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Arquitetos: Raiz Arquitetura
- Área: 604 m²
- Ano: 2025
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Fabricantes: Aluminas, Brisa Casa, Eliane Revstimentos, Mac Design, Neobox, +6






O setor da construção civil enfrenta hoje um paradoxo incontornável: a necessidade urgente de soluções sustentáveis para o futuro das cidades colide com o esgotamento do próprio termo "sustentabilidade", muitas vezes reduzido a um selo comercial vazio. Diante desse cenário, a Arquivo — uma das vencedoras do prêmio Next Practices 2025 do ArchDaily — emerge como uma facilitadora e uma mediadora entre os diferentes agentes no campo da construção a partir da desmontagem – ou ainda, des-construção – e o reuso de elementos construtivos. Etimologicamente, se "construir" deriva do latim construere ("amontoar, reunir"), o prefixo "des-" impõe uma inversão conceitual: não se trata de destruir, mas de desmontar com inteligência para compreender a lógica das partes.
Enquanto a prática convencional das demolições gera um grande volume de resíduos e gasto energético, a Arquivo propõe o reuso como uma alternativa viável para a economia circular. A empresa atua na lacuna entre o descarte e a nova obra, operando sob uma premissa clara: “O reuso só se dá por completo quando o material ganha uma nova vida”.

Ao longo das últimas duas semanas, a comunidade do ArchDaily Brasil nomeou mais de 14 mil projetos, resultando em 15 finalistas que representam algumas das obras arquitetônicas mais emblemáticas publicadas no último ano. Em sua 10ª edição, o Prêmio Obra do Ano existe para reconhecer o melhor da arquitetura nos países de língua portuguesa, a partir da escolha dos próprios leitores. Os finalistas compõem um retrato do estado atual da arquitetura, seja em projetos residenciais, urbanos, culturais e outros programas.
Representando Brasil e Portugal, os 15 projetos refletem as necessidades de seus contextos específicos por meio de soluções criativas propostas por arquitetos locais. De reformas de interiores a intervenções urbanas de grande escala, passando por residências unifamiliares e projetos comunitários, a seleção é heterogênea, mas unida por um traço comum: o reconhecimento do público, que busca ver suas próprias aspirações representadas.






