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Arch Daily Topic 2021 Automação Na Arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

O que entendemos por automação na arquitetura?

Anos atrás, a indústria da construção era uma das mais atrasadas em termos tecnológicos, no entanto, hoje podemos dizer que a automação veio definitivamente para ficar.

A estética da automação: analisando uma habitação de baixo custo impressa em 3D

A viabilidade da impressão em 3D na arquitetura - passou por uma mudança sísmica nos últimos anos. Geralmente rebaixados a protótipos ou modelos conceituais, os projetos de construção impressos em 3D estão cada vez mais atualizados com os projetos físicos. Em 2013, a WinSun, uma empresa chinesa - conseguiu imprimir 10 casas em um período de 24 horas, tornando-se uma das primeiras empresas a obter esse resultado ao usar a tecnologia de impressão 3D. Mais recentemente, em 2018, uma família na França tornou-se a primeira no mundo a morar em uma casa impressa em 3D. A cidade de Dubai também pretende que um quarto de seus prédios sejam impressos até 2025. Esses exemplos indicam a ascensão dessa tecnologia e com o passar dos anos, é possível que a automação na fabricação de edifícios seja uniforme e mais integrada ao processo de construção.

Um guia para arquiteturas "off-grid"

Quem mora em uma grande cidade dificilmente nunca sonhou em viver isolado, em uma casa entre as árvores ou numa praia deserta. Durante a pandemia e os intermináveis meses de quarentena, muitos tiveram essa mesma ideia. Por mais romântica e sedutora que ela possa parecer, isso vem acompanhado de alguns desafios práticos importantes. Raramente abriríamos mão de pequenos confortos que estamos tão acostumados, como abrir uma torneira ou carregar o celular. Se o local é, de fato, remoto, possivelmente não contará com abastecimento de energia elétrica, água potável, gás, rede de esgoto e coleta de resíduos sólidos. Mas há diversas possibilidades de uma vida com conforto e sem vizinhos. Quais são as principais soluções para permitir isso e como um projeto de arquitetura pode proporcionar uma vida off-the-grid?

Os robôs substituirão os arquitetos? Por que os projetos do futuro nunca serão totalmente automatizados

Arquitetura e automação são dois conceitos que na era moderna de projeto e avanços tecnológicos andam de mãos dadas - ou não? Por um lado, há um leve temor de que "robôs substituam os arquitetos", tornando a profissão mais automatizada e menos criativa. Por outro lado, a tecnologia tornou a prática da arquitetura mais eficiente, em termos de processo e custo. Até onde a tecnologia nos levará? Nosso trabalho será substituído pela tecnologia? A resposta curta é, provavelmente não.

Automação no canteiro de obras

Há anos, o setor da construção civil vem enfrentando uma escassez de mão de obra especializada, algo que tem impulsionado o desenvolvimento de novas tecnologias e sistemas automatizados de construção. A recente crise sanitária apenas exacerbou essa tendência, fazendo com que muitas empresas de automação—que antes se dedicavam principalmente à fabricação de automóveis—voltassem sua atenção à indústria da construção civil. Neste contexto, espera-se que a automatização dos meios de produção na engenharia e na arquitetura cresça até um 30% ao longo dos próximos anos. No artigo a seguir procuramos explorar as atuais capacidades desta tecnologia e as futuras possibilidades que ela ainda poderá trazer para os processos de construção, além de como tem sido integrada na atual prática e as possíveis mudanças que ela poderá nos trazer no futuro.

Elytra Filament Pavilion ICD-ITKE University of Stuttgart. Image Courtesy of ICD-ITKERobotic Collaboration. Image Courtesy of ETH ZurichRobotic Collaboration. Image Courtesy of ETH ZurichElytra Filament Pavilion ICD-ITKE University of Stuttgart. Image © Julien Lanoo+ 10

Inteligência artificial e arquitetura: como a tecnologia está mudando a forma de projetar e vivenciar o espaço

No clássico filme de Jacques Tati, Mon Oncle (1958), a casa, como materialização cenográfica da “máquina de morar”, é a protagonista. Seus aparatos tecnológicos, por vezes indomáveis, são os que ditam as regras. A proprietária da casa, Madame Arpel, é uma tecnocentrista típica, maravilhada com toda a tecnologia que a cerca acreditando que ela seja a solução para todos seus problemas diários. No lado oposto de Arpel está seu irmão, Mr. Hulot, que chega para uma visita e se desentende com toda essa inovação. Ao longo da sua estadia, conhecemos uma casa que se mostra muito complexa e ao mesmo tempo não permite o controle do usuário.

