Samuel Ludwig

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Antoni Gaudí, simbiose da forma e da técnica

Quando o arquiteto catalão Antoni Gaudí (25 de junho de 1852 - 10 de junho de 1926) se formou na Escola de Arquitetura de Barcelona, em 1878, o então diretor Elies Rogent declarou: "Senhores, estamos aqui hoje na presença de um gênio ou de um louco!" [1] Mais de um século depois, essa tensão ainda é evidente no trabalho de Gaudí; embora seja amplamente considerado genial, seu estilo distinto permanece ímpar na história da arquitetura – ao mesmo tempo inspirador e bizarro, nunca se encaixou em nenhum movimento estilístico.

Casa Milà. Imagem © Samuel LudwigParc Güell. Imagem © Samuel LudwigColònia Güell. Imagem © Samuel LudwigCasa Batlló. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/srboisvert/306517767'>Flickr user srboisvert</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/'>CC BY 2.0</a>+ 10

A madeira na obra de Alvar Aalto: de banquetas a forros e estruturas

Muitos enquadram o trabalho de Alvar Aalto no conceito de Gesamtkunstwerk (uma obra de arte total), onde arquitetura, design e arte se fundem em um só. A obra do arquiteto finlandês é pioneira na chamada vertente orgânica da arquitetura moderna do início do século XX, influenciando fortemente o que conhecemos hoje como arquitetura escandinava. Segundo sua descrição no site do MoMA: “seu trabalho refletiu um desejo profundo de humanizar a arquitetura por meio de um manuseio não ortodoxo de formas e materiais que fosse racional e intuitivo”. Suas soluções para trazer luz natural aos edifícios são exaltadas e estudadas repetidamente até hoje. Mas em toda a sua carreira, um material que sempre esteve presente e de diversas formas foi a madeira. De estruturas, forros a banquetas, Alvar Aalto trouxe protagonismo a este material natural.

É possível reciclar e reaproveitar concreto?

Usado desde a era romana massivamente em construções das mais diversas escalas, é quase impossível pensar em uma edificação que não tenha ao menos um elemento em concreto. De fato, trata-se do material de construção mais utilizado no mundo, por sua versatilidade, resistência, facilidade de manuseio, valor acessível, estética, entre outros fatores. Ao mesmo tempo, sua manufatura também é um dos principais poluidores na atmosfera, sobretudo pelo fato de a indústria de cimento emitir por volta de 8% de todas as emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2).

Mas além da sua produção intensiva, tratando-se de um material tão rígido, pesado e composto por cimento, água, pedra e areia, seria possível dar um uso sustentável ao concreto após a demolição, sem destinar os resíduos como entulhos a locais indevidos, ou sobrecarregando os aterros sanitários? 

Frank Gehry: comprometimento com a forma

Frank Gehry, nascido no dia 28 de fevereiro de 1929, completa hoje 92 anos. Conhecido pelo uso de formas ousadas e materiais incomuns, Gehry se tornou um dos arquitetos mais aclamados do século XX, ganhando especial notoriedade com o projeto para o Museu Guggenheim em Bilbao.

Walt Disney Concert Hall. Imagem © Dave ToussaintVitra Museum. Imagem © Liao YushengBiomuseo. Imagem © Fernando AldaCleveland Clinic Lou Ruvo Center. Imagem © Matthew Carbone+ 20

Clássicos da Arquitetura: Maison Louis Carré / Alvar Aalto

No município de Bazoches-sur-Guyonnes, a cerca de 40 quilômetros a sudoeste de Paris, encontra-se uma das mais importantes casas particulares desenhadas por Alvar Aalto: a Maison Louis Carré. O cliente, Louis Carré, era um negociante de arte francês proeminente que também tinha muito interesse em arquitetura. Ele desejava uma casa que fosse capaz de acomodar muitos convidados para exibições de arte, mas que também incorporasse um componente privado. Encomendou a Aalto para projetar sua casa em 1956, e Louis Carré e sua esposa, Olga, mudaram-se para sua nova casa três anos mais tarde.

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Guia de arquitetura: 20 obras de Alvar Aalto

O arquiteto finlandês Alvar Aalto foi pioneiro em design e arquitetura modernos a partir de formas orgânicas e materiais naturais. Quando decidiu que seria arquiteto, mudou-se para Helsinque, único lugar do país onde se podia estudar arquitetura na época. Ao longo de sua carreira, ergueu obras em diversos países, deixando um amplo legado para a arquitetura moderna. A seguir, mapeamos 20 de suas obras que deveriam ser visitadas por todo estudante e profissional de arquitetura.

