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Conflitos: O mais recente de arquitetura e notícia

Campos de refugiados: de assentamentos temporários a cidades permanentes

Segundo dados veiculados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), mais de 70 milhões de pessoas têm sido forçadas à abandonar suas casas ao longo dos últimos anos devido a conflitos, violência e catástrofes naturais, sendo que 26 milhões destas são consideradas refugiados de guerra. Em um contexto tão crítico, não podemos apenas continuar pensando em números. É preciso considerar, em primeiro lugar, que cada unidade desta conta representa uma vida – seres humanos que precisam de ajuda. Portanto, chegou a hora de superarmos este permanente estado de perplexidade e partirmos para a ação, isso porque situações como esta não se resolvem da noite para o dia – elas podem durar uma vida inteira. Na atual conjuntura, campos de refugiados não mais podem ser vistos apenas como estruturas temporárias, e é exatamente ai que os arquitetos podem fazer a diferença.

Quando lidamos com crises humanitárias provocadas por conflitos armados, não estamos falando de um fenômeno passageiro. Trata-se, na maioria dos casos, de um caminho sem volta. De fato, segundo o próprio Comissariado das Nações Unidas do Quênia, de todas aquelas pessoas que se veem forçadas a abandonar os seus países de origem ––e têm a felicidade de encontrar um lugar para viver––, “a maioria delas passam mais de 16 anos vivendo em estruturas temporárias.”

Cortesia de ACNURSANLIURFA, TURKEY - February 19, 2014: Aerial view of Akcakale Refugee Camp. Approximately 28.000 Syrian people reside in Akcakale Tent Camp in Urfa.. Image via Shutterstock/ By answer5Vista aérea do campo de refugiados Sírios em Kilis, Turquia. Imagem via Shutterstock/ By savas_bozkayaVista aérea do Campo de Refugiados de Zaatari. Imagem Cortesia de Wikimedia+ 10

5 projetos que ressignificam antigos espaços violentos na Colômbia

A necessidade de reconstrução, tanto física como mentalmente, abre uma grande porta para diferentes interpretações, que nos mostram a capacidade do ser humano em se adaptar apesar de todas as adversidades. Um ser humano resiliente, enfrentando problemas em territórios remotos que foram limitados por conflitos armados, a opressão e o medo.

A arquitetura para o pós-conflito é uma das grandes contribuições para a nova construção de um país que carece de mais consciência social neste processo de paz. A ressignificação de seus territórios, a memória e o senso de apropriação são as características essenciais que enquadram os espaços arquitetônicos e recuperam as zonas que já foram cenário da violência. Seu simbolismo hoje desempenha um papel importante em muitas comunidades, que através da arquitetura são identificadas, mostrando que esses lugares remotos da bela Colômbia hoje tornaram-se exemplos de unidade e convivência.

Diante dessa realidade, selecionamos cinco projetos que despertaram as raízes territoriais, proporcionando espaços flexíveis que prometem novas práticas na trama social.

Paz, a mensagem de esperança de Outsiders Krew em Bogotá

Em um ano marcado pelo Plebiscito pela Paz e o posterior cenário de pós-conflito na Colômbia, hoje a comunidade do bairro Mariscal Sucre em Bogotá se enaltece ante a cidade e o país graças ao mural que integra suas fachadas. Por meio da palavra PAZ, o bairro sobressai de seu contexto informal e marginal, para incluir-se na paisagem urbana composta por morros, por meio dessa obra de arte urbana.

Este é o resultado do trabalho de Outsiders Krew no setor nordeste da capital, nas costas dos morros sobre a Avenida Circunvalar. Em sua segunda visita, os artistas conseguiram estabelecer uma ligação com o bairro vizinho, Chapinero Alto, e com a própria cidade. Sua disposição estratégica formou a palavra PAZ sobre uma rica paleta de cores (verde, violeta, rosa e azul) e a soma de todas as suas fachadas na inclinação significativa da ladeira.

© Outsiders Krew© Outsiders Krew© Outsiders Krew© Outsiders Krew+ 15

5 muros que ainda dividem populações no mundo

Este artigo, escrito por Felipe Amorim, foi originalmente publicado na página Opera Mundi em novembro deste ano com o título "Israel, EUA, Coreia, Grécia e Ceuta: conheça cinco muros que ainda estão de pé".

Há 25 anos, caía na Alemanha o Muro de Berlim. Para muitos, o episódio sinalizava o início de uma nova era, de expansão da globalização e diminuição das fronteiras — simbólicas e reais. Um quarto de século após a queda deste ícone da Guerra Fria, ainda persiste, espalhada pelo mundo, uma série de fronteiras muradas construídas para separar povos.

Abaixo, selecionamos cinco desses "muros contemporâneos":