Hoshinim [CC BY-SA 4.0] Cortesia de Fologram© ICD-ITKE, University of StuttgartMorpholio AR Sketchwalk: a mais nova ferramenta imersiva de realidade aumentada para arquitetos. Cortesia de Morpholio+ 7

Hologramas: como eles podem impactar o espaço arquitetônico

Embora os hologramas tenham sido uma possibilidade por décadas - o primeiro holograma foi desenvolvido no início dos anos 1960 após o desenvolvimento da tecnologia a laser - muitos ainda podem associá-los mais à ficção científica, o termo evocando imagens de dispositivos de super-heróis de alta tecnologia e naves espaciais no futuro distante. No entanto, à medida que nos aproximamos da realidade de um futuro hiper-tecnológico e uma variedade de indústrias - incluindo arquitetura e construção - começam a abraçar novas formas de tecnologia cada vez mais avançada, a holografia também tem a chance de remodelar completamente a maneira como conceitualizamos e arquitetura de experiência. Embora seja impossível prever exatamente como a tecnologia holográfica será usada no futuro, a seguir listamos vários exemplos de projetos existentes que usam hologramas e outros tipos de holografia para criar ambientes atmosféricos, cenas fantásticas e visualizações práticas. Esses exemplos vão além do uso de hologramas para visualizar estruturas e locais durante a fase de projeto; eles utilizam holografia para moldar o próprio espaço arquitetônico completo, alterando completamente a experiência sensorial e espacial de seu ambiente.

Mais luz natural, menos ofuscamento e calor: Como funciona o vidro que se tinge automaticamente?

Em uma pesquisa de 2016 com 400 funcionários nos Estados Unidos, a Saint-Gobain descobriu que os ocupantes de prédios de escritórios geralmente reclamavam de má iluminação, temperatura, ruído e qualidade do ar, levando a empresa a deduzir a necessidade de melhorar a iluminação e o conforto térmico dos edifícios, ao mesmo tempo mantendo baixo consumo de energia e liberdade de projeto para arquitetos e clientes. Sua solução foi o SageGlass, um vidro inovador criado pela primeira vez em 1989 e desenvolvido ao longo das últimas três décadas. O vidro, que possui um envidraçamento dinâmico que protege do calor solar e do ofuscamento, otimiza simultaneamente a entrada de luz natural. Uma solução sustentável e estética, a adaptabilidade do SageGlass às condições externas elimina a necessidade de persianas ou venezianas.

Casas circulares de terra crua: estrutura e revestimento em 200 horas de impressão 3D

Uma recente colaboração entre a equipe de Mario Cucinella Architects (MC A) e a WASP, especialistas em impressão 3D na Itália, resultou na primeira construção impressa que usa um material natural, reciclável e neutro em carbono: terra crua. O protótipo de habitação circular se chama TECLA e foi construído em Massa Lombarda (Ravenna, Itália), por meio de múltiplas impressoras 3D sincronizadas para funcionar ao mesmo tempo.

Impressão 3D de um pilar de 2 metros em 30 minutos: o que vem por aí com essa tecnologia?

Não há dúvidas de que a impressão 3D veio para ficar. No entanto, ainda é uma tecnologia em desenvolvimento que levanta certas questões: é realmente eficaz para construções massivas e em grande escala? Quão sustentável é? Deixará de ser uma opção para se tornar a norma na indústria da construção? Para ajudar a esclarecer a imagem mais ampla do lugar da impressão 3D na arquitetura e construção, falamos com Alain Guillen, Diretor Administrativo e Cofundador da XtreeE, uma plataforma que permite que arquitetos tornem seus projetos realidade por meio de impressão 3D avançada em grande escala, gerando formas rápidas e precisas sem desperdício de material. Veja abaixo como ele e sua equipe veem o futuro da robótica na arquitetura e por que os arquitetos devem se preparar para abraçar essa nova tecnologia, rumo a um futuro mais eficiente, mas igualmente criativo.

Como projetar casas inteligentes? 8 conselhos para incorporar a domótica na arquitetura

Os dias em que a domótica era uma dor de cabeça para o arquiteto, o construtor e o usuário, parecem estar ficando para trás. Preços altos, desconfigurações reiteradas do sistema, poucos resultados estéticos e desconhecimento geral sobre sua correta instalação e manuseio resultaram em um processo complicado que nos impeliu a descartar a ideia de automatizar nossos projetos.

Hoje em dia, a situação mudou e desenvolver um novo projeto sem considerar a domótica parece um tanto absurdo, já que seu custo é desprezível no total da obra. Como e por que incorporar a domótica em nossos projetos? Analise uma série de dicas para aplicá-la com eficácia, graças às informações que a AVE Chile compartilhou conosco.