As cidades e países mais criativos segundo o Airbnb

À medida que nos aproximamos do final do ano, começamos a refletir sobre tudo que aconteceu neste intenso ano de 2018. Tendo isso em vista, o Airbnb realizou uma ampla pesquisa em sua base de dados para apresentar quais são, segundo o seu ponto de vista, as cidades e os países mais "criativos" deste ano. Os dados se referem à procura dos hóspedes que trabalham e se envolvem com atividades e industrias criativas. A lista se baseia em uma antiga pesquisa realizada pelo Airbnb, a qual revelou que um em cada dez hóspedes do Airbnb e um em cada três anfitriões se identificam como membros da comunidade criativa.

Veja à seguir a lista daqueles que foram considerados os principais países e cidades para a comunidade criativa segundo o novo estudo divulgado pelo Airbnb. Para os arquitetos e arquitetas que já estão planejando (ou já planejaram) às férias deste final de ano, divulgamos anteriormente aqui dez projetos do ArchDaily que podem ser reservados através do Airbnb.

Clássicos da Arquitetura: Galeria de Arte da Universidade de Yale / Louis Kahn

A Escola de Arquitetura da Universidade de Yale estava em meio a uma revolução pedagógica quando Louis Kahn ingressou em 1947. Com o arquiteto de arranha-céus George Howe como reitor e modernistas como Kahn, Philip Johnson e Josef Albers como palestrantes, os anos do pós-guerra em Yale foram para longe da linhagem das Beaux-Arts da escola em direção à vanguarda. E assim, quando a consolidação dos departamentos de arte, arquitetura e história da arte da universidade exigiu em 1950 um novo edifício, uma estrutura modernista foi a escolha natural para concretizar uma partida instrucional e estilística do historicismo. [1] Concluído em 1953, o edifício da Galeria de Arte da Universidade de Yale, de Louis Kahn, forneceria espaços flexíveis para galerias, salas de aula e escritórios para a escola; ao mesmo tempo, a primeira comissão significativa de Kahn sinalizou um avanço em sua própria carreira arquitetônica - uma carreira agora entre as mais celebradas da segunda metade do século XX.

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Em foco: Le Corbusier

"Espaço e luz e ordem. Estas são as coisas que os homens precisam tanto quanto precisam de pão ou um lugar para dormir."

Hoje, celebramos o 130° ano de nascimento de Charles Edouard Jeanneret-Gris (1887-1965), mais conhecido como Le Corbusier.

O arquiteto, urbanista, designer, pintor e escritor suíço é amplamente considerado um dos pioneiros do movimento moderno na arquitetura. Durante os 50 anos em que trabalhou com arquitetura, teve obras construídas por toda a Europa, Índia e Estados Unidos.

10 Obra-primas difíceis de visitar e como chegar nelas

Visitar obras-primas da arquitetura dos grandes mestres pode parecer uma peregrinação, especialmente quando estão longe e são difíceis de chegar. Nem todo mundo desprende o tempo necessário para visitar estes edifícios quando estão viajando, o que faz do fato de conseguir chegar lá ainda mais especial. Com estranhos horários de funcionamento e localizações difíceis, mostramos a seguir uma seleção de obras-primas da arquitetura e o que é preciso fazer para chegar nelas. Não esqueça de levar sua câmera!

Por que as esculturas de Alexander Calder são tão utilizadas nos renders de arquitetura?

OMA, Park Grove Condos, Miami, com o Flamingo de Calder, 1973. O trabalho está instalado na Federal Plaza, em Chicago. Imagem Cortesia de OMA
OMA, Park Grove Condos, Miami, com o Flamingo de Calder, 1973. O trabalho está instalado na Federal Plaza, em Chicago. Imagem Cortesia de OMA

Este artigo foi publicado originalmente em The Architect's Newspaper como "Rendering LOL: How architects are absurdly using Calder sculptures."

Por que tantos arquitetos utilizam as esculturas de Alexander Calder em seus renders, inclusive quando as obras não têm nenhuma relação com a instituição ou o projeto mostrado? A Fundação Calder investigou esse fenômeno e os resultados são mostrados nas imagens deste artigo.

Uma nova exposição no Whitney Museum em Nova York explora os móbiles - esculturas cinéticas com componentes cuidadosamente balanceados que revelam seus próprios sistemas únicos de movimento - criadas pelo escultor americano Alexander Calder desde 1930 até 1968, oito anos antes da sua morte.

