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Arte Pública: O mais recente de arquitetura e notícia

Sesc São Paulo promove encontros para discutir a importância artística e social das intervenções urbanas

Quem vê São Paulo do alto se espanta com a grandeza e o cinza da cidade. A selva de pedras vista de cima causa uma sensação quase claustrofóbica, uma falsa impressão de que não há vida debaixo das sombras dos arranha-céus. Mas, se por um lado a falta de planejamento criou um caos urbanístico, por outro, as ruas, praças, becos e vielas da metrópole revelam-se verdadeiras galerias de arte ao ar livre. São Paulo é uma cidade que se apresenta através de suas intervenções urbanas.

Artista francês cria cenas imaginárias em edifícios parisienses

Uma grade curvada se transforma em guarda-chuva para um pastor e suas ovelhas e uma construção se torna uma fortaleza de guardas armados com esfregões nas intervenções artísticas do francês Charles Leval, mais conhecido como Levalet. Buscando inspiração nas ruas de Paris, Levalet é conhecido por seus desenhos site-specific que interagem de modo lúdico com a arquitetura do entorno. "A topografia é muito importante para mim, é por isso que eu sempre analiso um lugar antes de trabalhar nele." disse Levalet em uma entrevista para o Underground Paris. "Tento misturar o mundo da representação com o mundo real ao brincar com a coesão física das situações que eu crio. A arquitetura é o suporte da minha obra, então meu trabalho consiste em encenar situações com fotografias."

Veja, a seguir, uma seleção de trabalhos de Levalet. Para conhecer mais sobre o artista e suas intervenções, acesse sua página oficial e seu Facebook.

Minotaure. Imagem © LevaletEnergy drink. Imagem © LevaletPastorale. Imagem © LevaletPortes ouvertes. Imagem © Levalet+ 15

Satélite registra o maior GIF de arte urbana do mundo no Rio de Janeiro

O aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi recentemente palco do maior GIF de arte de rua do mundo. Criada pelo artista anônimo INSA, a obra consistia em uma enorme pintura do chão que recebia pequenas alterações assim que um satélite a quase 700 quilômetros acima da terra registrava em fotografias o trabalho.

Patrocinada pela marca de uísque Ballantine’s, a pintura - cinquenta e sete mil metros quadrados de corações amarelos e rosas - foi produzida por uma equipe de vinte pessoas e demorou quatro dias para ser concluída. A cada nova fotografia, a equipe alterava a ilustração para que, ao fim do processo, as imagens registradas compusessem um GIF animado (mostrado acima).

Intervenções artísticas em faixas de pedestres

Em várias cidades do mundo, as faixas de pedestres estão recebendo intervenções artísticas como forma de chamar atenção de quem passa pelo lugar e conferir mais arte à cidade. A partir das imagens mais compartilhadas nos diferentes lugares, fizemos uma seleção com algumas interessantes intervenções artísticas feitas em faixas de pedestres.

Veja as intervenções, a seguir.

Rapper paulistano invade as ruas com sua música - literalmente

Não é raro vermos pessoas caminhando pelas ruas da cidade com seus fones de ouvido escutando música. Cada um com seu dispositivo fazendo de suas canções prediletas trilha sonora do cotidiano urbano.

Subvertendo esse ato tão banal hoje em dia, o MC paulistano Real resolveu espalhar pelas ruas de São Paulo pequenos dispositivos criados por ele mesmo onde as pessoas podem conectar seus fones e ouvir as obras mais recentes do MC.

Trata-se de pequenas caixas feitas através de impressão 3D que armazenam uma bateria de celular, um catão de memória e um plug para os fones. Essas caixas são, então, “emparedadas”, deixando visível apenas o engate dos fones.

TED Talk: Como a pintura pode transformar uma comunidade

O vídeo acima mostra a dupla de artistas Jeroen Koolhaas e Dre Urhahn em sua palestra no TEDGlobal 2014, que aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 05 e 10 de outubro. Em sua TED Talk, a dupla conta a trajetória por trás do famoso projeto “Favela Paintig”.

Pela primeira vez no Rio há dez anos para realizar um documentário sobre a vida nas favelas, a dupla se impressionou com as comunidades informais, construídas inteiramente pelas mãos dos moradores. Já ao fim das filmagens, ao observar as colinas da comunidade Vila Cruzeiro, completamente tomadas por casas – em sua maioria com os blocos cerâmicos aparentes – Koolhaas e Urhahn tiveram a ideia de rebocar a pintar as construções da comunidade.

#Dysturb: apropriando a rua como ferramenta de inquietação

Fartos de não terem seu trabalho reconhecido ou publicado, os fotojornalistas franceses Benjamin Girette e Pierre Terdjman fundaram este ano o movimento #Dysturb, em que se apropriam das ruas para expor trabalhos fotográficos seus e de outros profissionais realizados em zonas de conflito.

