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Arquitetos: Explorations Architecture
- Área: 1858 m²
- Ano: 2024


Não é exagero dizer que Renzo Piano é um dos arquitetos mais unânimes que existem no mundo da arquitetura. Com uma obra que mescla respeito ao contexto, leveza e tecnologia para criar estruturas ambientalmente conscientes e esteticamente agradáveis, sua abordagem combina materiais avançados com técnicas tradicionais. Em projetos de diversas escalas, o arquiteto genovês mantém um fio condutor essencial: a implementação de estratégias arquitetônicas passivas, destacando a importância desses métodos para a sustentabilidade e a eficiência energética. Isso é frequentemente explicitado em seus croquis, como uma preocupação inicial, e se concretiza claramente nas obras finalizadas. Veja, a seguir, alguns exemplos em projetos icônicos desenvolvidos pelo seu escritório nas últimas décadas.



A relação entre o envelope do edifício e sua estrutura continua a ser uma peça central da arquitetura. A casca é o que torna os projetos abertos ou fechados, controlando as condições ambientais, a iluminação natural e as vistas. Quer sejam perfurados, ranhurados ou modulares, os brise-soleils são envelopes elegantes, que criam novas condições espaciais. Tal fato é especialmente verdadeiro na França, onde os arquitetos estão repensando a tradição para dar vida a novas estruturas teladas.

Kengo Kuma utiliza os materiais para se conectar com o contexto local e os usuários de seus projetos. As texturas e formas elementares dos materiais, sistemas construtivos e produtos são expostas e utilizadas em favor do conceito arquitetônico, valorizando as funções que serão executadas em cada edifício.
De vitrines feitas com telhas cerâmicas a painéis que filtram a luz com à luz peneirada criada por chapas metálicas expandidas, passando por um revestimento de poliéster etéreo, Kuma entende o material como um componente essencial que pode fazer a diferença na arquitetura, desde os estágios do projeto. Apresentamos, em seguida, 21 projetos nos quais Kengo Kuma usa e reúsa materiais de construção com maestria.

A arquitetura dos edifícios diplomáticos situa-se em um território ambíguo e até certo ponto, contraditório. Procurando equilibrar os imprescindíveis requisitos de segurança e uma máxima abertura e integração com a paisagem, edifícios de embaixadas atuam como símbolos representativos de uma cultura. Em sua essência, edifícios diplomáticos também são concebidos para expressar os principais valores e ideais de uma nação. Atualmente, os projetos de embaixadas necessariamente precisam atender rígidos padrões de segurança, ao mesmo tempo que procuram construir uma conexão física e imaterial com a cultura local específica onde encontram-se inseridos.

Reconhecida como o maior prêmio da arquitetura no Reino Unido, a RIBA Royal Gold Medal for Architecture é aprovada pessoalmente por Sua Majestade, a Rainha, e concedida a um profissional ou grupo de profissionais que tiveram significativa influência, "direta ou indiretamente", no avanço da arquitetura.

“Arquitetura é arte, mas uma arte bastante contaminada por muitas outras coisas. Contaminada no melhor sentido da palavra – alimentada, fertilizada por muitas coisas.” – Renzo Piano
O arquiteto italiano Renzo Piano (nascido em 14 de setembro de 1937) é conhecido por sua abordagem delicada e refinada da arquitetura, vista em museus e outros edifícios construídos em diversas partes do mundo. Ao receber o Prêmio Pritzker em 1998, o júri o comparou a Leonardo da Vinci, Michelangelo e Brunelleschi, destacando "sua curiosidade intelectual e habilidade para resolver problemas tão amplas e aguçadas quanto às dos primeiros mestres de sua terra".


Quantas vezes nos deparamos com o desafio de projetar um centro cultural? Embora isso possa parecer uma façanha para a maioria, muitos arquitetos já se viram diante da tarefa de projetar um programa que combina centro comunitário e cultura.
Entre os projetos publicados em nosso site, encontramos exemplos que abordam a questão a partir de diferentes abordagens, de configurações flexíveis a propostas que priorizam a centralidade, gerando espaços de encontro e atividades. Veja, a seguir, 50 exemplos de centros culturais acompanhados de suas plantas e cortes.






Sabemos que a história é escrita por aqueles que vencem e impõem seu próprio relato. Também sabemos que o relato do ocidente é o da Europa e Estados Unidos, enquanto o resto dos atores são minimizados ou inviabilizados; chineses e japoneses durante a Segunda Guerra Mundial; com o Império Otomano na Europa do século XVI e com as maiorias raciais na leitura da independência latino-americana. O mesmo ocorre com a arquitetura.
Temos insistido que o boom do Hemisfério Sul não se apoia unicamente em uma obra nova, mas também no reconhecimento de uma nova arquitetura inviabilizada e aparentemente não digna de ser publicada em revistas nos anos 1990. Este cenário mundial mudou com o surgimento de uma humanidade multipolar, mais local. Globalizada mas heterogênea, acelerada mas desequilibrada. Não há países vermelhos ou azuis, mas uma ampla paleta de cores explodidas, como num quadro de Pollock.
Isto serve de preâmbulo para ponderar os melhores edifícios de 2016 de acordo com a opinião do crítico britânico Oliver Wainwright, que elaborou um mapa mundi delimitado por Nova Iorque (a oeste) e a cidade norueguesa de Utoya (a leste), com a exceção de Birzeit, na Palestina.
O Hemisfério Sul representa mais de 40% da economia global e já concentra as principais mega-cidades do mundo, e, mesmo assim, não vale a pena estudar sua arquitetura? Expandindo os limites do mapa mundi arquitetônico de um planeta em transformação, destacamos os seguintes projetos deste ano.