Ateliers Jean Nouvel, 53 W. 53rd Street, New York, com o Sumac, 1961, de Calder.Faz parte de uma coleção privada. Imagem Cortesia de Ateliers Jean NouvelBjarke Ingels Group (BIG), Sede Middle East Media, com La Grande vitesse, 1969, de Calder. TA escultura monumental em que este modelo se baseia está instalada na Calder Plaza em Grand Rapids, Michigan. Imagem Cortesia de BIGSkidmore, Owings & Merrill LLP (SOM), Godrej BKC, Mumbai, com La Grande vitesse, 1969, Calder. (A escultura monumental em que este modelo se baseia está realmente instalada em Calder Plaza em Grand Rapids, Michigan). Imagem Cortesia de SOMFlamingo, 1973, instalado na Federal Center Plaza, Chicago. Imagem © Samuel Ludwig+ 15

Arte ou arquitetura? 13 projetos que diluem as fronteiras

Se a arquitetura é ou não é uma forma de arte, é uma questão controversa que faz parte das discussões do mundo da arquitetura há muito tempo. Se nos determos à definição geral da palavra "arte", a arquitetura poderia potencialmente se enquadrar nela: "a expressão ou a aplicação da habilidade criativa humana e da imaginação, tipicamente em uma forma visual como a pintura ou a escultura, produzindo obras a serem apreciadas principalmente por sua beleza ou poder emocional." Como qualquer pessoa envolvida na disciplina arquitetônica provavelmente conhece, há uma abundância de definições variadas da palavra "arquitetura", portanto, se seu objetivo primário é alcançar a beleza ou organizar o espaço, isso é algo discutível.

© James Dow© Florian Holzherr Cortesia de Studio Olafur Eliasson© Anders Sune Berg+ 14

Clássicos da Arquitetura: Maison du Bresil / Le Corbusier

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Pensada como um microcosmo da vida e cultura brasileiras, Maison du Bresil é um exemplo significativo dos projetos residenciais de alta densidade de Le Corbusier. Inaugurada em 1959, é uma das vinte e três residências internacionais da Cité Internationale Universitaire de Paris, localizada no coração da capital francesa. Como "Casa do Brasil", o edifício funciona como residência para acadêmicos, estudantes, professores e artistas brasileiros, e como um centro para a cultura brasileira, fornecendo espaços de exposição e arquivos. Nomeadamente, o edifício tem proporcionado residência a famosos brasileiros, como o renomado jornalista Barroso Zózimo do Amaral.

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Em foco: Peter Zumthor

The Therme Vals. Image © Fernando Guerra | FG+SG
The Therme Vals. Image © Fernando Guerra | FG+SG

Peter Zumthor (26 de abril, 1943) completa hoje 74 anos de idade. Conhecido por sua sensibilidade material e sua grande atenção ao lugar, o vencedor do Pritzker de 2009 é um dos mais respeitados arquitetos do século XX.

Capela de Campo Bruder Klaus. Imagem © Samuel LudwigMemorial Steilneset. Imagem © Andrew MeredithCapela Saint Benedict. Imagem © Felipe CamusKunsthaus Bregenz. Image © <a href='https://www.flickr.com/photos/heyitschili/4163419615'>Flickr user heyitschili</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/'>CC BY-ND 2.0</a>+ 16

Alvar Aalto: Em busca de uma arquitetura local moderna

Alvar Aalto é frequentemente lembrado como um dos maiores nomes da arquitetura moderna, tendo, talvez como nenhum outro, mesclado com sucesso elementos de sua própria cultura e território - Finlândia - com referências de diversas partes do mundo. Dedicado tanto à arquitetura como ao design de móveis e utensílios, Aalto escapou da frieza, da arestas e da ordem cartesiana impostas pela modernidade e inclinou sua produção a um caminho que considerava as formas naturais dos lagos, troncos de árvores e a "perfeita imperfeição do natural": sua obra buscava o real.

Entrevista com Álvaro Siza: "A beleza é o auge da funcionalidade!"

Ao longo dos 60 anos de carreira, o trabalho de Álvaro Siza tem desafiado continuamente a categorização - sendo várias vezes descrito como "regionalismo crítico" e "modernismo poético", sem captar a verdadeira essência da arquitetura intuitiva de Siza. Nesta entrevista, a mais recente da série "City of Ideas" de Vladimir Belogolovsky, Siza discute essas tentativas de categorizar seu trabalho, sua abordagem de projeto e o papel da beleza em suas obras.

Vladimir Belogolovsky: Seu aluno, Eduardo Souto de Moura, disse: "As casas de Siza são como gatos dormindo ao sol".

Álvaro Siza: [Risos.] Sim, ele queria dizer que meus edifícios assumem as posturas mais naturais do local. Há também uma referência ao corpo humano.

Auditorium Theatre of Llinars del Valles . Image Estação de Bombeiros em Santo Tirso. Imagem © Joao Morgado - Architecture PhotographyThe Building on the Water / Álvaro Siza + Carlos Castanheira. Image Casa de Chá Boa Nova. Imagem © Samuel Ludwig+ 33