O objetivo dessa iniciativa é “aumentar a consciência sobre o que está realmente acontecendo no mundo”, e nenhum espaço é mais apropriado para essa tomada de consciência que a rua, “a única plataforma social maior que o Facebook”, diz Girette.

Segundo a dupla, as revistas raramente estão interessadas em mostrar o que está acontecendo em países com regiões de instabilidade sócio-política, como o Egito, Geórgia ou Afeganistão, reservando-se a publicar poucas fotos. Nesse sentido, Girette e Terdjman pretendem destacar a importância do fotojornalismo como veículo e ferramenta de conscientização.

Projeto “Serviços Gerais” promove pequenos consertos na cidade

Por que consertamos o que está quebrado e sujo em nossa casa, mas negligenciamos o que não está bem em nossa cidade? Com isso em mente o artista plástico Rodrigo Machado e os cineastas Filipe Machado e Gustavo McNair criaram o projeto “Serviços Gerais”, em que realizam pequenas intervenções de “conserto” nas ruas de São Paulo.

O projeto foi iniciado em 2011 e tem como objetivo fazer com que as pessoas reflitam sobre sua relação com o ambiente urbano, destacando os pequenos e singelos elementos da cidade que estão degradados e necessitam de algum tipo de melhoria.

Apesar de a prefeitura ter o dever de manter as condições adequadas dos elementos urbanos, cabe aos cidadãos, também, zelar pelo bem público. De faixas de pedestres a estátuas e placas, o grupo de artistas vem realizando intervenções em diversas regiões da capital paulista.

Banksy realiza um estêncil por dia em Nova Iorque durante um mês

O artista britânico Banksy tem, sem dúvida, uma abordagem enigmática e inovadora. Trabalhando no anonimato, recorre a várias estratégias para evitar ser reconhecido. Assim, sempre que é convidado para algum evento, surpreende a todos como a maneira como aparece e participa - foi assim que acabou sendo reconhecido como a "Personalidade do Ano" pelo Prêmio Webby.

A estória é a seguinte:

Quatro cidades escandinavas que estão se tornando referências em arte urbana

Já faz bastante tempo que a arte deixou as galerias e os museus para fazer parte do cotidiano dos cidadãos. É assim em diversas cidades do mundo que apresentam verdadeiros museus ao ar livre, onde as ruas e os edifícios renovam a paisagem com enormes murais.

 Seja como forma de aproximar a arte dos cidadãos, de converter as cidades em novas galerias, de tornar as cidades lugares mais inspiradores ou, também, de validar a arte urbana frente as autoridades, são várias as iniciativas que estão sendo levadas adiante para consolidar estas mostras de arte em todo o mundo através de festivais que proporcionam o contato mais estreito entre os cidadãos e as expressões artísticas.

 A seguir, mostramos quatro festivais de arte urbana que estão sendo realizados em Aalborg, Boras, Helsinque e Malmö.

Quatro cidades escandinavas que estão se tornando referências em arte urbana“Lighthouse” por AEC / Interesni KazkiQuatro cidades escandinavas que estão se tornando referências em arte urbanaMural de ECB+ 21

5 iniciativas nos EUA que tornaram os espaços públicos mais dinâmicos

As intervenções realizadas em parques urbanos, como por exemplo, a instalação de cadeiras no Parque Bryant de Nova Iorque, ou as obras de arte que são frequentemente instaladas em espaços públicos, fazem com que as cidades sejam lugares mais agradáveis, dinâmicos e atrativos para viver.

Nesse sentido, a organização estadunidense Project for Public Spaces (PPS), acredita que “mais do que nunca, as obras de arte pública são estimulantes e convidam a um diálogo ativo ao invés da observação passiva, fomentando, assim, a interação social que pode inclusive conduzir a um sentido de coesão social entre os próprios espectadores”.

Tomando essa definição, o especialista em Geografia Humana da Universidade de Auckland, Thejas Jagannath, identificou cinco ações desse tipo que acontecem em cidades estadunidenses e que permitem que os cidadãos mudem sua percepção de um lugar, podendo identificar-se com este, considerando-o divertido e dinâmico.

Veja, a seguir, estes cinco projetos.

Intervenção Urbana: As palavras anamórficas do coletivo Boa Mistura

Não são imagens “photoshopadas” nem alteradas de alguma forma, ao contrário, as palavras estão realmente pintadas nas casas, escadarias, muros e passagens.

Trata-se de duas intervenções urbanas do coletivo artístico Boa Mistura realizadas na Espanha e na Sérvia onde, dependendo do ponto de observação, deparamo-nos com um efeito ótico que rearranja as imagens compondo palavras perfeitamente legíveis a partir de traços irreconhecíveis.

Veja, a seguir, algumas imagens de cada uma das intervenções.