Como funciona o Spot? O robô que compara o design à realidade no canteiro de obras

Em novembro de 2020, o escritório Foster + Partners anunciou uma colaboração com a empresa de design de robótica Boston Dynamics. Juntos, os dois desenvolveram um robô chamado Spot, que tem como objetivo capturar e monitorar o andamento das obras. O robô possui a destreza para subir escadas, evitar obstáculos e atravessar terrenos acidentados, o que permite monitorar canteiros de obras e coletar dados de forma rápida e fácil. Desta forma, projetistas e empreiteiros podem corrigir erros rapidamente e com custo mínimo, garantindo que os projetos progridam de acordo com seus prazos e orçamentos definidos. Com a coleta de dados manual, os erros acabam sendo notados em um ritmo muito mais lento e a comunicação entre os contratados também pode ser prejudicada. Assim, o Spot otimiza o monitoramento da construção e a colaboração no local.

Uma arquitetura sem contato: Sensores e novas tecnologias para a vida diária em ambientes fechados

Nos últimos 30 dias, as buscas na Amazon para produtos sem toque, como dispensadores, torneiras e termômetros automáticos aumentaram em até 2000%. Enquanto a ansiedade sobre a disseminação do COVID-19 por contato em superfícies compartilhadas continua a atormentar, essas tecnologias oferecem uma solução potencial para escritórios ou empresas que lutam para permanecer operacionais sem aumentar o risco de propagação viral.

Jade Apartment / Ryan Lai Architects. Image © KyleYu Photo StudioDeloitte Quebec HQ / Arney Fender Katsalidis. Image © James BrittainNUBO Kindergarten / PAL Design. Image © Michelle Young, Amy PiddingtonApartment in Poznan / Cuns Studio. Image © Hanna Długosz+ 11

O que esperar dos interiores do futuro

Em 2018, a ONU divulgou um artigo afirmando que 55% da população mundial já vivia em áreas urbanas, prevendo que em 2050 esse percentual chegará a 68%. Essa tendência à maior urbanização traz consigo várias implicações em relação à degradação ambiental e à desigualdade social. De acordo com a National Geographic, o crescimento urbano aumenta a poluição do ar, põe em perigo as populações de animais, promove a perda de cobertura urbana de árvores e aumenta a probabilidade de catástrofes ambientais, como inundações repentinas. Esses riscos à saúde e fenômenos catastróficos podem ter maior probabilidade de afetar as populações mais pobres, pois as cidades maiores geralmente demonstram taxas mais altas de desigualdade econômica e o crescimento descontrolado tende a produzir distribuições desiguais de espaço, serviços e oportunidades.

Para mitigar esses efeitos negativos da urbanização, arquitetos vêm priorizando cada vez mais a sustentabilidade e a maximização do espaço disponível - permitindo que mais pessoas ocupem menos espaço com uma área menor.

Courtesy of SeuraBatipin Flat / studioWOK. Image © Federico VillaCasa da Escrita / João Mendes Ribeiro. Image © do mal o menosStudio 45 / Marston Architects. Image © Katherine Lu+ 13

Ambientes adaptáveis: Moldando o espaço através da luz e da cor

Com o objetivo de criar experiências ambientais imersivas em espaços interiores, o estúdio de design Aqua Creations desenvolveu o Manta Ray Light, uma instalação de iluminação construída com a tecnologia LED RGB responsiva que mistura as cores vermelho (Red), verde (Green) e azul (Blue) para gerar mais de 16 milhões de tons de luz. Ao predefinir seu espectro de cores, diminuir o brilho em uma escala de 0,1 a 100% e até carregar imagens e vídeos em sua memória interna, o sistema permite adicionar cor e movimento a espaços expressivos ou proporcionar uma sensação de calor e foco nos espaços íntimos e privados.

Manta Ray Light from Aqua Creations. Image © Ross Belfer (Xhibition)Manta Ray Light from Aqua Creations. Image © Ross Belfer (Xhibition)Manta Ray Light from Aqua Creations. Image © Ross Belfer (Xhibition)Manta Ray Light from Aqua Creations. Image © Ross Belfer (Xhibition)+ 6

A impressão 3D pode ser considerada artesanal?

via ShutterstockUrban Cabin / DUS Architects. Image © Sophia van den HoekCortesía de AI SpaceFactory© Christian J. Lange+ 13

O artesanal está de volta. Uma reivindicação dos ofícios frente à produção industrial em massa que caracterizou o século XX, refletida em uma nova sensibilidade às matérias-primas, na recuperação de técnicas locais e na defesa dos pequenos comércios. Materiais como a terra e a cerâmica, os têxteis e a madeira têm sido revalorizados por designers, artistas e arquitetos ao redor do mundo, em busca de seu próprio estilo e da representação da nostalgia coletiva.