Nos últimos anos, os terraços desempenharam um protagonismo na vida urbana, atuando como refúgio, lugar de lazer e reunião, de contemplação, ou ainda como espaço de trabalho ao ar livre. Privilégio e escape nos períodos de confinamento desde o início da pandemia de Covid-19, estes espaços externos onde se pode fazer exercício, se conectar com a natureza, estudar ou trabalhar se tornaram especialmente desejados por aqueles que vivem nas grandes cidades.
Seja como fechamento de um sistema de construção a seco -como Steel ou Timber frame, montado em armações de aço ou perfis de madeira-, ou como revestimento exterior em obras construídas com sistemas tradicionais, a chapa nervurada é uma opção vantajosa quando se trata de pensar os acabamentos externos de um projeto arquitetônico devido a sua economia, sua manutenção mínima e sua versatilidade, permitindo o uso tanto enquanto fechamento vertical quanto como telhados.
A entrada de luz natural, a melhoria das condições de ventilação e a possibilidade de potenciar a ligação com a natureza, sem que isso implique uma perda de privacidade, têm levado os pátios a se tornarem elementos frequentemente adotados e incorporados em muitos projetos arquitetônicos.
Os pátios caracterizam-se por serem áreas abertas ou semicobertas, localizadas no interior de edifícios e têm seus perímetros delimitados por paredes, galerias ou outros elementos. Estes espaços, externos mas contidos, em muitos casos desempenham um papel crucial na configuração e organização do projeto e, em alguns casos, representam a conexão entre os moradores e o exterior.
Cortesía de Archivo Descotte. Facultad de Arquitectura Urbanismo y Diseño. Universidad de Mendoza
Alguns reconhecem a forma orgânica de uma árvore em sua fachada, enquanto outros veem figuras humanas. Observando a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Mendoza, podemos atestar que estamos diante de um edifício que constitui um caso paradigmático no contexto dos anos 60 na Argentina.
Pátios internos se caracterizam por serem áreas descobertas, localizadas no interior dos edifícios e com seus perímetros delimitados por paredes ou galerias. Esses espaços exteriores, mas contidos, em muitos casos cumprem um papel crucial na configuração e organização da planta. Em certos casos, podem funcionar como um pulmão central, organizando os espaços ao longo de seu perímetro. Também podem ser concebidos como elementos organizadores de fluxos ou como espaços articulados, conectando e, ao mesmo tempo, dividindo diferentes setores do projeto.