© Boa Mistura© Boa Mistura© Boa Mistura© Boa Mistura+ 19

Arte e Arquitetura: "Scratching the Surface" por Vhils

Museu da Eletricidade © Silvia LopesLisnave © VhilsLisboa 2014 © Alexander SilvaAlfama © SmartB+ 7

O artista português Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils, cria sua arte de forma impactante. Em um de seus projetos, “Scratching the Surface”, o artista nos expõe a dicotomia existente entre a construção e destruição "cravando" sua obra em paredes que fazem face ao espaço público.

Confira uma breve biografia enviada pelo artista e mais sobre o seu trabalho, a seguir.

Skatepark Sundial: uma pista de skate convertida em relógio solar

As rampas do skatepark da cidade de Lugano, Suíça, não servem apenas para se andar de skate, são também murais de arte urbana que, inclusive, apresentam uma função bastante particular.

Trata-se de um desenho feito pelo coletivo russo Zuk Club que mostra as horas através das sombras geradas pelas rampas.

Cortesia de Skatepark Sundial em Lugano, Suíça. Fonte: Zuk Club (Facebook)Cortesia de Skatepark Sundial em Lugano, Suíça. Fonte: Zuk Club (Facebook)Cortesia de Skatepark Sundial em Lugano, Suíça. Fonte: Zuk Club (Facebook)Cortesia de Skatepark Sundial em Lugano, Suíça. Fonte: Zuk Club (Facebook)+ 9

Intervenção no Festival Walk&Talk 2014 / Atelier Backlar

Integrado no festival de arte pública Walk&Talk 2014, o Atelier Backlar foi convidado a desenvolver uma obra tridimensional, num local com características muito específicas, não só pela sua localização sobre o tecido urbano de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, Açores, mas também pelo seu enquadramento paisagístico.

O Atelier Backlar é constituído por um casal de arquitetos, Carolina e Jeremy Backlar, que após uma vasta experiência internacional, decidiram regressar a Portugal com a intenção de valorizar o potencial do design, enquanto ativador do espaço urbano.

Cortesia de Cortesia de Atelier Backlar. © Rui Soares Cortesia de Cortesia de Atelier Backlar. © Rui Soares Cortesia de Cortesia de Atelier Backlar. © Rui Soares Cortesia de Cortesia de Atelier Backlar. © Rui Soares + 9

“Tracks”: Grafites que transformam trilhos de trem em galerias de arte

Nos últimos anos, vimos como certos bairros tem sido transformados através de grafites e intervenções feitas por artistas urbanos, que vêm encontrando cada vez mais lugares onde podem transmitir suas mensagens. Essas intervenção, por vezes, fazem com que os cidadãos se identifiquem com seu entorno, o considerem mais acolhedor e, inclusive, mais bonito.

Essas mostras de arte transformam em galerias lugares que comumente não estamos acostumados a enxergar. Um exemplo disso é o último trabalho do artista português Artur Bordalo, conhecido como Aka Bordalo II, que desde o início desse ano se dedicou a intervir os trilhos dos trens de Portugal com a série de grafites “Tracks”.

Confira as mensagens de cada grafite a seguir.

Ataque do coração. Image Courtesy of Aka Bordalo IIMenos dependência: O dinheiro governa o mundo. Image Courtesy of Aka Bordalo IIDar uma mão. Image Courtesy of Aka Bordalo IIO jogo da vida. Image Courtesy of Aka Bordalo II+ 9

25 portas com intervenções artísticas

Se observarmos com atenção enquanto caminhamos pelas nossas cidades podemos ver muitos detalhes criados por artistas urbanos que são verdadeiros presentes para as pessoas e para os espaços públicos.

Um exemplo disso são os murais que ganham cada vez mais espaço e admiração entre os cidadãos, que podem se surpreender ao caminhar por locais familiares das cidades e encontrar intervenções das mais variadas. Outro exemplo que nos últimos anos tem sido comum são as intervenções nas portas de diversas casas e edifícios.

Veja a seguir 25 portas de diferentes lugares do mundo que sofreram intervenções artísticas e passaram a despertar curiosidade e interesse em que caminha todos os dias por elas.

Savamala, Belgrado, SérviaKilkenny, IrlandaHayward, Califórnia, EUAEriceira, Portugal+ 25

Artistas urbanos de Nova Iorque contam com mais espaços públicos para intervenções

O Departamento de Transporte (DOT) de Nova Iorque conta com o DOT ART, um programa de arte através do qual o departamento se associa com artistas e organizações dedicadas à arte urbana, oferecendo-lhes oportunidade de transformar as ruas, praças, pontes e calçadas da cidade por meio de instalações esculturas, pinturas de muros e estêncis.

Assim, a cidade confere cada vez mais valor às mostras de arte e oferece mais espaços para que os próprios cidadãos intervenham nos lugares, tornando-se muito mais atraentes e representativos.

A seguir, mostramos 7 projetos realizados através desse programa que vão desde muros e viadutos pintados até esculturas feitas a partir de bicicletas, que promovem a conscientização da necessidade de um transporte limpo.

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